quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Um pouco de conversa

Ando ausente, eu sei, mas ando presente. Sempre dou uma lida nos blogs de vocês, apenas existe um desânimo para comentar, para postar... Para pensar. Ainda bem que existe a música que me transporta pra momentos que não vivi, ou momentos onde estamos só eu e ela, ela tocando pra mim, em mim.

Tenho lido tanta coisa séria e tanta coisa idiota.
Amigas progredindo, amigas batalhando, amigas não tão bem, mas que eu sei que são fortes e inteligentes o suficiente para conseguirem, assim como eu.
Outro dia li um blog de uma garota que vestia o ENORME tamanho 40(ou algo do tipo), e escreveu horrores sobre sua gordura e toda a banha necessária pra usar tamanho tão gigantesco como o 40. Sabem que eu ficaria feliz com um tamanho 44? Sim, porque acho que já ultrapassei os manequins existentes... Minha mãe comprou-me uma calça jeans mas que não tem fecho nem zíper, tem um elástico. Ultimamente, quando ela me trazia um jeans, a etiqueta com a numeração já estava arrancada, ou seja, se me perguntarem qua número que eu visto eu não saberei responder. Por mais que a pessoa que escreveu sobre o gigante 40 ou algo assim, seja uma pessoa com a qual amo conversar e que sempre me anima, ela me acha uma baleia nojenta gigante porca gorda ou algo que o valha, porque foram palavras usadas por ela.
Não posso tirar a razão dela, porque... vamos lá:

BALEIA- Animal gordo. Se encaixa no meu perfil.
NOJENTA- Nas compulsões mais graves, além de comer o que tiver pela frente, sujo e me sujo. Além de ter nojo de muitas coisas em geral.
GIGANTE- Calças com elástico.
PORCA- Passar o dia inteiro em casa de pijama, e tomar um banho apenas no fim da noite. Fora as vezes em que não escovo os dentes depois do almoço, porque sei que vou comer logo depois, e logo depois e logo depois. E ando mexendo na terra bastante.
GORDA- Quer mais definição?




Não, eu não prometo que vou fazer uma dieta, nem que vou emagrecer X quilos até tal dia. Tão pouco digo que vou me acomodar, engordar mais ainda e viver assim pra sempre.

Sem promessas, sem expectativas em relação ao peso, e sem pessimismo em relação a qualquer coisa.

Sabem o que o destino quer pra gente? Quer que nós façamos as coisas, quer que nos trilhemos a caminhada para a felicidade que ele nos reservou, porque ele está enraizado em algum lugar, e não vai vir até a gente segurando uma caixa branca com um laço vermelho.

P.S- Coco Avant Channel chegando nos cinemas, com a AUDREY TAUTOU! Não vejo a hora de assistir. :D

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Nem culpada, nem inocente. Nem eu, nem você.





Sabe o que me incomoda?
Ser sempre a responsável pelos problemas, e a irresponsável em se tratando de todo o resto.
Eu fui dormir tarde? Sou a responsável pelo mau humor dos outros na manhã!
Eu não dormi e fui pra cama de manhã cedo? Sou responsável pela desorganização das outras pessoas!
Eu tive uma compulsão? Sou responsável pela enxaqueca de outras pessoas.
Depois de nascer tive personalidade? Eu sou responsável por não ser a filha que idealizaram que eu seria, e então me torno responsável por toda a vida que as pessoas escolheram não viver.

Devo pedir desculpas por não ser uma filha bem sucedida, que estuda na federal e malha de segunda a sexta? Ou devo perguntar porque tanto dinheiro gasto com cigarro e bobagem desde sempre, quando essa merda poderia ter sido investida na minha tão ausente educação?!?!?!?!?!?!?!?!

Nem um nem outro, eu sei. Não é hora de procurar culpados, mas eu também não sou a culpada por tudo, não pela sua vida, não por essa que você fez, você escolheu, você optou. Por caso você não lembre, antes de eu nascer você teve 23 anos da sua vida para fazer escolhas melhores, para tentar mudar certas coisas, e depois disso, vieram mais 18 anos, onde você talvez pudesse ter crescido junto comigo.
E ver você se destruindo, me fere, em todos os sentidos que se possa imaginar, as gotas de lágrimas e as gotas de sangue a escorrer que o digam. É aí que eu vejo o quão parecidas somos.
Não adianta buscar culpados e pensar somente no passado, viva hoje, faça o amanhã, POR VOCÊ!

Aliás, sabe o que eu vou fazer? Conseguir um emprego, o primeiro que aparecer, e sabe o que eu vou fazer com meu dinheiro? TEATRO! TEATRO! Sim, aquilo que eu te peço desde que tenho 8 anos de idade. Se eu sou maior, e tão responsável, eu vou ser responsável pela minha vida a partir de agora, pela minha felicidade. E tudo que eu posso te garantir, é que se eu fizer as coisas que eu gosto, que eu amo, eu provavelmente serei uma filha mais feliz, mais realizada, mais radiante e mais produtiva em todos os sentidos, e talvez isso te afete positivamente, talvez eu consiga te mostrar que é possível ser feliz sem ser tão dentro das normas.
E caso você não saiba, eu te amo mais do que qualquer pessoa, e te agradeço pela vida e por tantos momentos bons, mas não, eu não sou culpada por tudo sozinha. Acho que somos a definição exata de parceria. Nas coisas boas e ruins.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Imagine um título mais centrado, uma mistura de equilíbrio e emoção


Minha fome é de vida, e eu tenho gula por emoção. Confundo as coisas, e acabo achando vida em um prato de massa, e emoção em muitos pedaços de bolo. O que eu vomito é a angústia. Os laxantes são pra eliminar o excesso de culpa que me sufoca.
Alguns dizem que o corpo é o reflexo da alma, e outros que você é o que você come. Ambos estão certos.

Eu não faço questão de uma magreza esquálida, sofrida, moribunda. Se for pra ficar nessas condições, eu fico como estou, gorda, com aparência sofrida e moribunda.
Eu quero uma magreza que me permita correr, sorrir, pular sem perder totalmente o fôlego, que me permita não fugir de um abraço desejado, que me faça andar confiante. E a velha história de andar e não deixar pegadas na neve, também não quero isso. Eu quero deixar meu rastro por onde eu passar, quero deixar minha marca nesse mundo, e não acabar como um ser insignificante, que viveu, respirou, comeu, aprendeu e não usou seu aprendizado. Hoje, talvez um pouco tardiamente, mas não tarde o suficiente pra me fazer desistir, eu descobri que sou inteligente, e o quanto posso usar minha inteligência a meu favor, em muitos sentidos.




quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Deixo o título à sua escolha


As vezes quando eu vejo as proporções que as coisas tomaram- em todos os sentidos- busco uma maneira de culpar algo, que não a mim mesma. Tento procurar uma desculpa para o que me levou a ser assim, gorda e medrosa. Tento culpar o estilo de vida ao qual fui acostumada desde criança, quando lembro da massa com feijão e da cuca que a minha vó fazia, e do fato de que sempre tive a minha mãe fazendo tudo por mim. Também tento culpar o fato de que a minha mãe fumou antes e durante a gravidez (e depois). E o fato de que depois que a minha vó teve um derrame, em 2001, ela passou a ser uma pessoa dependente, e não mais a pessoa que administrava a casa. Tudo caiu pra cima da minha mãe, por tabela pra mim, e perdemos o controle... MAS NÃO. Eu tive as minhas chances, eu consegui emagrecer, eu tive acesso a médicos, remédios, mas a compulsão não cessou e engordei de novo, e de novo, e de novo. No meio disso bulimia, automutilação, pensamentos terríveis, esperanças, desesperanças... O bom é saber a maioria das respostas, o ruim, é não saber a solução para elas, ou como usá-las.

Não sei como, mas vou ter que controlar a minha compulsão, e fazer a minha mãe levar um estilo de vida mais saudável, se exercitando e parando de fumar. Isso pode envolver algumas brigas e desentendimentos, porque minha mãe não gosta que chamem a atenção dela, mas eu sei que ela também procura as desculpas dela pra fazer as burradas que faz, e que fez.

O ENEM foi cancelado, e eu sinceramente não to nem aí.


Abraços e até a próxima.