terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Sobre o que eu tenho visto, sobre o post passado e sobre um ídolo montado...

Tenho visto tanto coisa sentada na frente do computador. Gente dependente é o que mais tem. Dependente de várias coisas. Dependente de bebida, de drogas (obviamente incluem-se aqui os remédios), de gente. Dependente de internet, de livros e de sexo. Eu particularmente prefiro as drogas em forma de cápsulas e os meus amados livros que sempre me mostram um mundo novo. Não me venham com sermão de que mais vale ser dependente de um amigo, de um namorado ou de qualquer pessoa do que de um frasco de comprimidos. Pessoas são como eu, como você, prontas para magoarem. Eu tenho visto garotas submissas, e uma coisa que eu sempre odiei foi isso. Eu tenho visto wannabe‘s’ em vários blogs. Garotas ficando felizes quando vomitam. Mas as coitadas (coitadas nada!) não sabem onde estão se metendo, e provavelmente irão chorar de desespero no dia em que vomitarem sangue e não conseguirem falar por uns dois dias. E quando perderem um dente, vão se sentir humilhadas e feias, mas tudo bem, afinal, eu fiz a mesma coisa há alguns anos atrás, escolhi o caminho do sangue, da inflamação na garganta e do dente solto. Claro, sem esquecer das convulsões devido aos eletrólitos perdidos em cada vomitada. Mas sempre achei e continuo achando um saco pessoas que vem com papinho de ‘não faça isso, não vomite...’ NÃO ADIANTA PORRA!

Algumas pessoas que leram o post passado entenderam que, por desistir de LF, RA, NF, eu iria simplesmente sentar no sofá e comer batata frita o dia inteiro. Não, não é isso. Eu não quero mais me programar pra fracassar todos os dias.

Também vi algumas gurias que me conhecem a menos tempo que acham que eu sou magra por ser uma bulímica(quase, e futuramente, ex-bulímica). Enganam-se e muito.As gurias que me conhecem a mais tempo, Ruby, Andie, Ana Paula, Camila, Anna Dark e etc, sabem do meu peso, sabem do meu emagrecimento ano passado e da minha engorda quase em dobro. É verdade que em 2005 eu fazia parte do grupo de ginástica da escola. Cara, eu treinava as vezes por duas horas sem perder o fôlego, e hoje sinto uma falta de ar fazendo 20 polichinelos. Passado e presente. Aí tem uns 40kgs de diferença. Menos esperança, menos dinheiro.




Outro dia travei uma discussão com a minha querida amiga Camila no MSN sobre a garota do blog ‘meu emagrecimento’. Ela é bastante conhecida, já deu entrevistas no fantástico e blablabla. Mas o que eu disse pra Camila, foi que é fácil emagrecer tendo grana pra pagar os mais diversos tratamentos estéticos, viagens pra relaxar, pra comprar somente alimentos saudáveis. Fica meio difícil emagrecer, quer dizer, ser saudável, quando você tem somente pão, arroz e massa em casa. Não venham com essa história de que quem quer consegue. Daí só ficando sem comer mesmo! E como eu me refiro não só a emagrecer, mas ser saudável, fica difícil. Se você está com aquela vontade de emagrecer e só tem o que eu citei em casa pra comer você prefere:
a) Não comer
b) Comer pão massa e arroz.

Fica fácil manter a auto-estima(com hífen ou sem hífen segundo a nova gramática?) quando você tem dinheiro pra comprar produtos Dior, sapatos Arezzo, Calvin Klein e outras cositas más.

É fácil tornar-se um ídolo com grana no bolso. Mas não é impossível uma pobre ser thinspo




NOTAS:

*Parabéns ao melhor ator coadjuvante, Heath Ledger. Saudade eternamente dos filmes que ele fez e que não pode fazer.

*Nicole Richie(very thinspo!) está grávida, pela segunda vez.


Obrigada a Anne Darkness, Andie, Nine e Go Anna Go, que me indicaram ao selo 'Blog Maneiro'.


sábado, 21 de fevereiro de 2009

Sabem de uma coisa?


Cansei...
Não vou mais fugir da comida, não vou mais fugir das minhas obrigação básicas.
Não quero saber de NF, RA, LF e nem da dieta do raio que o parta!
Não quero e nem aguento mais frases lindas de contos de fada. Oh, mas como são belas as frases que dizem que tudo é possível, que eu posso, depende de mim blablabla. MENTIRA! Eu vivo no mundo real, onde tudo é possível e eu posso sim, até chegar o ponto dessa coisas chamada depressão, ou sei lá o que, apenas sei que isso toma conta de mim, e sei, hoje sei, que isso é uma doença, que deve ser tratada. Mas dããã, eu vivo no mundo real, e nesse mundo estou falhida sem grana pra procurar médico ou comprar remédios. Vai pro SUS filha! Vai você! Talvez na próxima década você consiga uma consulta. Além do mais, médicos pagos não te humilham como médicos do sus, que além de irritados, não precisam ser educados para receberem o pagamento.

Vou comer o que eu quiser, mas não vou mais me trancar no quarto pra não comer, depois ter uma compulsão, encontrar uns comprimidos e botar as tripas na privada depois. Não vou. Se for pra eu morrer gorda que seja, quem quiser ficar comigo que me aceite, quem quiser que eu mude, que se foda.

CANSEI E QUERO O DENTISTA DESSE MENINO AÍ DE BAIXO...

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Nem sequer posso dizer que nadei e morri na praia. Nos últimos anos, eu fiquei boiando no mesmo lugar.

OK.
Só tenho me lamentado ultimamente.
Preciso de dinheiro. Preciso de universidade. Preciso de controle. Preciso de risos.
Não conseguirei nada disso vendo a vida passar.
Imprimi algumas apostilas para estudar para Enem/vestibular. Será que alguém pode me dar uma dica de como começar? Por onde começar? ESTOU PERDIDA. Nunca fui uma aluna exemplar, sempre estudava um dia antes da prova, ou seja, não estudava,decorava. Não tenho prática na coisa, e como em vários outros setores da minha vida, desisto assim que não consigo solucionar um problema, ou assim que fico em dúvida. Conselhos serão aceitos e bem aceitos.

Notas:
*Minha prima conseguiu através do Enem uma bolsa para a universidade. A minha prima vadia, a C, na universidade onde eu quero estudar. Me roí de inveja e raiva, mas passou, porque eu vou estudar lá um dia também. Fico me perguntando se ela transou com alguém pra isso, como faz pra conseguir tudo,mas acho que não. Pudera, foi a 4ª vez que ela fez o Enem.

*Esse ano será lançado o filme ‘Veronika decide morrer’, estou ansiosa. Não sou fã do Paulo Coelho, mas gostei desse livro em particular.

*Não gostei da adaptação para o cinema de Marley&Eu. Eles não conseguiram colocar no filme a mesma coisa que me fez rir e chorar no livro.

*Conto os dias para que Fevereiro termine.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Doutor, quero um remédio para tratar a síndrome de Marcy


A síndrome de Marcy é caracterizada pelos fatos de querer conversar e não conseguir abrir a boca. É ter a necessidade de tomar um banho e a falta de vontade até para ir ao chuveiro. É falar em pensamento consigo mesma, e mesmo assim tomar cuidado para ninguém mais ouvir. É ter medo de ser feliz. É buscar na dor física uma forma de atenuar a dor da alma. É buscar na tristeza uma máscara para e esconder quem verdadeiramente é, seja lá o que isso signifique. Inclusive, ser ela mesma causa um certo medo,um certo pavor. É querer viver a vida dos personagens que ve nos filmes, mas não consegue viver a própria vida. É não conseguir se entender. É sobreviver apenas, acomodada na cama, no sofá ou na cadeira. É fazer as coisas de qualquer maneira. É ser com suas coisas relaxada. É querer tudo e fazer nada.
Então Doutor, qual o remédio?
-Vergonha na cara.
Tenho um pouco de medo de mim. Será que uma hora tudo que tento esconder de mim mesma vai vir a tona, explodir, causar danos?

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Brigas...


Sempre fui uma garota ‘de fé’. Católica, rezava antes de dormir, respeitava Deus, e tinha fé. Quando lia um livro espírito, me sentia reconfortada, com as explicações sobre vidas passadas, e os compromissos que trazemos nessa vida. Lá explica que passamos o que passamos por escolhas nossas. Sempre acreditei nisso, e recebi de braços abertos a missão de cuidar da minha avó, mesmo aos 10 anos sem imaginar essa história toda de missão. Ainda acredito nisso, de fato. Mas ontem, depois de magoar pessoas que eu amo, dizer coisas e agir de forma grosseira, briguei com ele. Gritei ‘Seu Grande Bosta, por que não me mata idiota?’ Não consigo mais conviver comigo mesma, nem com outras pessoas. É como se eu quisesse estar sempre sozinha, como se a presença de pessoas despertasse algo em odioso em mim. Por outro lado, as vezes quando estou só, não me suporto, torço para que alguém venha me salvar de mim mesma. Por isso gritei com Deus. Não bastasse todo o meu sofrimento, a minha dor... Por que ele não me impede de machucar os outros?

Depois de tudo isso, me arrependi dos meus xingamentos, pra variar. Tive uma conversa com a pessoa com quem briguei. Ela é como uma irmã pra mim. A 'B'. Tem 12 anos e passa alguns problemas. Morou conosco desde que era bebê, já que perdeu a mãe com alguns dias de vida, e por problemas que contarei em outro post, aos 5 anos foi morar com outra tia, uma bruxa. Ela mora aqui perto, por isso sempre vem aqui me visitar. Mas ultimamente, não ando suportando sequer a presença dela. E realmente, depois de ontem, fiquei com medo quando vi que, depois que brigamos, ela estava com vergões nos braços. Ela claramente se arranhou forte com as unhas. Isso me trouxe lembranças, que estão visíveis na minha pele. Conversamos bastante, falamos sobre cortes, bulimia, vontade de se matar. Assim como eu, ela vive sendo comparada com a C., minha prima perfeita. Ela tem mais ou menos 1,80 e 64 kgs, e a C. chamou ela de gorda. Juro que se um dia eu ver qualquer transtorno alimentar na B., já sei com quem acertar minhas contas. Seria a segunda vez que bateria na C. A primeira foi aos 13anos, outro assunto para um próximo post. A B. me dissi: “Tu acha que é só tu que tem vontade de morrer?” Mas isso tudo me fez pensar de novo em Deus, e na vida, e no meu arrependimento, e na minha raiva... Deus me deu e me dá chances. Mesmo quando eu sou estúpida, chata, a B continua comigo, tentando puxar um assunto, ou mesmo sentada sem falar nada. Quantas vezes ela já me salvou de mim? Obrigada Deus, por trazer a minha vida pessoas tão maravilhosas. Perdão por EU MESMA ter estragado a minha vida, por EU MESMA ter me tornado o que sou. Me desculpe por jogar fora todas as chances que eu tive. E da forma como estou, provavelmente acabarei jogando fora as que virão. A única promessa que posso fazer, pra Deus, pra vocês e pra mim, é que vou tentar.



P.S- Love, não consigo abrir o seu blog.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Sensações

Terça-feira aceito um convite para ir ao cinema. O filme escolhido foi "Sim Senhor", com Jim Carey. Tudo parecia dar errado pra mim. Meu relógio estava atrasado, e eu não percebi, o que me fez chegar com uns 10 minutos de atraso na sessão. Meu humor não estava nada bom. Enquando as pessoas riam aos montes, eu me sentia totalmente perdida ali, apenas queria ir para casa. Hora ou outra eu ria, um riso forçado, tentando fazer igual a todo mundo. Saía um som estranho. Comi bobagens, é claro. Milk-shake, batata rufles e um tablete de chocolate Toblerone. Pra ajudar a descer uma coca-cola. Finalmente o filme acaba. Ligo pra minha mãe nos buscar e volto para casa. Ligo para a Camila, estava triste mas sem sucesso, tentei não encher ela demais. Enquanto falo com ela, meu celular toca. É minha amiga L. , da escola, dizendo que tinha combinado com a N, outra amiga, de irmos na casa dela no dia seguinte, entregar os presentes de aniversário da filha dela, que estava completando dois anos. OK. Penso que aquilo ia me distrair, que ia ser como antigamente, que quando ficassemos juntas eu me sentiria bem, e esqueceria um pouco dos meus problemas. Detalhe: Eu não tinha comprado o presente ainda, e estava sem dinheiro. Mas mesmo assim aceito. Tudo que posso gastar é R$5,00, a situação tá feia aqui. Compro uma bola, um pouco menor que a bola do Quico, e um par de presilhas para o cabelo. No dia seguinte, sem vontade nenhuma, lá vou eu... Ela adorou a bola de R$3,00, estendeu os braços para pegá-la. Mas eu passei a tarde inteira com vontade de ir embora de uma vez. Conversamos e tudo, mas eu só queria voltar para casa. Minha amiga me deu indiretas, dizendo que está a fim de fazer academia. Eu provavelmente devo ser a companhia perfeita, a única que preciso. Finjo que não entendo as indiretas e digo que acho que deve ser um saco fazer academia.

To cansada da vida. Nada mais tem graça. Não consigo me concentrar. Mas preciso me recuperar, preciso de mim mesma.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Meus filhotes foram embora, e sim eu sofri. Por esse e outros motivos, decidi que era hora de morrer. Consciente ou inconscientemente. Mas não iria cortar os pulsos, me enforcar, afogar ou tomar três cartelas de remédio, até porque eu só tinha 2mg de Rivotril. Pois bem, decidi que morreria na cama, se eu apenas deitasse, sem ingerir coisa alguma, uma hora eu teria que morrer! Então assim o fiz, tomei 1 mg de rivotril pela manhã,e permaneci na cama. No inicio da noite, tomei mais 1 mg, meu último aliás, e mais alguns remédios mais fracos. Apenas um gole de água, afinal, se quanto menos água eu bebesse, mais rápido meus rins deixariam de funcionar. E mesmo assim, se eu apenas deitasse e ficasse lá para sempre, ,mesmo respirando, estaria morta de certa forma.Até que a minha mãe berrou, fez ameaças, disse que se eu não saísse da cama deixaria de ir no médico, e ia se livrar de todos os outros cachorros que temos. Levantei, chorei, chinguei, comi um monte, dizendo: "Tu quer que eu coma? Olha, to comendo!" Implorei à minha mãe que ela não interrompesse o tratamento dela.Minha mãe me mandou tomar banho, o que me fez perceber que eu era a única que não estava sentindo o meu cheiro. Fomos ao mercado, porque ela achava que assim eu iria me distrair, e além do mais, é a semana de pagamento, a única em que ela tem dinheiro no bolso. Comecei a chorar no corredor dos chás. Mas disfarcei. Decidi pegar uma garrafa de cerveja, bebida que detesto. Mas tomei, e me senti melhor, cantei músicas da Janis Joplin e da Edith Piaf, e sons que eu mesma inventei. Quis até fazer graça e explicar pra minha mãe qualquer coisa sobre sexo oral, imitando uma mulher que eutinha visto no youtube, com algo relacionado a isso. Pra fazer doer, em mim principalmente, comi tudo o que vi pela frente, esperando ter uma indigestão, para poder desfrutar da companhia agradável da minha cama. Mas nada. Apenas banha. E eu continuo a mesma.


Minha mãe disse que todos os filhotes já foram adotados. Um menino pegou um deles, o mais peludo, que eu chamava de Ovelha. Um homem pegou dois, e um senhor pegou três. Eu me pergunto, que espécie de ser humano pega três cachorros? Eu sei que tenho tendência a pensar no pior, mas, e se ele quiser fazer rinha de cães? Espero mesmo que não. Acho que pessoas que fazem isso merecem uma morte lenta, dolorida e sangrenta.


Obrigada por me ouvirem.