quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Vinho no meio da tarde

Pensando seriamente em tomar um Alprazolam logo mais pra relaxar.
Eu não tenho tanto motivo pra reclamar. Eu tenho um teto, às vezes eu tenho um lar. Quando não estão todos brigados e metade dopados (essa metade somos eu e minha mãe, ainda que eu sei que a mão do nenê humano que temos aqui toma gotas de Clonazepam de quando em vez).
Como os remédios se mostraram um tanto quanto perigosos para mim, tenho apostado no álcool como escape. Não me pergunte onde eu vou parar, eu estou tentando. Acreditem. Estou vendo que se eu virar o lado podre da laranja, ainda tem um lado conservado e bom, mas tem dias que são mais difíceis que outros. Eu vejo uma possibilidade de cura, um novo caminho, entretanto, sei que nada vai ser de um dia para o outro.




domingo, 15 de outubro de 2017

Cerveja com Clonazepam

É o que acabei de tomar enquanto aquecia minha lasanha, antes das 10 da manhã. Para ver se algo pára essa compulsão alimentar que há dois dias vem me matando. OK, faltam cinco dias para a minha menstruação vir, eu tenho 26, pode ser TPM, mas não é só isso. É a soma de todos os problemas que venho enfrentando.

No meio dessa após me sentir usada e muito burra, peguei uma coisa qualquer laminada e me risquei, enquanto via a tinta vermelha brotar de cada risco feito. Agora um destes riscos abriu e está cheio de pus, parecendo, desculpe a comparação, uma vulva infeccionada.

Me dei conta que no último ano me comprometi com coisas que não me competem, como um bebê de uma irresponsável, mas agora é muito amor envolvido para desapegar, eu já vejo essa criança indo para a terapia se o abandono da tia que ela chama de mamarcy enquanto a mãe grita com ela, imagina se agora, perto de completar dois anos, for abandonada pela tia Marcy, a mamarcy. Mas a carga de stress que isso gera é absurda, menos pela criança, mais pela mãe dela que tem sido um embuste e mora aqui.
Ah, se eu soubesse que engordaria e viraria uma dona de casa deprimida, que mal cumpre a tarefa de cuidar da mãe adoecida, eu não teria gasto dinheiro inciando uma faculdade que não terminei, com livros que não usei e etc.


sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Finalmente

Atingi aquele nível em que não se sente nada na maioria do tempo. Claro que existem os momentos de pânico, ansiedade e afins, mas na maioria do tempo eu me sinto pronta pra ir. Só quero dormir, não consigo me concentrar em nada, mas penso na morte, vejo-a como um anjo vestindo uma túnica branca estendendo a mão para mim. Convenci minha mãe de que estou doente fisicamente, assim como ela, então fico deitada planejando a minha morte. 
Acabei de deixar nesse Notebook uma carta pra ela, mas precisaria de um guardião para guardar, mas aqui um ponto que eu preciso ressaltar:
"Não houve dor nem arrependimento final, pois o arrependimento vinha todo dia, quando eu não tinha coragem de fazer."

Tenho bebidas, remédios e poucos amigos. Sinto um vazio indescritível.
Eu quase chorei ouvindo uma música do Oswaldo Montenegro, mas não por esperança, que é o que aquilo tudo traz, mas por tristeza de não ter a esperança de que algum dia, a dor vai passar, como diz a música dele.



sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Quem é vivo sempre aparece...

Mas afinal, eu tô mesmo viva?
Numa conversa com a minha consciência e com o cara lá de cima, concluí que todas as coisas ruins que tinham pra acontecer já aconteceram, mais do que isso, eu não suportaria.
Quis morrer, quis me matar, quis matar, quis perdão.
Quase perdi minha mãe. De novo, Marcy? Sim. O psiquiatra dela achou inevitável a internação dela numa instituição psiquiátrica. Foram os dez piores dias da minha vida. No décimo primeiro fui lá pedir a alta dela, que estava visivelmente sofrendo lá, com hematomas pelo corpo e cianótica. Trouxe ela para casa, alimentei ela e fui trabalhar (trabalhei dentro de uma academia). Quando cheguei, de táxi, depois de uma ligação histérica da minha prima, chamei a SAMU. Segundo a minha prima ela estava a mais ou menos uma hora "daquele jeito". Aquele jeito era uma crise convulsiva por hipoglicemia, sim, ela é diabética. Glicose por várias vias, uma artéria furada, sangue no chão. Fomos dormir. No dia seguinte ela acordou com alucinações e vomitando, fomos para o hospital, dessa vez uma Emergência Médica. Colocaram uma pulseira vermelha nela e a levaram de cadeira de rodas para uma ala onde eu não poderia entrar, ainda.
Depois de algumas horas o médico me chamou. Exames prontos. FALÊNCIA RENAL e desidratação. Quando ele disse falência renal eu acho que não senti minha pernas e me apoiei com os braços em algum lugar, fingindo calma. E eu pedi demissão, não tinha cabeça para mais nada.
Cerca de duas semanas depois ela saiu de lá. Ela ainda está debilitada, eu vejo ela ter dias bons e dias em que peço mentalmente para que ela acorde no dia seguinte e não morra tão cedo, porque como eu disse pra Deus, isso seria demais pra mim.

Problemas com minha prima. Caí da escada de uma casa noturna podre de bêbada e fiquei com as minhas pernas inutilizadas por alguns dias. Amigos se perdendo, outras amizades se reforçando.
Eu tenho tido dias muito difíceis, pesados, às vezes só queria dormir por quinze dias ou mais.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Dia Mundial de Dizer Que é O Dia Mundial de Começar Dieta


São 04h02min. Já é segunda. O dia mundial de dizer que é dia mundial de começar dieta. Bem, eu não preciso de dieta, eu preciso de um regime bem restritivo.
Pensei, pensei, pensei... como estou obesa (e vou ignorar a compulsão que eu tive por volta de três horas atrás) sei que meu organismo vai estranhar se de, 5000 eu passar a ingerir 500. Então pensei em mandar ver nos exercícios e reduzir em muito, a alimentação. Mas olha só, a (ex) nutricionista da minha mãe disse que exercício não ajuda nada, só alimentação. Essa mulher deveria ser denunciada. 
Enfim, voltando... Pro meu organismo não levar um susto e depois empacar, vou começar tentando ingerir umas mil calorias por dia, já que quando eu disse que meu corpo vai estranhar ir de 5000 pra 500, as cinco mil calorias, em média, não foi um exemplo.

Vou colocar aqui uma lista do que vai ser permitido comer:
* 1 prato de sobremesa de arroz e feijão.
* Couve
* Cenoura
* Abóbora
*Vagem
* Brócolis
* Couve-flor
* Berinjela
* Alho e cebola para temperar
*Azeitonas
* Abacaxi
* Laranja
* Pêssego

Tudo em quantidades razoáveis, combinado com pelo menos 40 minutos de exercício todos os dias.
Eu preciso ser forte o suficiente pra conseguir fazer isso por pelo menos uma semana. E acreditem, para uma pessoa como eu ficar sem massa e pão... acode. 
Mas o meu corpo tá implorando por ajuda.

O resto continua uma merda. Mas eu não aguento mais reclamar. Então se não for pra dizer tudo de uma vez pra quem precisa ouvir e depois me atirar de um belo terraço bem alto, então fico assim, desse jeito mesmo.
São 04h19min agora.

sábado, 26 de novembro de 2016

Palavras que faltam


Eu não sei por onde começar, como explicar tudo que está acontecendo.
.
Tenho comido mais que uma porca, onívara, que come qualquer lavagem compulsivamente.
A coisa ficou feia pra minha mãe, no que diz respeito à saúde, trabalho, vida.
Pra mim também.
Fora o que estamos passando com a alegria de ter uma baby em casa, e a tristeza de ver a mãe dela ser omissa. Aliás, acho que ela andou fuçando meu blog pelo histórico, que não me importava de apagar, já que antes era a única usuária do computador, então B, vai tomar juízo e tomar no teu cu se ler isso. Deixa o celular e olha pra tua filha. Fora todos os outros podres dela que eu descobri.

No mais, remédios e delírios.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Das loucuras...


E cá estou, mais de 24 horas depois, me recuperando de uma das piores ressacas da minha vida.
Resolvi fazer uma roleta russa, bebendo sozinha no canto da sala. A cada garrafa/lata de cerveja, um Alprazolam, remédio com o qual eu não estou acostumada. 
Resultado? Entre acordar pra beber água e ir ao banheiro, dormi no chão da sala por mais de 24 horas.

Lua me disse para acordar desse pesadelo, que eu não sou mais a Marcy de antes. Acho que não sou mesmo. Pode ser que ela esteja dormindo por aí, esperando levar um desfibrilador acordar ela, porque em príncipes, ela não acredita.
Fazendo a soma de tudo, quase perdi minha mãe no começo de 2015, depois minha irmã veio pra cá (do interior), engravidou em seguida, no meio disso minha melhor amiga me deixou, encerrou, rompeu nossa amizade por um motivo tão bobo, meus amigos estão todos progredindo, minha irmã se mudou pra cá e eu sigo sem fazer nada, exceto ajudar a fazer a bebê dormir e brincar com ela. Mas ontem, num dos dias que a minha mãe mais precisou, eu estava inconsciente... ela acha que eu apenas bebi demais, porém, acredito que o causador do efeito louco que me deu foi a mistura com remédios.
Detalhe para o fato de eu ter escrito com aquelas canetas a base de álcool nos braços pra minha mãe me dar duas Aspirinas, um Dramin e um Plazil. Estava parecendo um Smurf.

Acho que é isso.