quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Mas se você achar que eu tô derrotado, saiba que ainda estão rolando os dados

Porque o tempo, o tempo não para.
(Cazuza)

Hoje por um momento, ou por algumas horas, tudo desmoronou.
Mês passado eu fiz um concurso, não passei. Até aí tudo ok, no news. Mas eu soube que duas primas minhas fizeram, e de curiosa, resolvi procurar se um delas passou... E adivinhem. Uma das meninas inteligentes e universitárias dessa porra de parentada passou (sim, porque eu me recuso a chamar qualquer pessoa que não seja minha mãe, a B. ou a minha vó de família). Já vi tudo. Como a minha mãe cometeu o deslize de contar pra minha tia/madrinha que eu iria fazer o concurso, e ela contou pro marido dela, que comentou na frente da minha tia que contou pra todo resto que eu iria fazer, pronto, eu sei o que vai acontecer. Ou melhor, o que provavelmente aconteceria. Os parentes iriam fazer comparações, me perguntar se eu passei, me olhar com lamento, e comentar que a prima fulana passou, e esse assunto se alastraria por hora, com eu rindo e cerrando os dentes de raiva, vergonha e sei lá mais o que. Mais isso não vai acontecer. Por que? Vou me isolar de todos nas próximas semanas. Não vou visitar minha vó, não vou dar oportunidade à minha tia da frente quando eu estiver saindo de casa e encontrar com ela, estarei sempre com pressa. Se alguém me chamar quando eu estiver sozinha, não respondo, para todos os fins eu estava dormindo. Porra, a última vez que isso aconteceu, de comparação entre eu e as minhas primas, eu ouvi conselhos de que deveria seguir uma rotina parecida com a da prima X porque ela era magra e etc.
TODOS TOMEM NO CU!
VÃO TOMAR NO CU E NÃO METAM-SE MAIS NA MINHA VIDA.




E como diz a música do Cazuza, AINDA ESTÃO ROLANDO OS DADOS, e eu já me abalei o suficiente. Comi chocolate, , quebrei uma caneta, um lápis e uma hidrocor, derramei algumas poucas lágrimas, pedi pra minha mãe me deixar sozinha e blábláblá...
AGORA CHEGA DE CHURUMELA E LAMENTAÇÃO.
Preciso escovar meus dentes, tomar banho, dar um jeito nesse meu cabelo, fazer uns exercícios, tentar a sério uma dieta, sem o fator preguiça comentado no post passado. Preciso tomar um sol também, me achei meio ‘cor de doente’ no espelho, e a minha pele que antes era bonita está meio sem vida. Já comprei frutas e legumes pra ajudar, e claro, protetor solar.
Estou plantando flores e alguns frutos, montando um bonito jardim, mas isso fica pra um próximo post.

ABRAÇOS!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Hells Bells


Não sei em que ponto estou, ou de onde vem essa má vontade que se transforma em tristeza no decorrer do dia. Não posso dizer que sou uma pessoa deprimida, porque eu rio em muitos momentos, assistindo um filme, brincando com meus cachorros, conversando com a minha mãe ou com a B.-minha praticamente irmã-, e até mesmo vendo minhas plantas crescerem. Eu sorrio, e mais do que isso, eu dou risada, alto às vezes, gargalhadas sonoras.
Mas o que dizer da pessoa que eu sou quando eu enfio uma lâmina na pele? Ou quando simplesmente deito e choro. Ou quando estou comendo um pote de sorvete, sem sentir o gosto, pensando apenas em todo o mal que ele faz, mas sem conseguir parar de fazer o movimento de colocar a colher no pote e na boca, no pote e na boca.
O que é isso no teu pulso?
Me machuquei ali...
Como?
Colhendo limões.

Rapidamente troquei de assunto. Uns dias depois acordo com a minha mãe passando o dedo na ferida maior e mais funda do meu braço, certamente ao ver os outros riscos mais discretos que tinham em baixo daquele rombo na pele ela percebeu que não colhi limões. E deve ter ficado triste, por minha culpa, minha culpa. Mas ela não falou nada, felizmente. Apenas disse: Vamos levantando, o almoço (ou café?) está na mesa.

Outro dia tivemos um desses dias felizes, quentes, mas felizes. Experimentei uma peruca rosa na fila das lojas Americanas, e ela retratou o momento com o celular. Eu tinha feito um lf no dia anterior, achei que estava retomando o controle, me sentia mais leve na alma, mas depois desse dia, voltaram as compulsões, e aquela calça não fechou mais. Naquele mesmo dia compramos um globo de natal lindo, que toca uma música natalina-obviamente- linda. Minha mãe esse ano está animada com essa coisa toda, acho sinceramente que ela se sentiu mal pelas palavras ditas sobre natal ano passado. E retrasado, e enfim... Mas se ela está feliz, já é um bom começo pra mim, porque cara, eu realmente amo minha mãe.

Minha vó passou um dia e meio aqui, quis voltar, disse que já se acostumou a nova casa, onde ela é melhor tratada, melhor alimentada, melhor cuidada. Ela disse para eu não me preocupar, eu não tinha feito nada errado, nada de ruim pra ela, mas basta ver os arquivos desse blog e ver ALGUMAS das discussões e momentos cheios de brigas e tensão que eu tive com ela.

Fora isso, estou desanimada, mas como disse, dou risada, tenho momentos onde não sinto essa pressão na mente, no peito, na garganta e nos olhos.
Acho que sou só uma pessoa que não sabe lidar com as adversidades. Nada que não possa ser trabalhado. E também acho que no fundo sou uma enorme preguiçosa, que inconscientemente vê alguma vantagem em ficar em casa gorda, comendo e comendo. Algo do tipo: ‘ahhh da tanto trabalho lutar...’ Tanto é que todas as vezes em que emagreci tive ajuda de remédios.

Eu realmente me perdi um pouco.




quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Um pouco de conversa

Ando ausente, eu sei, mas ando presente. Sempre dou uma lida nos blogs de vocês, apenas existe um desânimo para comentar, para postar... Para pensar. Ainda bem que existe a música que me transporta pra momentos que não vivi, ou momentos onde estamos só eu e ela, ela tocando pra mim, em mim.

Tenho lido tanta coisa séria e tanta coisa idiota.
Amigas progredindo, amigas batalhando, amigas não tão bem, mas que eu sei que são fortes e inteligentes o suficiente para conseguirem, assim como eu.
Outro dia li um blog de uma garota que vestia o ENORME tamanho 40(ou algo do tipo), e escreveu horrores sobre sua gordura e toda a banha necessária pra usar tamanho tão gigantesco como o 40. Sabem que eu ficaria feliz com um tamanho 44? Sim, porque acho que já ultrapassei os manequins existentes... Minha mãe comprou-me uma calça jeans mas que não tem fecho nem zíper, tem um elástico. Ultimamente, quando ela me trazia um jeans, a etiqueta com a numeração já estava arrancada, ou seja, se me perguntarem qua número que eu visto eu não saberei responder. Por mais que a pessoa que escreveu sobre o gigante 40 ou algo assim, seja uma pessoa com a qual amo conversar e que sempre me anima, ela me acha uma baleia nojenta gigante porca gorda ou algo que o valha, porque foram palavras usadas por ela.
Não posso tirar a razão dela, porque... vamos lá:

BALEIA- Animal gordo. Se encaixa no meu perfil.
NOJENTA- Nas compulsões mais graves, além de comer o que tiver pela frente, sujo e me sujo. Além de ter nojo de muitas coisas em geral.
GIGANTE- Calças com elástico.
PORCA- Passar o dia inteiro em casa de pijama, e tomar um banho apenas no fim da noite. Fora as vezes em que não escovo os dentes depois do almoço, porque sei que vou comer logo depois, e logo depois e logo depois. E ando mexendo na terra bastante.
GORDA- Quer mais definição?




Não, eu não prometo que vou fazer uma dieta, nem que vou emagrecer X quilos até tal dia. Tão pouco digo que vou me acomodar, engordar mais ainda e viver assim pra sempre.

Sem promessas, sem expectativas em relação ao peso, e sem pessimismo em relação a qualquer coisa.

Sabem o que o destino quer pra gente? Quer que nós façamos as coisas, quer que nos trilhemos a caminhada para a felicidade que ele nos reservou, porque ele está enraizado em algum lugar, e não vai vir até a gente segurando uma caixa branca com um laço vermelho.

P.S- Coco Avant Channel chegando nos cinemas, com a AUDREY TAUTOU! Não vejo a hora de assistir. :D

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Nem culpada, nem inocente. Nem eu, nem você.





Sabe o que me incomoda?
Ser sempre a responsável pelos problemas, e a irresponsável em se tratando de todo o resto.
Eu fui dormir tarde? Sou a responsável pelo mau humor dos outros na manhã!
Eu não dormi e fui pra cama de manhã cedo? Sou responsável pela desorganização das outras pessoas!
Eu tive uma compulsão? Sou responsável pela enxaqueca de outras pessoas.
Depois de nascer tive personalidade? Eu sou responsável por não ser a filha que idealizaram que eu seria, e então me torno responsável por toda a vida que as pessoas escolheram não viver.

Devo pedir desculpas por não ser uma filha bem sucedida, que estuda na federal e malha de segunda a sexta? Ou devo perguntar porque tanto dinheiro gasto com cigarro e bobagem desde sempre, quando essa merda poderia ter sido investida na minha tão ausente educação?!?!?!?!?!?!?!?!

Nem um nem outro, eu sei. Não é hora de procurar culpados, mas eu também não sou a culpada por tudo, não pela sua vida, não por essa que você fez, você escolheu, você optou. Por caso você não lembre, antes de eu nascer você teve 23 anos da sua vida para fazer escolhas melhores, para tentar mudar certas coisas, e depois disso, vieram mais 18 anos, onde você talvez pudesse ter crescido junto comigo.
E ver você se destruindo, me fere, em todos os sentidos que se possa imaginar, as gotas de lágrimas e as gotas de sangue a escorrer que o digam. É aí que eu vejo o quão parecidas somos.
Não adianta buscar culpados e pensar somente no passado, viva hoje, faça o amanhã, POR VOCÊ!

Aliás, sabe o que eu vou fazer? Conseguir um emprego, o primeiro que aparecer, e sabe o que eu vou fazer com meu dinheiro? TEATRO! TEATRO! Sim, aquilo que eu te peço desde que tenho 8 anos de idade. Se eu sou maior, e tão responsável, eu vou ser responsável pela minha vida a partir de agora, pela minha felicidade. E tudo que eu posso te garantir, é que se eu fizer as coisas que eu gosto, que eu amo, eu provavelmente serei uma filha mais feliz, mais realizada, mais radiante e mais produtiva em todos os sentidos, e talvez isso te afete positivamente, talvez eu consiga te mostrar que é possível ser feliz sem ser tão dentro das normas.
E caso você não saiba, eu te amo mais do que qualquer pessoa, e te agradeço pela vida e por tantos momentos bons, mas não, eu não sou culpada por tudo sozinha. Acho que somos a definição exata de parceria. Nas coisas boas e ruins.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Imagine um título mais centrado, uma mistura de equilíbrio e emoção


Minha fome é de vida, e eu tenho gula por emoção. Confundo as coisas, e acabo achando vida em um prato de massa, e emoção em muitos pedaços de bolo. O que eu vomito é a angústia. Os laxantes são pra eliminar o excesso de culpa que me sufoca.
Alguns dizem que o corpo é o reflexo da alma, e outros que você é o que você come. Ambos estão certos.

Eu não faço questão de uma magreza esquálida, sofrida, moribunda. Se for pra ficar nessas condições, eu fico como estou, gorda, com aparência sofrida e moribunda.
Eu quero uma magreza que me permita correr, sorrir, pular sem perder totalmente o fôlego, que me permita não fugir de um abraço desejado, que me faça andar confiante. E a velha história de andar e não deixar pegadas na neve, também não quero isso. Eu quero deixar meu rastro por onde eu passar, quero deixar minha marca nesse mundo, e não acabar como um ser insignificante, que viveu, respirou, comeu, aprendeu e não usou seu aprendizado. Hoje, talvez um pouco tardiamente, mas não tarde o suficiente pra me fazer desistir, eu descobri que sou inteligente, e o quanto posso usar minha inteligência a meu favor, em muitos sentidos.




quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Deixo o título à sua escolha


As vezes quando eu vejo as proporções que as coisas tomaram- em todos os sentidos- busco uma maneira de culpar algo, que não a mim mesma. Tento procurar uma desculpa para o que me levou a ser assim, gorda e medrosa. Tento culpar o estilo de vida ao qual fui acostumada desde criança, quando lembro da massa com feijão e da cuca que a minha vó fazia, e do fato de que sempre tive a minha mãe fazendo tudo por mim. Também tento culpar o fato de que a minha mãe fumou antes e durante a gravidez (e depois). E o fato de que depois que a minha vó teve um derrame, em 2001, ela passou a ser uma pessoa dependente, e não mais a pessoa que administrava a casa. Tudo caiu pra cima da minha mãe, por tabela pra mim, e perdemos o controle... MAS NÃO. Eu tive as minhas chances, eu consegui emagrecer, eu tive acesso a médicos, remédios, mas a compulsão não cessou e engordei de novo, e de novo, e de novo. No meio disso bulimia, automutilação, pensamentos terríveis, esperanças, desesperanças... O bom é saber a maioria das respostas, o ruim, é não saber a solução para elas, ou como usá-las.

Não sei como, mas vou ter que controlar a minha compulsão, e fazer a minha mãe levar um estilo de vida mais saudável, se exercitando e parando de fumar. Isso pode envolver algumas brigas e desentendimentos, porque minha mãe não gosta que chamem a atenção dela, mas eu sei que ela também procura as desculpas dela pra fazer as burradas que faz, e que fez.

O ENEM foi cancelado, e eu sinceramente não to nem aí.


Abraços e até a próxima.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Imagine agradecimento seguido de nervosismo e pronto! Você tem um título.


Eita semana, espero que passe muito lentamente.

Sobre o final de semana com a minha vó: Foi muito bom, principalmente sexta e sábado. Conversamos, rimos, assistimos novela, até a minha mãe, que antes pouco falava com a minha vó, conversou mais com ela. Fico feliz e agradeço a Deus por isso. Domingo o tempo fechou totalmente, está frio e úmido. É triste ver na TV centenas de pessoas perdendo tudo com essa chuva que não cessa. Culpa de quem? Nossa!
Minha vó voltou pra casa da minha tia, iremos fazer um revezamento, as vezes ela fica aqui, as vezes lá.

Hoje minha mãe não estava muito legal, isso me afeta também. Não sei explicar,mas eu sou ligada à minha mãe de uma maneira muito forte, espiritualmente eu acho. É como se, quando ela fica triste ou doente, mesmo que eu esteja bem em todos os sentidos, de repente eu fico mal, mais fraca do que quando eu mesma estou triste, me cortando, e tendo minhas compulsões. É um sofrimento diferente que eu sinto quando ela sofre, diferente do meu sofrimento, e eu acho que pior que o meu sofrimento.

Então, não to muito preocupada com dieta essa semana, to preocupada com a melhora da minha mãe (que eu sei que vai acontecer) e com o ENEM, que ocorrerá nesse final de semana. Ainda não recebi minha carta, com minha senha, o questionário socioeconômico e o cartão de respostas que tenho que ter no dia. Pela internet só está disponível o local da prova. Greve dos Correios, veio em hora boa heim, merda! Obviamente comprarei chocolates, hoje, amanhã, depois. Mas hoje eu estava tão nervosa, ansiosa e sei lá o que, que fiz 45 minutos de simulador de caminhada. Irônico. Também preciso lembrar de tomar antialérgico, remédio pro estômago (azia e gastrite me pegaram de vez), e continuar me alongando durante a semana.

Vou ficando por aqui, são 03:48 da madrugada, estou meio agitada.
Bye