quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Menos planos, mais atitudes


Primeiramente peço desculpas pela demora em postar, e também se as vezes demoro pra comentar em vossos cantos, mas a verdade é que eu prefiro ler cada um com calma, ao invés de passar em mil blogs dizendo: “oi amiga, tudo vai dar certo, bjs.” Se eu leio eu quero ler tudo, e saber o que está havendo com aquelas que tanto gosto.

Emagreci cerca de 5 kgs desde que comecei a trabalhar -sim, me pesei-, isso para mim é uma ajuda leve, já que estou muito acima do peso (e eu falo de números, imc maior na casa dos 35 e blablabla) devo perder bem mais que isso, então tomei uma decisão, e em seguida uma atitude. Comprei sibutramina, clandestinamente, claro. Comecei a tomar ontem, ainda não senti nenhum efeito, perda da fome ou algo do tipo, mas qualquer ajuda é bem vinda.

Não fui bem no vestibular, e acho que não fui bem no Enem, eu digo que acho porque não entendi até agora como funcionam as notas. Mas eu não sou a garota que desiste diante de um leve tombo, ao contrário, cada tombo serve pra eu aprender a não errar o próximo passo.
O resto está tudo bem, o trabalho bem, a família bem, eu mesma estou bem no momento, exceto por alguns probleminhas respiratórios, mas nada que eu não tenha enfrentado quando criança.
Prometi pra mim mesma mostrar mais atitudes e menos planos aqui no blog e na minha vida.
Amo vocês.
Abraços enormes.


quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Irônico como lágrimas de palhaço formando um lago no picadeiro

Eu estava na plataforma do trem, com um livro nas mãos, sentada em um banco, deixando os trens lotados da hora do rush passarem. Não tinha sido um dia bom. Minha gerente tinha ficado furiosa comigo porque não passei dois livros, os clientes, muito bondosos, voltaram para eu passá-los novamente. Antes não tivessem vindo. Chorei no balcão, fui consolada por colegas que disseram que essas coisas acontecem. Depois além de tudo, acho que estraguei quaisquer coisas especiais que eu estava criando, com minhas palavras ásperas e minha insistência em ser tão hostil, mas talvez haja remendo, sempre há. Mas eu estava falando da plataforma do trem, não é mesmo? Lá estava eu, livro em mãos, aquela mulher, com voz irritante e roupas bregas parou ao meu lado, pediu licença e me deu um papel. Antes que eu o abrisse, ela pediu para que eu não me ofendesse, porque eu sou jovem, e com ela funcionou. O bilhete dizia: “Gordura tem solução. Marlene.” E abaixo do nome, dois números de telefone. Não reagi, não xinguei, não fiz nada, apenas dei um riso sem graça. Quando desci do trem simplesmente não tive coragem de tomar o ônibus que me levaria para casa, fui direto ao ponto de táxi. Uma viagem silenciosa. Planejava me cortar assim que chegasse em casa, mas acho que escrever aqui foi a melhor escolha.
Só tenho um pedido à fazer... Se você vai me dizer para não ligar, para deixar pra lá essa gente mesquinha e não sei mais o que, peço que você poupe suas palavras, porque não é que a mulher não estava com razão quando me chamou de gorda, o fato é que isso foi tão devastador, tão ‘a que ponto chegamos?’, tão propício a objetos cortantes sobre minha pele.
Acho que quando transpiro não sai simplesmente líquido, sai óleo, tenho notado isso de uns tempos pra cá.
Como me tornei isso no meio de tanta desgraça e tanta alegria?
Eu bem poderia me esconder conscientemente em uma farsa qualquer, foi o que eu pensei, mas minhas caras, fiz isso nos últimos anos.

Lembrei-me de uma coisa! No ônibus, a caminho do trem, antes disso tudo, agradeci por tudo que eu tenho, ao ver um cadeirante no parque, observando as pessoas que caminhavam e faziam cooper. Irônico ou não?



sábado, 16 de janeiro de 2010

Saudade e alguns causos

Tenho tanta coisa para contar que nem sei por onde começar, na verdade sei que nem vou contar tudo, porque a maioria se trata de bobagem mesmo.

Nessa semana fiz vestibular, domingo, segunda, terça e quarta. Corrigi somente as primeiras provas, é quase certo que não passei, vou corrigir as últimas, mas é que estava muito cansada. Quarta-feira pra fechar com chave de ouro, fui beber umas cervejas com a Camila depois do trabalho. XD
Isso já puxa outro assunto... Todos no trabalho questionam minha auto estima e minha falta de controle. Aliás, ontem (sexta-feira), meu chefe estava prestes a chamar os bombeiros para arrombar meu armário porque esse gênio que vos escreve havia perdido a chave. Depois de chorar, encontrei a chave, depois de encontrar a chave, fiquei com falta de ar. Perdi o controle e ganhei muita, mas muita vergonha de entrar lá e encarar o pessoal, eu, que já era motivo de risinhos, agora vou ser motivo de grandes deboches. Além disso, as meninas teimaram que querem me maquiar, dizendo que eu ficaria mais bonita assim, a resposta: NÃO. :D E já ouvi de metade da empresa que minha auto-estima é muito baixa. Alguém me ensina a controlar as emoções por favor??? Uma colega perguntou se eu queria que a terapeuta dela me indicasse uma colega, falando que fazer terapia não é vergonha nenhuma. Aí eu não agüentei, e quer saber, falei que eu já fiz terapia e que tive problemas com a psicóloga, expliquei por cima o que aconteceu, e ela disse que a culpa foi da psicóloga, não minha, que ela quem atestou a incapacidade dela. Controle é uma palavra que fugiu do dicionário da minha mente. Inclusive em aspectos alimentícios. Ah, isso sim, como, como, como, como, como... Agora que terminou o vestibular passou um pouco daquela gana terrível, mas continuo aos exageros.


Em março começo um cursinho pré-vestibular, o melhor da cidade, segundo duas colegas, é separado por matérias, no momento, só terei dinheiro para pagar 3 matérias, mas vou pagar, vou fazer, duas matérias que mais contam pro curso que quero passar, e uma que é a mais difícil, a senhora Matemática. E esse ano, como no ano que vem, e no fim como em todos os que virão, será mais um ano de tentativas, de conquistas, de tombos e de como levantar deles. Porque apesar de todo o meu semblante desesperado, desanimado, cansado e redondo, eu nasci pra ser uma vencedora.



Amo vocês e quero que saibam que TODOS os dias lembro de vocês. PReciso vir aqui mais veses, e visitar a casa de vocês mais vezes. É que com essa de vestibular, visitar e etc, não tinha nem tempo, nem ânimo, agora estou mais relaxada.
Cuidem-se, e lembrem-se: Nunca as esquecerei.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Sobre perfeição e sobre os meus dias

Todos os dias quando leio um jornal, um site, uma revista, o que seja, vejo o quanto estamos cheios de excessos, excessos de tudo. De gordura, de estresse, de beleza, de fotos manipuladas em revistas de beleza e “saúde”. Parece que fomos feitos para sermos artificiais. Muita maquiagem, muito brilho, muito disfarce, muitos truques para esconder imperfeições, mas afinal, não somos seres humanos com direito a espinhas, queimaduras de sol e pele oleosa nesse verão tão quente quanto o inferno? E quando aquela mulher que estava nas revistas aparece com uns quilinhos a mais, uma celulite simples ou o cabelo bagunçado, é massacrada pelas mesmas revistas que antes a endeusavam? Sim, somos da era da magreza, das academias, da maquiagem, das massagens, a era da imperfeita perfeição.
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Agora sobre os meus dias...
Reclamar seria injusto, pois todos os meus problemas são causados por mim mesma. A gorda que despertou novamente, tendo compulsões em todo canto, deixando 'aquela calça' apertada, AGAIN!
Comprei de natal o box da Audrey Hepburn, posso afirmar que nunca vi pessoa mais adorável de assistir, faz o filme todo ganhar uma magia diferente. Ela é linda, boa atriz e tudo mais.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

No dia do amigo secreto...



Eu cheguei cedo, não podia me atrasar, pois tinha que encontrar meus colegas e minha gerente, porque eu não tinha permissão para entrar no shopping sem minha gerente, ainda não tenho o papel de autorização, e não fui fazer a minha provisória. Me comunicava pelo celular com os colegas, até que eles perceberam minha situação: Eu estava perdida no estacionamento daquele shopping, e naquela hora eu estava entrando em pânico, porque não via ninguém, e não sabia como ir para o outro lado do shopping por fora. Quando eu ia começar a chorar, ele se prontificou a ir me encontrar, sei lá onde eu estava. Parei no meio do estacionamento, meu suor causado pelo nervosismo se misturou com a chuva que caía, ainda fina, mas suficientemente forte pra me deixar com a roupa completamente úmida. Quando eu o vi, e ele viu que eu o vi, ele parou em baixo do telhado e me esperou, obviamente fiquei com medo de ter irritado todo mundo. Mas ele deu risada, se era falsa ou não, não sei. Pedi desculpas e fomos caminhando. Quando chegamos no lugar certo, por sinal o oposto de onde eu estava, me escondi atrás dele como uma criança envergonhada –de fato eu estava- como se isso fosse fazer com que o resto do pessoal não me visse. Todos riram, eu ri e pedi desculpas.Mas a maquiagem, o perfume e a minha calma tinham ido embora. Eu estava suada, úmida, com vergonha e nervosa.
Na hora de entregar os presentes, a vez e a voz desse colega, o mesmo que foi me catar no estacionamento: “O meu amigo ou amiga secreta é uma pessoa muito legal, é nova aqui e muito querida (blablablas típicos dessas situações), e... É uma pilha de nervos.” Quando ele disse isso todo mundo falou meu nome. Dei uma risada sem graça, levantei, dei uma abraço, recebi um beijo na minha bochecha suada e vermelha, agradeci, dei um gritinho quando vi meu presente (o pôster do filme De Volta Para o Futuro). E o resto do dia transcorreu tranqüilo, marcado por uma manhã onde depois de muito tempo, o pânico quase conseguiu me dominar novamente.

E de repente toda insegurança ligada ao peso voltou, mas eu estou bem e sei que tudo vai dar certo pra mim.




Desejo a todas um feliz natal, e caso não nos vejamos até o ano novo, espero que 2010 seja um ano de crescimento e aprendizagem pra todas nós, espero que aproveitemos ao máximo os momentos alegres que com certeza teremos de enfrentar, e que não desanimemos quando aparecerem problemas e momentos difícil, que fazem parte da vida de cada ser humano. Podemos aprender com eles, ou nos enterrar neles, a opção é nossa.

AMO VOCÊS.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Sinais de uma personalidade



Eu não sou a rainha do controle e do fingimento, isso vocês bem sabem. Obviamente no trabalho as coisas deveriam ser diferentes, e foram. Eu me controlava mais e não tinha compulsões. Porém agora, meu nervosismo e minha falta de controle são motivos de graça entre o pessoal. “Imagina se a Marcy tomasse café como ela não seria!” Disse um colega gente boa. Eu tomo café, na verdade... Calma... é a expressão que eu mais ouço, meus chefes por sua vez, vivem dizendo pra eu ficar tranqüila. Preciso ser mais calma, preciso. E vou.

Fora o susto com o apelido... Vocês sabem que meu nome não é Marcy, nem Márcia, portanto é só aqui em casa e por vocês que eu sou chamada de Marcy, e o Y foi uma frescura a parte que eu coloquei. Esses dias minha chefe me diz: “Tem uma caneta aí Marcy?” Imaginem se não gelei ao ouvir alguém me chamando pelo apelido familiar e secreto? Depois novamente... Marcy... Na verdade, eu sou mesmo a Marcy, essa dos blogs, das vitórias e dos medos, das conquistas e dos tombos.

No momento estou com uma tpm terrível, seios doendo, uma vontade incomum de comer, intolerância e irritação. Mas no fundo, me sinto um ser humano privilegiado. Por vezes confesso que vontades envolvendo cortes me cercam, mas tenho resistido a isso. Fora isso, sempre vou ter que conviver com o fato de que mudo de humor de minuto em minuto, e tenho vontades e manias consideradas estranhas.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Constatações(?)


Nesse pouco tempo trabalhando eu pude constatar que uma suspeita minha era realmente verdadeira: As minhas compulsões tem a ver com o meu tempo ocioso. A culpa, idem. Nos dias corridos de trabalho consigo me alimentar ‘normalmente’ (o normalmente significa aquele de tudo um pouco), não tenho aquelas compulsões gigantes e nem aquela culpa depois de comer, porque afinal, eu estou me alimentando, e não engolindo simplesmente. Uma calça apertada agora ficou normal em mim, isso me deixa muito feliz, muito mesmo. Mas basta uma folga que a compulsão aparece. E parece que meu organismo desacostumou com aquele monte de comida de uma só vez, porque sinto dores quando tenho compulsão, no estômago, que vem seguido de um enjôo terrível, e logo depois recorro aos laxantes, infelizmente não abandonei esse hábito. Cheguei a passar mal no trabalho, não esperava que eles fossem fazer efeito tão rápido, mas passou e ficou tudo bem.

Perdi certos pânicos e criei outros. Para a garota que não conseguia andar de ônibus sem ter um ataque de nervos antes, pego 3 ou 4 por dia tranquilamente, mais dois trens, e lido muito bem com isso. Para a garota que antes não tinha medo de assalto nas ruas, porque nunca tinha presenciado algo do tipo, voltar pra casa no escuro depois de ver um homem sendo rendido na rua afetou um pouco essa falta de medo, talvez eu fosse só uma alienada antes que não tinha noção de como eram as ruas, pois bem, agora eu tenho.

Uma coisa que tem me irritado são os coroas e velhos tarados que passam lá na livraria e vem me falar bobagens. Eu sinto um nojo inexplicável, uma ânsia de vômito. Vem desde tiozões perguntando o horário que eu saio do trabalho, até velhos fazendo piada de duplo sentido na hora de colocar o cartão na máquina. Isso é uma ofensa pra qualquer mulher, ser tratada como uma vadia, como um objeto ou produto, só porque se está do outro lado do balcão. Pior é nem poder mandar esses montes de lixo à merda. Mas enfim, não são esses seres dependentes de viagra que vão estragar minha vontade de continuar e não desistir, porque agora, eu ganhando o meu salário, tudo parece mais viável, a oportunidade de pagar um cursinho, ou fazer algum outro curso, porque por mais que eu ame aquele lugar, e quero continuar ali por pelo menos um ano ainda, eu desejo progredir, fazer faculdade e arrumar um emprego que me pague melhor. Só o fato de já ter uma ocupação me deixa melhor.

Aliás, fiz o ENEM, só me resta esperar, nem levei as provas pra casa, porque saí pelas 16:00.

Acho que falei demais...
Misture saudade e tudo mais, só pode dar em post grande.


Abraços enormes.