sábado, 26 de dezembro de 2009

No dia do amigo secreto...



Eu cheguei cedo, não podia me atrasar, pois tinha que encontrar meus colegas e minha gerente, porque eu não tinha permissão para entrar no shopping sem minha gerente, ainda não tenho o papel de autorização, e não fui fazer a minha provisória. Me comunicava pelo celular com os colegas, até que eles perceberam minha situação: Eu estava perdida no estacionamento daquele shopping, e naquela hora eu estava entrando em pânico, porque não via ninguém, e não sabia como ir para o outro lado do shopping por fora. Quando eu ia começar a chorar, ele se prontificou a ir me encontrar, sei lá onde eu estava. Parei no meio do estacionamento, meu suor causado pelo nervosismo se misturou com a chuva que caía, ainda fina, mas suficientemente forte pra me deixar com a roupa completamente úmida. Quando eu o vi, e ele viu que eu o vi, ele parou em baixo do telhado e me esperou, obviamente fiquei com medo de ter irritado todo mundo. Mas ele deu risada, se era falsa ou não, não sei. Pedi desculpas e fomos caminhando. Quando chegamos no lugar certo, por sinal o oposto de onde eu estava, me escondi atrás dele como uma criança envergonhada –de fato eu estava- como se isso fosse fazer com que o resto do pessoal não me visse. Todos riram, eu ri e pedi desculpas.Mas a maquiagem, o perfume e a minha calma tinham ido embora. Eu estava suada, úmida, com vergonha e nervosa.
Na hora de entregar os presentes, a vez e a voz desse colega, o mesmo que foi me catar no estacionamento: “O meu amigo ou amiga secreta é uma pessoa muito legal, é nova aqui e muito querida (blablablas típicos dessas situações), e... É uma pilha de nervos.” Quando ele disse isso todo mundo falou meu nome. Dei uma risada sem graça, levantei, dei uma abraço, recebi um beijo na minha bochecha suada e vermelha, agradeci, dei um gritinho quando vi meu presente (o pôster do filme De Volta Para o Futuro). E o resto do dia transcorreu tranqüilo, marcado por uma manhã onde depois de muito tempo, o pânico quase conseguiu me dominar novamente.

E de repente toda insegurança ligada ao peso voltou, mas eu estou bem e sei que tudo vai dar certo pra mim.




Desejo a todas um feliz natal, e caso não nos vejamos até o ano novo, espero que 2010 seja um ano de crescimento e aprendizagem pra todas nós, espero que aproveitemos ao máximo os momentos alegres que com certeza teremos de enfrentar, e que não desanimemos quando aparecerem problemas e momentos difícil, que fazem parte da vida de cada ser humano. Podemos aprender com eles, ou nos enterrar neles, a opção é nossa.

AMO VOCÊS.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Sinais de uma personalidade



Eu não sou a rainha do controle e do fingimento, isso vocês bem sabem. Obviamente no trabalho as coisas deveriam ser diferentes, e foram. Eu me controlava mais e não tinha compulsões. Porém agora, meu nervosismo e minha falta de controle são motivos de graça entre o pessoal. “Imagina se a Marcy tomasse café como ela não seria!” Disse um colega gente boa. Eu tomo café, na verdade... Calma... é a expressão que eu mais ouço, meus chefes por sua vez, vivem dizendo pra eu ficar tranqüila. Preciso ser mais calma, preciso. E vou.

Fora o susto com o apelido... Vocês sabem que meu nome não é Marcy, nem Márcia, portanto é só aqui em casa e por vocês que eu sou chamada de Marcy, e o Y foi uma frescura a parte que eu coloquei. Esses dias minha chefe me diz: “Tem uma caneta aí Marcy?” Imaginem se não gelei ao ouvir alguém me chamando pelo apelido familiar e secreto? Depois novamente... Marcy... Na verdade, eu sou mesmo a Marcy, essa dos blogs, das vitórias e dos medos, das conquistas e dos tombos.

No momento estou com uma tpm terrível, seios doendo, uma vontade incomum de comer, intolerância e irritação. Mas no fundo, me sinto um ser humano privilegiado. Por vezes confesso que vontades envolvendo cortes me cercam, mas tenho resistido a isso. Fora isso, sempre vou ter que conviver com o fato de que mudo de humor de minuto em minuto, e tenho vontades e manias consideradas estranhas.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Constatações(?)


Nesse pouco tempo trabalhando eu pude constatar que uma suspeita minha era realmente verdadeira: As minhas compulsões tem a ver com o meu tempo ocioso. A culpa, idem. Nos dias corridos de trabalho consigo me alimentar ‘normalmente’ (o normalmente significa aquele de tudo um pouco), não tenho aquelas compulsões gigantes e nem aquela culpa depois de comer, porque afinal, eu estou me alimentando, e não engolindo simplesmente. Uma calça apertada agora ficou normal em mim, isso me deixa muito feliz, muito mesmo. Mas basta uma folga que a compulsão aparece. E parece que meu organismo desacostumou com aquele monte de comida de uma só vez, porque sinto dores quando tenho compulsão, no estômago, que vem seguido de um enjôo terrível, e logo depois recorro aos laxantes, infelizmente não abandonei esse hábito. Cheguei a passar mal no trabalho, não esperava que eles fossem fazer efeito tão rápido, mas passou e ficou tudo bem.

Perdi certos pânicos e criei outros. Para a garota que não conseguia andar de ônibus sem ter um ataque de nervos antes, pego 3 ou 4 por dia tranquilamente, mais dois trens, e lido muito bem com isso. Para a garota que antes não tinha medo de assalto nas ruas, porque nunca tinha presenciado algo do tipo, voltar pra casa no escuro depois de ver um homem sendo rendido na rua afetou um pouco essa falta de medo, talvez eu fosse só uma alienada antes que não tinha noção de como eram as ruas, pois bem, agora eu tenho.

Uma coisa que tem me irritado são os coroas e velhos tarados que passam lá na livraria e vem me falar bobagens. Eu sinto um nojo inexplicável, uma ânsia de vômito. Vem desde tiozões perguntando o horário que eu saio do trabalho, até velhos fazendo piada de duplo sentido na hora de colocar o cartão na máquina. Isso é uma ofensa pra qualquer mulher, ser tratada como uma vadia, como um objeto ou produto, só porque se está do outro lado do balcão. Pior é nem poder mandar esses montes de lixo à merda. Mas enfim, não são esses seres dependentes de viagra que vão estragar minha vontade de continuar e não desistir, porque agora, eu ganhando o meu salário, tudo parece mais viável, a oportunidade de pagar um cursinho, ou fazer algum outro curso, porque por mais que eu ame aquele lugar, e quero continuar ali por pelo menos um ano ainda, eu desejo progredir, fazer faculdade e arrumar um emprego que me pague melhor. Só o fato de já ter uma ocupação me deixa melhor.

Aliás, fiz o ENEM, só me resta esperar, nem levei as provas pra casa, porque saí pelas 16:00.

Acho que falei demais...
Misture saudade e tudo mais, só pode dar em post grande.


Abraços enormes.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Saudade!!!

Finalmente arrumei meu pc. Senti tanto a falta de vocês!!!
Lerei todas, com calma, mas lerei.

Então...
Como disse, consegui o emprego que eu sempre quis, estou trabalhando em uma livraria, tem um café lá também, estou amando! Consegui trocar meu horário, saio duas horas mais cedo agora.
To muito feliz no momento, ah, nem dá pra escrever muito e e ficar discorrendo.
O pessoal é super legal, com exceção de uma colega, que não vai me atrapalhar,obviamente.

Quero agradecer o apoio da Miley, Ana Paula, Lia, Bunny, Camila e todas mais que me apoiaram enquanto eu estava aflita. Aliás, a Camila já foi me visitar no trabalho. AMEI!!!

Tenho Deus, vocês, minha família e meu emprego.
Sou muito grata.

Agora finalmente talvez, possa começar uma academia, mesmo que seja fazendo yoga.
:D

AMO VOCÊS DEMAIS!!!



segunda-feira, 16 de novembro de 2009

os dados rolam...

RESUMINDO:
Meu pc estragou, to numa lan house, consegui o emprego dos meus sonhos, as compulsões diminuiram, mas graças a cracolândia q tem onde eu tenho que pegar o ônibs que vem pro meu bairro (meu horário é das 17-23) pedi transferência de horário, depois de voltar pra casa chorando ao ver um cara imobilizado por um assaltane de merda... A gerente não sabe se vai conseguir isso, ela disse q vai ver oq pode fazer. Eu não volto mais por aquele lugar, se eu saísse no hoário intermediário, 21 hrs, eu conseguiria voltar de trem, que é muito mais segu. Mas Deus ta comigo.

esse teclado da lan house é uma droga, volto assim que meu pc tiver sido consertado, com boas novas, eu espero.

AMO VOCÊS, E VOCÊS NÃO FAZEM IDEIA DE O QUANTO FIZERAM FALTA NESSE MOMENTO DE ALEGRIAS E PRESSÕES.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Mas se você achar que eu tô derrotado, saiba que ainda estão rolando os dados

Porque o tempo, o tempo não para.
(Cazuza)

Hoje por um momento, ou por algumas horas, tudo desmoronou.
Mês passado eu fiz um concurso, não passei. Até aí tudo ok, no news. Mas eu soube que duas primas minhas fizeram, e de curiosa, resolvi procurar se um delas passou... E adivinhem. Uma das meninas inteligentes e universitárias dessa porra de parentada passou (sim, porque eu me recuso a chamar qualquer pessoa que não seja minha mãe, a B. ou a minha vó de família). Já vi tudo. Como a minha mãe cometeu o deslize de contar pra minha tia/madrinha que eu iria fazer o concurso, e ela contou pro marido dela, que comentou na frente da minha tia que contou pra todo resto que eu iria fazer, pronto, eu sei o que vai acontecer. Ou melhor, o que provavelmente aconteceria. Os parentes iriam fazer comparações, me perguntar se eu passei, me olhar com lamento, e comentar que a prima fulana passou, e esse assunto se alastraria por hora, com eu rindo e cerrando os dentes de raiva, vergonha e sei lá mais o que. Mais isso não vai acontecer. Por que? Vou me isolar de todos nas próximas semanas. Não vou visitar minha vó, não vou dar oportunidade à minha tia da frente quando eu estiver saindo de casa e encontrar com ela, estarei sempre com pressa. Se alguém me chamar quando eu estiver sozinha, não respondo, para todos os fins eu estava dormindo. Porra, a última vez que isso aconteceu, de comparação entre eu e as minhas primas, eu ouvi conselhos de que deveria seguir uma rotina parecida com a da prima X porque ela era magra e etc.
TODOS TOMEM NO CU!
VÃO TOMAR NO CU E NÃO METAM-SE MAIS NA MINHA VIDA.




E como diz a música do Cazuza, AINDA ESTÃO ROLANDO OS DADOS, e eu já me abalei o suficiente. Comi chocolate, , quebrei uma caneta, um lápis e uma hidrocor, derramei algumas poucas lágrimas, pedi pra minha mãe me deixar sozinha e blábláblá...
AGORA CHEGA DE CHURUMELA E LAMENTAÇÃO.
Preciso escovar meus dentes, tomar banho, dar um jeito nesse meu cabelo, fazer uns exercícios, tentar a sério uma dieta, sem o fator preguiça comentado no post passado. Preciso tomar um sol também, me achei meio ‘cor de doente’ no espelho, e a minha pele que antes era bonita está meio sem vida. Já comprei frutas e legumes pra ajudar, e claro, protetor solar.
Estou plantando flores e alguns frutos, montando um bonito jardim, mas isso fica pra um próximo post.

ABRAÇOS!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Hells Bells


Não sei em que ponto estou, ou de onde vem essa má vontade que se transforma em tristeza no decorrer do dia. Não posso dizer que sou uma pessoa deprimida, porque eu rio em muitos momentos, assistindo um filme, brincando com meus cachorros, conversando com a minha mãe ou com a B.-minha praticamente irmã-, e até mesmo vendo minhas plantas crescerem. Eu sorrio, e mais do que isso, eu dou risada, alto às vezes, gargalhadas sonoras.
Mas o que dizer da pessoa que eu sou quando eu enfio uma lâmina na pele? Ou quando simplesmente deito e choro. Ou quando estou comendo um pote de sorvete, sem sentir o gosto, pensando apenas em todo o mal que ele faz, mas sem conseguir parar de fazer o movimento de colocar a colher no pote e na boca, no pote e na boca.
O que é isso no teu pulso?
Me machuquei ali...
Como?
Colhendo limões.

Rapidamente troquei de assunto. Uns dias depois acordo com a minha mãe passando o dedo na ferida maior e mais funda do meu braço, certamente ao ver os outros riscos mais discretos que tinham em baixo daquele rombo na pele ela percebeu que não colhi limões. E deve ter ficado triste, por minha culpa, minha culpa. Mas ela não falou nada, felizmente. Apenas disse: Vamos levantando, o almoço (ou café?) está na mesa.

Outro dia tivemos um desses dias felizes, quentes, mas felizes. Experimentei uma peruca rosa na fila das lojas Americanas, e ela retratou o momento com o celular. Eu tinha feito um lf no dia anterior, achei que estava retomando o controle, me sentia mais leve na alma, mas depois desse dia, voltaram as compulsões, e aquela calça não fechou mais. Naquele mesmo dia compramos um globo de natal lindo, que toca uma música natalina-obviamente- linda. Minha mãe esse ano está animada com essa coisa toda, acho sinceramente que ela se sentiu mal pelas palavras ditas sobre natal ano passado. E retrasado, e enfim... Mas se ela está feliz, já é um bom começo pra mim, porque cara, eu realmente amo minha mãe.

Minha vó passou um dia e meio aqui, quis voltar, disse que já se acostumou a nova casa, onde ela é melhor tratada, melhor alimentada, melhor cuidada. Ela disse para eu não me preocupar, eu não tinha feito nada errado, nada de ruim pra ela, mas basta ver os arquivos desse blog e ver ALGUMAS das discussões e momentos cheios de brigas e tensão que eu tive com ela.

Fora isso, estou desanimada, mas como disse, dou risada, tenho momentos onde não sinto essa pressão na mente, no peito, na garganta e nos olhos.
Acho que sou só uma pessoa que não sabe lidar com as adversidades. Nada que não possa ser trabalhado. E também acho que no fundo sou uma enorme preguiçosa, que inconscientemente vê alguma vantagem em ficar em casa gorda, comendo e comendo. Algo do tipo: ‘ahhh da tanto trabalho lutar...’ Tanto é que todas as vezes em que emagreci tive ajuda de remédios.

Eu realmente me perdi um pouco.




quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Um pouco de conversa

Ando ausente, eu sei, mas ando presente. Sempre dou uma lida nos blogs de vocês, apenas existe um desânimo para comentar, para postar... Para pensar. Ainda bem que existe a música que me transporta pra momentos que não vivi, ou momentos onde estamos só eu e ela, ela tocando pra mim, em mim.

Tenho lido tanta coisa séria e tanta coisa idiota.
Amigas progredindo, amigas batalhando, amigas não tão bem, mas que eu sei que são fortes e inteligentes o suficiente para conseguirem, assim como eu.
Outro dia li um blog de uma garota que vestia o ENORME tamanho 40(ou algo do tipo), e escreveu horrores sobre sua gordura e toda a banha necessária pra usar tamanho tão gigantesco como o 40. Sabem que eu ficaria feliz com um tamanho 44? Sim, porque acho que já ultrapassei os manequins existentes... Minha mãe comprou-me uma calça jeans mas que não tem fecho nem zíper, tem um elástico. Ultimamente, quando ela me trazia um jeans, a etiqueta com a numeração já estava arrancada, ou seja, se me perguntarem qua número que eu visto eu não saberei responder. Por mais que a pessoa que escreveu sobre o gigante 40 ou algo assim, seja uma pessoa com a qual amo conversar e que sempre me anima, ela me acha uma baleia nojenta gigante porca gorda ou algo que o valha, porque foram palavras usadas por ela.
Não posso tirar a razão dela, porque... vamos lá:

BALEIA- Animal gordo. Se encaixa no meu perfil.
NOJENTA- Nas compulsões mais graves, além de comer o que tiver pela frente, sujo e me sujo. Além de ter nojo de muitas coisas em geral.
GIGANTE- Calças com elástico.
PORCA- Passar o dia inteiro em casa de pijama, e tomar um banho apenas no fim da noite. Fora as vezes em que não escovo os dentes depois do almoço, porque sei que vou comer logo depois, e logo depois e logo depois. E ando mexendo na terra bastante.
GORDA- Quer mais definição?




Não, eu não prometo que vou fazer uma dieta, nem que vou emagrecer X quilos até tal dia. Tão pouco digo que vou me acomodar, engordar mais ainda e viver assim pra sempre.

Sem promessas, sem expectativas em relação ao peso, e sem pessimismo em relação a qualquer coisa.

Sabem o que o destino quer pra gente? Quer que nós façamos as coisas, quer que nos trilhemos a caminhada para a felicidade que ele nos reservou, porque ele está enraizado em algum lugar, e não vai vir até a gente segurando uma caixa branca com um laço vermelho.

P.S- Coco Avant Channel chegando nos cinemas, com a AUDREY TAUTOU! Não vejo a hora de assistir. :D

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Nem culpada, nem inocente. Nem eu, nem você.





Sabe o que me incomoda?
Ser sempre a responsável pelos problemas, e a irresponsável em se tratando de todo o resto.
Eu fui dormir tarde? Sou a responsável pelo mau humor dos outros na manhã!
Eu não dormi e fui pra cama de manhã cedo? Sou responsável pela desorganização das outras pessoas!
Eu tive uma compulsão? Sou responsável pela enxaqueca de outras pessoas.
Depois de nascer tive personalidade? Eu sou responsável por não ser a filha que idealizaram que eu seria, e então me torno responsável por toda a vida que as pessoas escolheram não viver.

Devo pedir desculpas por não ser uma filha bem sucedida, que estuda na federal e malha de segunda a sexta? Ou devo perguntar porque tanto dinheiro gasto com cigarro e bobagem desde sempre, quando essa merda poderia ter sido investida na minha tão ausente educação?!?!?!?!?!?!?!?!

Nem um nem outro, eu sei. Não é hora de procurar culpados, mas eu também não sou a culpada por tudo, não pela sua vida, não por essa que você fez, você escolheu, você optou. Por caso você não lembre, antes de eu nascer você teve 23 anos da sua vida para fazer escolhas melhores, para tentar mudar certas coisas, e depois disso, vieram mais 18 anos, onde você talvez pudesse ter crescido junto comigo.
E ver você se destruindo, me fere, em todos os sentidos que se possa imaginar, as gotas de lágrimas e as gotas de sangue a escorrer que o digam. É aí que eu vejo o quão parecidas somos.
Não adianta buscar culpados e pensar somente no passado, viva hoje, faça o amanhã, POR VOCÊ!

Aliás, sabe o que eu vou fazer? Conseguir um emprego, o primeiro que aparecer, e sabe o que eu vou fazer com meu dinheiro? TEATRO! TEATRO! Sim, aquilo que eu te peço desde que tenho 8 anos de idade. Se eu sou maior, e tão responsável, eu vou ser responsável pela minha vida a partir de agora, pela minha felicidade. E tudo que eu posso te garantir, é que se eu fizer as coisas que eu gosto, que eu amo, eu provavelmente serei uma filha mais feliz, mais realizada, mais radiante e mais produtiva em todos os sentidos, e talvez isso te afete positivamente, talvez eu consiga te mostrar que é possível ser feliz sem ser tão dentro das normas.
E caso você não saiba, eu te amo mais do que qualquer pessoa, e te agradeço pela vida e por tantos momentos bons, mas não, eu não sou culpada por tudo sozinha. Acho que somos a definição exata de parceria. Nas coisas boas e ruins.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Imagine um título mais centrado, uma mistura de equilíbrio e emoção


Minha fome é de vida, e eu tenho gula por emoção. Confundo as coisas, e acabo achando vida em um prato de massa, e emoção em muitos pedaços de bolo. O que eu vomito é a angústia. Os laxantes são pra eliminar o excesso de culpa que me sufoca.
Alguns dizem que o corpo é o reflexo da alma, e outros que você é o que você come. Ambos estão certos.

Eu não faço questão de uma magreza esquálida, sofrida, moribunda. Se for pra ficar nessas condições, eu fico como estou, gorda, com aparência sofrida e moribunda.
Eu quero uma magreza que me permita correr, sorrir, pular sem perder totalmente o fôlego, que me permita não fugir de um abraço desejado, que me faça andar confiante. E a velha história de andar e não deixar pegadas na neve, também não quero isso. Eu quero deixar meu rastro por onde eu passar, quero deixar minha marca nesse mundo, e não acabar como um ser insignificante, que viveu, respirou, comeu, aprendeu e não usou seu aprendizado. Hoje, talvez um pouco tardiamente, mas não tarde o suficiente pra me fazer desistir, eu descobri que sou inteligente, e o quanto posso usar minha inteligência a meu favor, em muitos sentidos.




quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Deixo o título à sua escolha


As vezes quando eu vejo as proporções que as coisas tomaram- em todos os sentidos- busco uma maneira de culpar algo, que não a mim mesma. Tento procurar uma desculpa para o que me levou a ser assim, gorda e medrosa. Tento culpar o estilo de vida ao qual fui acostumada desde criança, quando lembro da massa com feijão e da cuca que a minha vó fazia, e do fato de que sempre tive a minha mãe fazendo tudo por mim. Também tento culpar o fato de que a minha mãe fumou antes e durante a gravidez (e depois). E o fato de que depois que a minha vó teve um derrame, em 2001, ela passou a ser uma pessoa dependente, e não mais a pessoa que administrava a casa. Tudo caiu pra cima da minha mãe, por tabela pra mim, e perdemos o controle... MAS NÃO. Eu tive as minhas chances, eu consegui emagrecer, eu tive acesso a médicos, remédios, mas a compulsão não cessou e engordei de novo, e de novo, e de novo. No meio disso bulimia, automutilação, pensamentos terríveis, esperanças, desesperanças... O bom é saber a maioria das respostas, o ruim, é não saber a solução para elas, ou como usá-las.

Não sei como, mas vou ter que controlar a minha compulsão, e fazer a minha mãe levar um estilo de vida mais saudável, se exercitando e parando de fumar. Isso pode envolver algumas brigas e desentendimentos, porque minha mãe não gosta que chamem a atenção dela, mas eu sei que ela também procura as desculpas dela pra fazer as burradas que faz, e que fez.

O ENEM foi cancelado, e eu sinceramente não to nem aí.


Abraços e até a próxima.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Imagine agradecimento seguido de nervosismo e pronto! Você tem um título.


Eita semana, espero que passe muito lentamente.

Sobre o final de semana com a minha vó: Foi muito bom, principalmente sexta e sábado. Conversamos, rimos, assistimos novela, até a minha mãe, que antes pouco falava com a minha vó, conversou mais com ela. Fico feliz e agradeço a Deus por isso. Domingo o tempo fechou totalmente, está frio e úmido. É triste ver na TV centenas de pessoas perdendo tudo com essa chuva que não cessa. Culpa de quem? Nossa!
Minha vó voltou pra casa da minha tia, iremos fazer um revezamento, as vezes ela fica aqui, as vezes lá.

Hoje minha mãe não estava muito legal, isso me afeta também. Não sei explicar,mas eu sou ligada à minha mãe de uma maneira muito forte, espiritualmente eu acho. É como se, quando ela fica triste ou doente, mesmo que eu esteja bem em todos os sentidos, de repente eu fico mal, mais fraca do que quando eu mesma estou triste, me cortando, e tendo minhas compulsões. É um sofrimento diferente que eu sinto quando ela sofre, diferente do meu sofrimento, e eu acho que pior que o meu sofrimento.

Então, não to muito preocupada com dieta essa semana, to preocupada com a melhora da minha mãe (que eu sei que vai acontecer) e com o ENEM, que ocorrerá nesse final de semana. Ainda não recebi minha carta, com minha senha, o questionário socioeconômico e o cartão de respostas que tenho que ter no dia. Pela internet só está disponível o local da prova. Greve dos Correios, veio em hora boa heim, merda! Obviamente comprarei chocolates, hoje, amanhã, depois. Mas hoje eu estava tão nervosa, ansiosa e sei lá o que, que fiz 45 minutos de simulador de caminhada. Irônico. Também preciso lembrar de tomar antialérgico, remédio pro estômago (azia e gastrite me pegaram de vez), e continuar me alongando durante a semana.

Vou ficando por aqui, são 03:48 da madrugada, estou meio agitada.
Bye


quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Adicione água em pó, farinha líquida, carne vegetal e crie um título


Há três semanas começou uma sucessão de fatos que me fizeram ficar desesperada, culpada, beber, comer, blábláblá.
Quando vi que só estava piorando as coisas, parei de beber, de chorar, me desesperar e tentei buscar uma solução.

A maioria de vocês sabe que eu cuido da minha vó desde os 11 anos, mas há 3 semanas ela foi parar no pronto socorro, e minha tia achou melhor levar minha vó pra casa dela. Minha tia mora na rua ao lado, mas a sensação de fracasso foi enorme. O diagnóstico foi pedra nos rins, ok, ela eliminou a tal pedra que estava incomodando, mas está muito debilitada. Ela fez uma tomografia abdominal e descobriram que tem algo além das pedras nos rins, e ela vai ter que fazer uma cirurgia. Minha vó frágil, de 79 anos passando por uma cirurgia, obviamente isso me dá calafrios de medo, fora o psicológico dela, que deve estar muito abalado.

Eu passei os últimos meses reclamando da minha vida, de nunca poder ter tempo livro porque eu tinha que cuidar da minha vó, e eu realmente queria tirar uma espécie de férias, mas não nessas condições. Sábado minha vó vem almoçar aqui em casa, e terei uma conversa com ela, porque eu sei que ela é franca comigo, e eu sou realmente franca com ela. Se ela quiser ficar aqui depois da cirurgia(que aliás, correrá muito bem, disso eu tenho certeza) eu estou pronta a aceitar ela aqui, e cuidar dela com todo carinho que ela merece, dar a máxima atenção e agüentar todas as dificuldades de um pós operatório, porque se essa for a minha missão, eu aceito, eu preciso cumpri-la, e eu amo a minha vó. Ela, a minha mãe e a B. são meus alicerces, meu teto, minhas paredes e meu chão. Vocês minhas amigas queridas, são as minhas janelas, minhas portas que me levam para lugares bons, risonhos e límpidos.


Agradeço aos comentários de vocês, minhas amigas, eu vou fazer o raio da prova naquela escola, e se ver algum conhecido, CARÃO NELES.

Beijos, abraços e ventos bons.





quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Imagine um título idiota e seja feliz



Quer pessoa com mais azar que eu? Sim, provavelmente você vai encontrar... então não posso dizer que sou a pessoa mais azarada do mundo. De fato até tenho privilégios, mas olha isso...

Todos que me acompanham aqui ha mais tempo sabem que eu vou(pretendo?) fazer o ENEM esse ano, pra conseguir uma bolsa de estudo na faculdade.

Todos sabem que o que eu menos quero é voltar na minha antiga escola, onde fui gorda, emagreci, fui bonita, tive uma convulsão no auge da minha bulimia maldita com direito a dois socorristas sexys da SAMU e depois dei uma engordada. Mas lembrança que eles tem de mim, a última vez em que me viram, eu era no mínimo, 15kgs mais magra, em dezembro passado.

Nem todos sabem, mas por falta de vontade de voltar naquela escola, sequer peguei meu histórico, e já estamos no final de setembro.

Agora, o que eu acabei de ficar sabendo... O local da minha prova do ENEM. Adivinhem? A minha antiga escola! PORRA, MAS QUE MERDA MESMO! Juro que pensei em desistir, pensei mesmo. E claro que também pensei: ‘Que isso guria, vai deixar os outros te derrubarem assim fácil?’ Mas continuei pensando! Claro que a minha mãe vai me obrigar a ir fazer, se não for a força, será sob chantagem emocional mesmo. Então já viram, humilhação total se eu encontrar algum professor por lá. Vergonha, raiva, tensão, TUDO!
MERDA!

O veneno que tenho mais próximo é o funk que meus vizinhos escutam. Será que funciona?

Termino esse post com a palavra que venho repetindo com muita raiva:
MERDA!




quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Planos a longo prazo não combinam com o meu ser

Decididamente evitarei ao máximos planos a longo prazo.
Decididamente evitarei ao máximo planos.
Meu plano é não ter um plano.
Sempre estrago tudo quando planejo demais, porque começo a sonhar demais, e principalmente nos planos a longo prazo, deixo para amanhã. Então agora não farei mais planos, e nem me estressarei com o que não der certo.
Tentarei.

Ai gente, nem comento muito a menina anoréxica da tal novela...
Atenção avuadas de plantão: Bebida engorda bem, o álcool deriva da cana, a mesma do açucar. Fora as cervejas que ainda por cima são feitas de cereais e isso e aquilo. De que adianta não comer se tu bebe que nem o cão do inferno alcoolico?
Basta.
Querendo emagrecer? Vá caminhar, é de graça e faz bem, ou vá pra academia, corte farináceos e açucar. E no jantar aquela salada de alface ou rúcula que faz bem pra pele a cabelos.
É um bom exemplo a ser seguido.

Fui gente linda!



sábado, 12 de setembro de 2009

Vou falar e... dane-se.

A verdade é que eu não sou vítima, não sou uma pobre coitada não... Eu apenas fracassei. Eu tinha apenas um dever certo nessa vida até hoje, e falhei nele. E isso dói, como dói. Dói mais do que o peso extra na balança, sim, porque junto com isso eu também atingi um peso que nunca pensei que eu fosse atingir. Resultado de muito carboidrato e cerveja. Nem fome eu sinto quando como. Isso é o chamado comer compulsivo.

Aliás, vim aqui pra falar mais sobre os TAs do que sobre o meu fracasso ligado as outras partes da minha vida.

Meu primeiro blog foi criado em 2005, mas o primeiro blog sobre Tas veio um ano depois, em 2006. Eu tinha acabado de completar 15 anos, tomava laxantes desde os 12 e vomitava desde os 13. blábláblá... Faço questão de dizer novamente que não sou pró-ana, pró-mia nem pró nada. Fui diagnosticada com bulimia e compulsão alimentar. Essa última prevalece mais forte.
Sabe, e nesse tempo eu vi muita gente entrando nessa querendo perder uns quilinhos, e ao invés de fazer uma dieta decente, algumas pessoas resolvem adquirir anorexia ou bulimia.
Devo dizer o que todas nós já sabemos: Transtorno alimentar não é glamuroso, não é bonito. É sujo, é sangrento e o vômito fede. Não é como nas novelas, onde a pobre mocinha bulímica vomita e sai de lá limpinha. Não... As vezes cai vomito no chão, as vezes na sua roupa... E quando sair sangue da sua garganta, o susto vai ser enorme. E ninguém desmaia com toda a beleza das mocinhas de tv. Não... Na vida real você bate a cabeça no chão, fica com um caroço na testa. Isso quando não acontece o mesmo que aconteceu comigo, você se debate em convulsão no chão, assustando quem estiver por perto.

Digo isso por que segunda-feira que vem vai estrear um novela, onde vai ter uma moça anoréxica, muito bonita por sinal. Mas na vida real, quando você tem essas coisas, seus dentes apodrecem, seus cabelos secam, suas unhas quebram. Ninguém fica com a pele e os cabelos bonitinhos, fora tudo que eu citei acima. Então já vou avisando que se alguém aparecer por aqui pedindo dicas pra vomitar, vai ouvir uma resposta grosseira. Eu não sou nem um pouco magra, caso queiram saber.



terça-feira, 8 de setembro de 2009

Untitled


Se a felicidade é relativa, a tristeza também.
Eu não sei se posso afirmar que nunca estive tão triste. A verdade é que eu tive dias mais tristes que esse, mas uma tristeza a longo prazo assim, sem um intervalo ou outro pra alegria, eu acho que eu nunca tive.
Digitei uma palavra qualquer no google imagens que se parecesse com o que sinto, e achei meu atual retrato. Estou tal qual a foto aí de cima. Todos os dias, em um momento ou outro, acabo estufada, embriagada, explodindo de excessos.

As coisas que tem acontecido nas últimas semanas, principalmente na última, me golpearam de tal forma que fica tão difícil resistir, e não sucumbir a isso.
E um fator que nunca tinha acontecido antes: Eu não consigo colocar isso pra fora, não consigo falar, escrever sobre certas coisas, não consigo tirar da minha mente ou de qualquer lugar, palavras que descrevam alguns sentimentos, alguns ocorridos.
Nunca fiz o estilo de sofrer calada, sempre desabafei, nesse blog, por e-mail, telefone, palavras, qualquer coisa, hoje estou meio travada.
Estou parada aqui na frente dessa tela ha tempos, tentando escrever esse post, alguns goles de uma bebida qualquer me ajudaram a colocar isso pra fora, aliás, tem me ajudado diariamente a conseguir relaxar. Sei o erro, sei do perigo. Eu sei.
Estou fazendo o possível. Eu fui derrubada no chão, e não vi ainda uma mão estendida pra mim. Talvez ela esteja aqui estendida agora, mas essa nuvem de problemas esteja me impedindo.
Talvez eu esteja apenas precisando de um chacoalhão da vida, porque parece que eu sou do tipo que não aprende com coisas mansas.





quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Prefiro não acordar em um novo dia

Sabem por que eu prefiro dormir durante a tarde e acordar de noite? Porque assim eu descarto a possibilidade de ter esperança de um novo dia. É como se eu estivesse vivendo sempre o mesmo dia, com algumas oscilações pra melhor ou pra pior. Quando venho pra frente do computador o dia está escuro, e quando saio daqui pra preparar o café pra minha vó, já está claro. Não quero mais falsas expectativas, porque a maioria das que eu tive me foram abatidas, como se me tivessem jogado um balde de água fria.


Quero agradecer a todas vocês pelo apoio de sempre, e algumas pessoas merecem um agradecimento especial por tantos momentos ultimamente.

Lovely, minha amiga de todos os momentos, inclusive de jogatinas virtuais. Diversas vezes posso dizer que me salvaste com palavras. Obrigada.

Miley Zero, com quem tenho passada algumas horas de muito riso, incitando psicopatas da cidade dela, falando bobagens e coisas sérias. Obrigada. Melhor momento que eu tive na semana passada foi quando eu estava no msn/twitter contigo acordando toda a casa! /EU SOU, GOIAABA/

Anne Darkness, exemplo em tantas coisas, tão dedicada. Obrigada por tudo.

Andie, mesmo ocupadíssima, sempre dá um oi rápido, prepare-se pra quando tiver um tempo, vou te atormentar!!! Obrigada pelas lembranças de sempre.

E obrigada a todas que deixam seu carinho aqui.
Amo vocês.


segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Retrocesso (?)

Resolvi desbloquear o blog.
Fechei ele porque uma pessoa conhecida, o namorado de uma amiga mais precisamente, encontrou isso aqui sem querer querendo. Não tenho raiva de forma alguma, eu estava com vergonha, mas liguei o foda-se. Quando eu estava entrando na minha adolescência vivia mexendo nas coisas da minha mãe pra ver se encontrava algo diferente, proibido, etc.
Resumindo: Sempre vivi escondida, me sinto mais escondida ainda bloqueando esse blog.

Fiz uma faxina no banheiro, mais especificamente no vaso sanitário, onde eu vou andar com a cara enfiada, porque cheguei no meu limite, e com o número de compulsões que tenho tido ao longo do dia, provavelmente enfiarei mais a cara no vaso do que no travesseiro. Come e durmo ultimamente, muito, faço ambos excessivamente. Também deixei no meu quarto um balde e um saco de lixo, caso eu não possa ir pro banheiro.

Retrocesso? Loucura? Infantilidade? Desespero? Burrice?
Misture tudo, bate bem na cabeça e no final você tem descontrole, o meu descontrole.

Mas deixo claro que minha meta é não ultrapassar as 1500 calorias, não vou fazer nenhuma dieta de merda que nunca consigo completar mesmo. Mas nem quero pensar em quantas calorias venho consumindo diariamente. Bem mais que 1500.
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Quero agradecer a Boneca Anoréxica pelo selinho que me deixou, fiquei contente por ter lembrado de mim.
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Me perdoem o fracasso, mas nesse caso ou eu fracasso engordando, ou fracasso vomitando.


Abraços e obrigada.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

I'M FINE

Quem assistiu o filme Tudo Acontece em Elizabethtown provavelmente lembra que o Drew, personagem principal, começa o filme dizendo a todo momento, pra todo mundo 'i'm fine'. Mas ele não estava nada bem. Tudo estava desmoronando, e ele estava prestes a cometer suicídio (um suicídio cômico, diga-se de passagem).

É exatamente assim que eu me sinto, exceto pelo fator suicídio. Não estou com a mínima vontade de me matar, ao contrário, tenho vontade de viver. Mas estou aqui, afirmando que estou bem, quando na verdade estou mal.
Mas surge a velha e conhecida frase que só eu posso me ajudar. Eu já estou comprometida a fazer isso. Há dias em que tudo vai tão bem, e há meses em que as coisas caminham de mal a pior. O que eu não consigo entender, é porque, com tanta vontade de viver, há dias em que eu nem sinto vontade de sair da cama...

*continuo tentando.
*Meu estômago está melhor.

*Gente, o que é a banda Cine? Alguém por favor abduza aquelas criaturas! LIXO. O cenário musical brasileiro as vezes dá vergonha. Bandas do momento: Cine, Fresno, NXzero, não sei mais o que...
Cruzes!!! Ao menos dei algumas gargalhadas com o clip da música 'Garota Radical'. Parece aquele programa De Volta Para a Quinta Série, mas com adolescentes mais imbecís.





Não vou desistir.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

I'm toxic.



Em cena, mãe, Be e eu.
-Como é que vocês conseguiram comer toda a torta de bolacha?!?!?!
-Eu só comi uma taça.
O olhar de desespero e ao mesmo tempo pena que a minha mãe me lançou foi... Sem palavras.
Não preciso nem me perguntar porque estou enjoada e com dores terríveis no lado direito na região abdominal.
Preciso me desentoxicar.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Eu vou sair dessa cova que eu mesma cavei, mas...

Está difícil dizer e pensar sempre a mesma frase: Estava indo tudo bem até que... Aí surge um monte de 'ques'. Ansiedade, minha mãe aparecendo com duas caixas de trufas, descontrole total, relaxamento puro. Esses são os meus porquês.
Todo dia o mesmo fracasso, a mesma insignificância na hora de dormir e a percepção de que nada realmente valioso foi feito.

Esperanças que se renovam em cada despertar, mas não duram muito tempo.
Um corpo deteriorado por dentro. Será que ele ainda me perdoará?
Um corpo deteriorado por fora. Não bastasse as estrias e a gordura localizada, ainda tem essa maldita alergia, ou sei lá que troço é esse. Eu já teria ido no dermatologista, não fosse toda a banha. Vocês já viram um açougueiro pegando um pedaço de carne mole? Meu braço é assim, um pedaço de carne mole.

Desespero, medo, angústia e claro, frustração.
Eu havia perdido 1,7 kgs, isso ontem, antes de comer 4 trufas (6 com as 2 hoje).

Envergonho-me de mim mesma.

Vou ter que ir no médico, só que eu acho que antes de qualquer coisa vou em um médico qualquer que me de uma receita de qualquer remédio que ajude a controlar a minha comilança.




terça-feira, 18 de agosto de 2009

Só digo uma coisa: Vou ser magra!

Estou disposta a fazer o diabo pra emagrecer.
Só faço bobagem mesmo.
Mas cheguei em um ponto onde viver assim não dá mais.
Estou conseguindo, e vou conseguir.
De agora em diante vou tirar várias fotos minhas, pra fazer o antes e o depois.

Hoje eu fui à uma entrevista de emprego,tinha umas 10 pessoas, no final ficamos só nós quatro, eu, duas meninas e um menino.

-Eu te conheço de algum lugar! - Disse o guri.
-Não me lembro.
-Tu tem um irmão né?
-Não.
-Mora em que bairro?
-M.V
-AHHHHHH ENTÃO EU NÃO TE CONHEÇO!
(moro no pior bairro da cidade)

Uma das meninas foi para a entrevista pessoal e ficamos eu, o menino e outra menina.

-Nossa, como tu é simpática! -A guria disse.
Eu dei uma risada.
Depois conversa vai, conversa vem:
-Cara, teus dentes são tão bonitos.- Disse o guri.

Sim, se eu fosse uma pessoa esforçada eles poderiam ter dito: Que pernas finas, que braços finos, barriga lisinha ou algo assim. Ao invés disso elogiam minha simpatia e meus dentes.

Quando ficamos só eu e o guri:
-Nossa, eu quero muito trabalhar, detesto ficar em casa- disse ele
-Nem me fale. Desde que terminei a escola engordei um monte. (eu tinha que dizer isso.)
-Mas se tu trabalhar aqui vai emagrecer! Eu emagreci 6 kgs trabalhando no outro emprego. Já engordei dois desde que parei.

Ficaram de ligar pra gente, pra dizer quem vai ocupar a vaga. DEUS QUEIRA QUE EU SEJA SELECIONADA, PRECISO, NECESSITO.

E a guerra contra a gordura foi iniciada, e só terá fim quando eu tirar ela de mim.

Quanto a alergia, está melhorando aos poucos. As feridas 'lá' já estão 90% melhores, mas as bolinhas nos braços, pernas e todo corpo continuam.

domingo, 16 de agosto de 2009

Azar

Primeiro foi uma calcinha compressora, na semana passada. Usei, e realmente ela apertou minha barriga. Uma pena ela ter apertado minha virilha e todo o resto-se é que compreendem.- Começou com uma ferida na virilha, aquela maldita ferida coçava, ardia e eu sem poder fazer nada. Passei uma pomada que sarou a ferida, ou deveria ter sarado. O fato é que estou com feridas mais além da virilha, sim, vamos falar diretamente. Estou com feridas na vagina. Mas antes fosse apenas isso. Não sei o que houve, se foi algo que eu comi, que eu bebi, que eu encostei... To com uma maldita alergia, a pele cheia de bolinhas que coçam. Já tomei tudo que é tipo de antialérgico e nada das bolinhas irem embora.
Por favor não me mandem ir no médico, sei o que irá acontecer lá. E querem saber também? Tenho vergonha de ir no médico porque estou muito gorda. Fora o dinheiro.
AZAR VAI EMBORA!!!


Talvez seja o meu corpo mais uma vez reagindo aos meus excessos. De gordura, semana passada bebi 1 litro de cerveja, comi horrores de fritura. Talvez seja um recado dele.
Preciso abandonar essas coisas.
Bom...
Espero que vocês estejam melhores do que eu.
Mas eu vou melhorar!
Abraços enormes!
P.S-Obrigada pelos selinhos, postarei eles na minha próxima passada aqui.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Who are you?


As pessoas vivem falando umas para as outras: "Seja você mesma!" "O segredo da felicidade consiste em ser você mesmo." blablabla

Mas o que fazer quando você nem sabe ao certo quem você é, ou o que você é?
O primeiro passo certamente seria se encontrar, buscar você mesmo. Mas e quando nem isso dá certo mais?


Quem sou eu?
A maluca, a melancólica, a filosófica, a fria, a sentimental?
Uma mistura de tudo? Deve ser...
Mas vivo me perdendo entre tantas Marcys...




Ah dieta vai bem, até chegar o meio da tarde, quando como feito um urso que acordou.
Que raiva disso.

Abraços!

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Prazeres...

Continuo determinada, e tentando deixar as coisas não me abalarem tanto.
De fato, estou conseguindo em muitos setores. A gordura não me derruba tanto, sou eu quem devo derrubar ela.
Mas ultimamente, não venho sentindo prazer nas coisas que eu faço, ou penso em fazer. As vezes tenho uma ideia, a expectativa fica grande, mas logo vai embora? Será que de tanto quebrar a cara eu auto-assassino as minhas expectativas? Vai ver que é...

Só venho sentindo prazer com três coisas:
* Música. isso realmente me move. Antes de dormir, escuto mp4, e me foco só na música, viajo para lugares que nem eu sei, e sinto sensações, que nem sei se são minhas. Cada música uma sensação... Yellow me faz bem, Imagine representa algo que eu não vivi, mas gostaria, Sunshine On My Shoulder me deixa calma, tranquila, Águas de março me faz querer estar um lugar calmo com sol e vento fresco, Poker Facer dá vontade de dançar, mas eu não danço, Candle in the wind dá vontade de chorar... E assim por diante...

*Leitura. Na leitura vivo histórias que as vezes me confortam. Encontro pessoas parecidas comigo, pessoas que eu detesto, e me sinto ali, naquele cenário, espiando ou vivendo um personagem.

*Seriados e DVDs. Ah como eu gosto de Cold Case, Supernatural, CSI, e agora baixei True Blood. E os filmes? Eu indico Evocando Espíritos. Muito bom. Na verdade tenho muitos filmes pra indicar.

Percebam que as coisas que me proporcionam prazer são feitas por outras pessoas, eu não crio nada, não faço nada realmente útil para o mundo. Pra que planos?
Nem comer me irrita mais tanto, ou me dá tanto prazer.
Mas entreguei um currículo no shopping, já que vão abrir mais de 100 lojas novas, fiz minha carteira de trabalho, e estou em busca disso. As vezes tento estudar um pouco, mas não consigo me concentrar.
Mas lembrem-se de uma coisa: Não vou desistir de forma alguma!

Vou restringir o blog, se alguém quiser continuar visitando, podem deixar o e-mail aqui que eu mando autorização, ou, se preferirem, mandem e-mail para marcyabobora@gmail.com .

Obrigada pela enorme força e estímulo que recebi de vocês no post passado. Amo vocês!!! Amo mesmo!

sábado, 1 de agosto de 2009

Caminhando, e cantando, e seguindo a canção

Geraldo Vandré que me desculpe, MAS EU FAÇO A MINHA CANÇÃO!



Não sou dada a discursos moralistas, tão pouco faço questão de ser correta em tudo. Politicamente, religiosamente, eu realmente não faço questão de andar na linha.
Topa tudo por dinheiro? Eu não topo tudo, mas todo muita coisa.

Me dei conta que eu não conheço nada do mundo, da vida, raramente faço o que tenho vontade e estou sentada à espera de um milagre. Ou melhor, estava.
Como eu venho dizendo, cansei disso e daquilo.
A vida ensina algumas lições, e nós tomamos a decisão de fazer da lição uma arte.

Estou tentando fazer do espelho um amigo, não mais um carrasco.
Estou tentando fazer da comida uma fonte energia, que pode vir com um toque de prazer, e não mais fazer uma porta para números maiores no manequim.
Estou tentando fazer as ‘velhas’ roupas virarem inspiração e ânimo, e não lágrimas.
Estou tentando fazer a pobreza e o ócio virarem vontade e persistência, e não lamentações.

Acho que aos poucos, estou conseguindo.
Ao vestir uma calça que ficava enorme em mim no começo do ano, não me desesperei dessa vez. Estou tomando as atitudes para voltar as calças menores, as blusas menores e aos sorrisos maiores.


quarta-feira, 29 de julho de 2009

Ando tão cansada

Cansada da maneira com que eu venho empurrando as coisas. Da maneira como eu encaro os problemas, ou melhor, não encaro. Da mania de deixar tudo para amanhã.

Tô cansada de ver garotas que pesam entre 50 e 40 kgs se achando vacas, gordas, baleias, porcas, bolas... Não, não estou falando total e completamente daquelas que tem anorexia, a distorção da imagem, não, to falando de pessoas que abraçam essas doenças. E se elas tivessem meu peso? Aí sim, ela veriam o que é ser obesa mesmo, a ponto de quase entalar na roleta do ônibus. Elas falariam o que eu falo agora: "Como eu queria voltar ao peso passado, quando eu me achava gorda."

To cansada das faltas. Falta de abraço,de conversa, de carinho, de compreensão, de dinheiro, de coisas boas.

Mas ao mesmo tempo estou agradecida, pela saúde, pelo teto, e por ter quem eu amo.

Mas não acho que seja egoísmo pedir algo que me falta, e eu ainda não sei direito o que é.

Como eu disse no último post, não quero usar GG, mas não preciso P porra, fico contente com um M.



*Encomendei uma balança. Chega por volta do dia 15 de agosto. Chega de desculpas do tipo: Não fui me pesar porque fiquei com vergonha de ir na farmácia.

*Estou pensando em me tornar vegetariana. Mas tenho que saber me organizar pra não cair em tentação,mais do que já caio.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

EU NÃO VIM PRA ME ADAPTAR


Eu vim pra seu eu mesma, do jeito que eu sou, do jeito que eu quero.
Convivi com familiares de cabelos lisos, loiros, castanhos, e olhos claros. Eu nasci com cabelo crespo e olho escuro, e gosto dos meus cachos e do escuro dos meus olhos.
Sempre me senti mal perto delas, não pelos olhos, cabelos, isso e aquilo. Elas eram magras, andavam na moda, eram cobiçadas, e eu era a engraçada e desengonçada da turma.

Tentei me adaptar ao mundo, ao que é bonito, e só sofri. Perdi tempo precioso da minha vida. Enquanto eu só pensava em me tornar magra, esquecia o resto das coisas, deixava de sair pra ficar em casa comendo. E no que deu isso? Fiquei mais gorda do que estaria se saísse e encarasse as pessoas na rua. Mas eu tentei me adaptar.

Por que eu não tentei me adaptar a mim, as minhas vontades, ao que eu acho bonito? Eu não faço o estilo garota esquálida, eu só queria usar umas roupas que eu achava bonita e não me serviam. E isso se tornou uma obsessão e um problema, porque já que as roupas não me cabiam, eu comecei a achar que nada me cabia, que eu não cabia em nada. Nunca pensei em perder 2 kgs essa semana, não, sempre pensei em perder 20 kgs em dois meses. E deu certo? Nada! Desperdício de tempo apenas. Eu achava que se eu comesse um gomo de laranja a mais do que o planejado, tudo estaria arruinado, e o que eu fazia/faço quando todo dia como um gomo a mais? Vou lá e como tudo, porque afinal, já que eu estraguei o almoço vou comer a tarde inteira, a noite inteira, e amanhã começo uma dieta! Na hora de dormir, percebia que nem o gosto de tanta comida eu havia sentido, e no dia seguinte, o gomo a mais outra vez, e tudo a mais em dobro.

Cansei e não quero mais tentar me adaptar, não quero continuar obesa, não quero ser tamanho GG nem P, fico feliz com M, juro.

Semana que vem vou perder 1,5kgs, sem laxantes, diuréticos e afins, serão 1,5kgs de gordura, não de líquido.
E na próxima semana, ou mês, ou no próximo ano? Eu vou ver quando chegar lá. Não dizem que o amanhã é resultado de hoje?
Então...

terça-feira, 21 de julho de 2009

TIME TIME TIME TIME TIME TIME


Nesse sábado completo dezoito anos.
Vivem me dizendo: Agora é maioridade heim?!
E o que eu digo? E daí? Não tenho emprego, não vou tirar carteira, não to na faculdade... Mas em compensação posso ser presa, levar processo, e quando eu me meter em alguma roubada ninguém vai chamar minha mãe pra conversar, serei oficialmente responsável por minhas ações.


Eu gostaria de ter aproveitado melhor a adolescência, o ensino médio, mas no meu balanço eu tive muitos momentos bons, mesmo, de verdade. Mas o meu estado de espírito prefere guardar os piores momentos, destacar eles na minha lembrança, ao invés de lembrar mais constantemente dos bons.

E o que eu vou dizer quando estiver prestes a fazer 28, 30???
Não se sabe.... Mas hoje eu peço que o tempo não passe tão rápido.


EU PROMETO AQUI, DIANTE DE VOCÊS, QUE TENTAREI APROVEITAR MELHOR O MEU TEMPO, SUGAR AS COISAS BOAS PARA DAQUI HÁ ALGUNS ANOS, SER ALGUÉM MELHOR.


domingo, 19 de julho de 2009

Enquanto isso, na aula de violão...

No começo:

Professor diz-Sabe, o violão também é uma forma de terapia, ajuda a deixar a pessoa mais calma.
(...)
-Fica praticando dez minutos de escala cromática, eu vou ali na recepção, e eu não quero ouvir 'ai que ódio, ai que raiva, eu me odeio...'

No fim:
-Bem dizer hoje foi uma aula de 'CALMA MARCY, NEM TUDO TÁ PERDIDO'...
...
-E tu tá bem? como é que tu tá?
-Ótima...
-Fora o violão... o que te atrapalha?
-Nada. Tchau.

Eu exalo tensão, ansiedade, nervosismo, baixa auto-estima e sei lá mais o que, na terceira aula o professor me parece a orientadora nos tempos de escola.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Uma breve história



Ela foi descobrindo aos poucos que não havia nascido pra ser uma princesa ou uma boneca. Na escola, nunca ganhava os papéis principais nas peças,não tinha amigos pedindo seu telefone, como acontecia com as garotas populares. Ganhava apelidos feios, quando tentava se juntar aos normais, era humilhada. Fazia xixi na calça na sala de aula, e até hoje ela não sabe porque. Mas apesar disso era uma criança sadia, que adorava seus poucos amigos, gostava de correr, ler, brincar de faz de conta. Mas conforme ia crescendo, percebia que a vida nunca seria um conto de fadas, e mais tarde, percebeu que nem gostaria de viver um. Gostaria de viver uma aventura, ter emoção, sentir o medo do perigo e enfrentá-lo, mas isso nunca aconteceu. Começou a descontar suas frustrações em comida. No final da fase escolar os apelidos cessaram, ela achava que todos tinham pena dela, por isso ninguém tinha coragem de gritar na sua cara os velhos apelidos, e cantar as músicas humilhantes que inventavam para ela na 7ª série. Desde a infância descobriu na internet uma forma de se comunicar com as pessoas sem mostrar seu rosto, sem precisar passar por todo o constrangimento de ser observada, então entrava em fóruns, chats e afins. Mesmo com toda a timidez, quis fazer teatro, mas não teve apoio para isso. E logo começou a descontar suas frustrações na comida. Ela não entendia na época, mas hoje sabe que faz isso tentando repor com comida coisas que não teve, mas mesmo consciente disso, hoje ela não consegue mais controlar.
Ela está desesperada, e no momento, com a barriga bem cheia, disposta a pagar preços altos e não fatais. Ela acha que a bulimia pode matar sim, aquela que a fez ter convulsões ano passado, mas ela pensa que morrer aos poucos de tristeza é bem pior.