sábado, 26 de dezembro de 2009

No dia do amigo secreto...



Eu cheguei cedo, não podia me atrasar, pois tinha que encontrar meus colegas e minha gerente, porque eu não tinha permissão para entrar no shopping sem minha gerente, ainda não tenho o papel de autorização, e não fui fazer a minha provisória. Me comunicava pelo celular com os colegas, até que eles perceberam minha situação: Eu estava perdida no estacionamento daquele shopping, e naquela hora eu estava entrando em pânico, porque não via ninguém, e não sabia como ir para o outro lado do shopping por fora. Quando eu ia começar a chorar, ele se prontificou a ir me encontrar, sei lá onde eu estava. Parei no meio do estacionamento, meu suor causado pelo nervosismo se misturou com a chuva que caía, ainda fina, mas suficientemente forte pra me deixar com a roupa completamente úmida. Quando eu o vi, e ele viu que eu o vi, ele parou em baixo do telhado e me esperou, obviamente fiquei com medo de ter irritado todo mundo. Mas ele deu risada, se era falsa ou não, não sei. Pedi desculpas e fomos caminhando. Quando chegamos no lugar certo, por sinal o oposto de onde eu estava, me escondi atrás dele como uma criança envergonhada –de fato eu estava- como se isso fosse fazer com que o resto do pessoal não me visse. Todos riram, eu ri e pedi desculpas.Mas a maquiagem, o perfume e a minha calma tinham ido embora. Eu estava suada, úmida, com vergonha e nervosa.
Na hora de entregar os presentes, a vez e a voz desse colega, o mesmo que foi me catar no estacionamento: “O meu amigo ou amiga secreta é uma pessoa muito legal, é nova aqui e muito querida (blablablas típicos dessas situações), e... É uma pilha de nervos.” Quando ele disse isso todo mundo falou meu nome. Dei uma risada sem graça, levantei, dei uma abraço, recebi um beijo na minha bochecha suada e vermelha, agradeci, dei um gritinho quando vi meu presente (o pôster do filme De Volta Para o Futuro). E o resto do dia transcorreu tranqüilo, marcado por uma manhã onde depois de muito tempo, o pânico quase conseguiu me dominar novamente.

E de repente toda insegurança ligada ao peso voltou, mas eu estou bem e sei que tudo vai dar certo pra mim.




Desejo a todas um feliz natal, e caso não nos vejamos até o ano novo, espero que 2010 seja um ano de crescimento e aprendizagem pra todas nós, espero que aproveitemos ao máximo os momentos alegres que com certeza teremos de enfrentar, e que não desanimemos quando aparecerem problemas e momentos difícil, que fazem parte da vida de cada ser humano. Podemos aprender com eles, ou nos enterrar neles, a opção é nossa.

AMO VOCÊS.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Sinais de uma personalidade



Eu não sou a rainha do controle e do fingimento, isso vocês bem sabem. Obviamente no trabalho as coisas deveriam ser diferentes, e foram. Eu me controlava mais e não tinha compulsões. Porém agora, meu nervosismo e minha falta de controle são motivos de graça entre o pessoal. “Imagina se a Marcy tomasse café como ela não seria!” Disse um colega gente boa. Eu tomo café, na verdade... Calma... é a expressão que eu mais ouço, meus chefes por sua vez, vivem dizendo pra eu ficar tranqüila. Preciso ser mais calma, preciso. E vou.

Fora o susto com o apelido... Vocês sabem que meu nome não é Marcy, nem Márcia, portanto é só aqui em casa e por vocês que eu sou chamada de Marcy, e o Y foi uma frescura a parte que eu coloquei. Esses dias minha chefe me diz: “Tem uma caneta aí Marcy?” Imaginem se não gelei ao ouvir alguém me chamando pelo apelido familiar e secreto? Depois novamente... Marcy... Na verdade, eu sou mesmo a Marcy, essa dos blogs, das vitórias e dos medos, das conquistas e dos tombos.

No momento estou com uma tpm terrível, seios doendo, uma vontade incomum de comer, intolerância e irritação. Mas no fundo, me sinto um ser humano privilegiado. Por vezes confesso que vontades envolvendo cortes me cercam, mas tenho resistido a isso. Fora isso, sempre vou ter que conviver com o fato de que mudo de humor de minuto em minuto, e tenho vontades e manias consideradas estranhas.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Constatações(?)


Nesse pouco tempo trabalhando eu pude constatar que uma suspeita minha era realmente verdadeira: As minhas compulsões tem a ver com o meu tempo ocioso. A culpa, idem. Nos dias corridos de trabalho consigo me alimentar ‘normalmente’ (o normalmente significa aquele de tudo um pouco), não tenho aquelas compulsões gigantes e nem aquela culpa depois de comer, porque afinal, eu estou me alimentando, e não engolindo simplesmente. Uma calça apertada agora ficou normal em mim, isso me deixa muito feliz, muito mesmo. Mas basta uma folga que a compulsão aparece. E parece que meu organismo desacostumou com aquele monte de comida de uma só vez, porque sinto dores quando tenho compulsão, no estômago, que vem seguido de um enjôo terrível, e logo depois recorro aos laxantes, infelizmente não abandonei esse hábito. Cheguei a passar mal no trabalho, não esperava que eles fossem fazer efeito tão rápido, mas passou e ficou tudo bem.

Perdi certos pânicos e criei outros. Para a garota que não conseguia andar de ônibus sem ter um ataque de nervos antes, pego 3 ou 4 por dia tranquilamente, mais dois trens, e lido muito bem com isso. Para a garota que antes não tinha medo de assalto nas ruas, porque nunca tinha presenciado algo do tipo, voltar pra casa no escuro depois de ver um homem sendo rendido na rua afetou um pouco essa falta de medo, talvez eu fosse só uma alienada antes que não tinha noção de como eram as ruas, pois bem, agora eu tenho.

Uma coisa que tem me irritado são os coroas e velhos tarados que passam lá na livraria e vem me falar bobagens. Eu sinto um nojo inexplicável, uma ânsia de vômito. Vem desde tiozões perguntando o horário que eu saio do trabalho, até velhos fazendo piada de duplo sentido na hora de colocar o cartão na máquina. Isso é uma ofensa pra qualquer mulher, ser tratada como uma vadia, como um objeto ou produto, só porque se está do outro lado do balcão. Pior é nem poder mandar esses montes de lixo à merda. Mas enfim, não são esses seres dependentes de viagra que vão estragar minha vontade de continuar e não desistir, porque agora, eu ganhando o meu salário, tudo parece mais viável, a oportunidade de pagar um cursinho, ou fazer algum outro curso, porque por mais que eu ame aquele lugar, e quero continuar ali por pelo menos um ano ainda, eu desejo progredir, fazer faculdade e arrumar um emprego que me pague melhor. Só o fato de já ter uma ocupação me deixa melhor.

Aliás, fiz o ENEM, só me resta esperar, nem levei as provas pra casa, porque saí pelas 16:00.

Acho que falei demais...
Misture saudade e tudo mais, só pode dar em post grande.


Abraços enormes.