sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Chegou, passou, já é.


Último dia do ano... E que ano que foi 2010!
Posso dizer que esse foi o ano em que comecei a me descobrir de verdade, mudei em alguns aspectos, abandonei algumas ideias pré-concebidas que carregava comigo há muito tempo, me livrei de velhos traumas, me permiti viver um pouco. Emagreci cerca de 15 kgs de janeiro até o dia de hoje, mas esse é só o começo, afinal, quem me conhece sabe que estou acima do peso de verdade, mas o peso que falta eu sei que eu vou eliminar nos próximos meses, sem correria, sem pressa, porque agora, diferente das últimas vezes, vai ser pra sempre.

Como para qualquer pessoa, não foi um ano só de alegrias. Chorei, chorei muito, e é provável que chore novamente pelos mesmo motivos pelo resto da minha vida, porque é uma culpa que vou carregar comigo, o fato de ter falhado nessa missão que me foi dada, mas tenho muitas boas lembranças, e afinal de contas, minha avó está viva e ainda vou aproveitar bons momentos do lado dela. E quando eu chorar novamente, quando a minha consciência pesar e gritar eu vou ter de aguentar, e tomar isso como lição, pra ser mais forte em outras situações. Essa é uma daquelas coisas com as quais eu terei que aprender a conviver.

2011? É AMANHÃ!E eu vou continuar fazendo as coisas do meu jeito, tentando mudar pra melhor, aprendendo e vivendo.

Desejo à vocês tudo de bom, e que a maioria dos dias seja motivo para comemoração, e peço que lembrem, nos dias ruins, que sempre haverá um dia seguinte, como um novo ano, um recomeço.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Novo ciclo


Pra falar a verdade, não sei bem por onde começar. Tenho uma notícia ótima, uma notícia maravilhosa. Em março começam as minhas aulas na faculdade. *_* Prestei vestibular pra uma universidade particular, passei e vou cursar Letras. To muito feliz com isso, apesar de ter que apertar, e muito, as contas aqui em casa. Minha mãe topou me dar uma ajuda de custo e lá vou eu. Estou pronta pra começar um novo ciclo de esforço, alegria e sucesso.


(Sei que já postei essa foto da Audrey, mas esse momento do filme -A Princesa e o Plebeu ou Roman Holiday- representa o que estou sentindo.)


Por outro lado, vocês sabem que eu trabalho em uma livraria/megastore, e devo dizer que nunca estive tão cansada/esgotada/estressada. Tenho colegas maravilhosos, as melhores pessoas que eu já conheci –pessoalmente- na vida estão lá, pessoas que me ajudaram de uma maneira ou de outra, me libertando de traumas, me mostrando que eu posso despertar bons sentimentos nas pessoas que me veem como eu sou. Mas quando você tem uma gerente burra, infantil e incompetente que mistura vida pessoal com trabalho, aí a coisa fica meio difícil. Exigem horas extras de você que não são pagas em dinheiro, daí você entra pro banco de horas mas sempre que quer as suas folgas de direito existe algum probleminha que faz você adiar a folga pra um dia que não chega nunca. Sinto que estou nos meus últimos meses ali, não dá mais, pra mim, pra empresa, chega. Vou levar as coisas por uns tempos ainda, por questões financeiras, mas depois chega, eu consigo e mereço algo melhor do que isso.


Obrigada pelos comentários, vocês são as melhores! Amo vocês.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Picos

Essa coisa estranha de viver sempre em extremos. Em um dia me sinto no topo do mundo, a um passo de conquistar coisas maravilhosas, para no dia seguinte, me sentir um lixo e acabar chorando na frente da primeira pessoa que me perguntar se aconteceu alguma coisa.
Por mais que eu pense/tente levar uma vida normal, a verdade é que, ou de normal eu não tenho muita coisa, ou os supostos normais conseguem levar seu lado problemático melhor do que eu.
Eu decepcionei a minha vó, vivo decepcionando a minha mãe, a minha irmã e a mim mesma, afinal, que nome recebe uma pessoa que reclama tanto mas tem força e/ou coragem para mudar tão pouco?

Você deve até pensar que eu to triste agora, pelo tom do post, mas não, estou bem. Ou já estou me acostumando.


Mariana, obrigada pelos comentários sempre animadores.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Coisas que realmente importam

Eu fui ao bendito casamento da minha prima, que aliás, estava perfeita. Emagreci pouco mais de 2 kgs, mas ninguém percebeu, mas estava tão triste pela minha vó que isso ou o casamento se tornaram coisas pequenas. Uns dias antes ela tinha passado mal, e não consegui ir visitá-la. Ela está com infecção urinária forte, estava com pus na urina e falta de ar. Isso acabou comigo. Mas eu fui ao casamento sem ter ido ver a minha vó, pela minha mãe. Completei um ano de empresa semana passada.
O casamento foi lindo, lindo mesmo. A noiva estava perfeita. Meu tio, quer dizer, ele foi casado com a minha falecida tia, não tenho nenhuma ligação com ele, comentou que mesmo depois de arrumar emprego eu não perco a barriga e continuo gorda, e deu uma risada alta. Minha tia com quem tive que dividir a mesa só fez passar vergonha. Na igreja tirava fotos com aquela bendita câmera digital sem tirar o flash, o que já haviam pedido para não fazerem. Chamaram um juiz para fazer o casamento civil na igreja, e quando a escrivã leu ‘comunhão parcial de bens’ ela cutucou o marido dela falando: “Eu não te disse?!” Ela quase derrubou um daqueles iluminadores dos fotógrafos. Já no salão onde ocorreu a festa, primeiro, o marido dela se jogou no buffet, sendo que as pessoas só se dirigiam ao buffet depois que os noivos passavam na mesa cumprimentando as pessoas. Assim que eles vieram na nossa mesa e ela os cumprimentou, ela e o marido -de novo- se mandaram para o buffet, quando fomos tirar a foto da nossa mesa... “Cadê a tia?” Tivemos que tirar ela da fila do buffet pra bater uma foto. Depois da foto um dos organizadores veio e disse para nos sentirmos a vontade e nos dirigirmos para o buffet, mas ela claro, já estava lá. Depois ela se engasgou. E quando vieram recolher os pratos ela foi entregando as colheres de sobremesa, mas essa ainda não havia sido servida. Ok, essa eu até entendo, afinal aquela colher estava lá parada, mas eu deixei a garçonete pegar as coisas da minha mesa, e não fui atirando tudo nas mãos dela. Para finalizar, ela e o marido levantaram a toalha de mesa pra ver de que material era feita, porque parecia ‘muito mole’.
Mas hoje eu estou tão, tão feliz, porque depois de voltar de viagem, passar 7 horas dentro de um ônibus, cheguei em casa, troquei de roupa, e benza Deus, consegui ir visitar minha vó, dar um abraço nela e conversar, e prometi, uma promessa real que vai ser cumprida, que nas minhas folgas semanais eu vou ir visitá-la. Ela está sem apetite, tem enjôos e não consegue se alimentar direito, mas eu acredito na força dela, e só quero que ela fique confortável, porque essa mulher batalhadora já enfrentou muita coisa difícil dessa vida. E é à ela e à minha mãe que dedico todos os meus sorrisos e minhas vitórias.


sábado, 30 de outubro de 2010

Uma Personalidade Confusa


-Tu adora te rebaixar né?
-Ah, para de falar como a minha mãe e minhas amigas, por favor né.
Virei as costas e saí.
Continuei minhas tarefas e ele as dele.

Mais tarde...
-Tchau.
-Tchau. Até mais.
-Me dá um abraço Marcy.
Trocamos um abraço, posso dizer que foi o mais estranho da minha vida. Enquanto meu cérebro se perguntava o motivo e achava aquilo estranho, eu simplesmente o abracei sem hesitar.
-Por que? É porque tu...- Desisti de terminar a frase, mas eu queria perguntar se ele tinha pena de mim por eu ser esquisita.
-Viu só? Não to dizendo?

Eu sou uma imbecil. Acho que ele é meu amigo, de verdade. Não por pena, comodismo ou interesse, mas por algum desses motivos que tem essa coisa que envolve amizade verdadeira.


Há algum tempo atrás eu contei do vestido que iria, ou melhor, vou usar em um casamento, alguém lembra? Ele está quase pronto e está lindíssimo, amei, e até me adorei nele! Achei uma echarpe linda que cobre meus braços. O ponto complicado é que tenho 15 dias pra aprender a usar salto. Estou com um saltinho agora, pra começar, mas queria chegar ao nível saltão fino de uma vez.
Beijos e Abraços!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Nos adaptar(?)

Vamos combinar, vivemos em um mundo bem louco, como não nos tornarmos loucos então? Se você tem cabelo crespo, pode aderir a chapinha ou a uma escova japonesa/marroquina/progressiva, tornando seus fios lisos e sem volume. Se você tem cabelo liso, que tal ler aquele artigo que ensina um penteado que dá volume aos cabelos, ou pode também aderir ao babyliss para ter cachos saltitantes na cabeça. Se você tem cabelos ondulados, pode fazer chapinha seguida por babyliss para ter um penteado charmoso e definido.
Se você tem seios grandes aposte em roupas que disfarcem essas tetas enormes que você arrasta consigo. Se você tem seios pequenos, jogue todas as suas fichas em sutiãs com bojo gigantesco.

As revistas poderiam trazer na capa os destaques de matérias como “Aprenda a Ser Artificial”.
E que tal o seguinte artigo:
“Finalmente entrou em um manequim 38? Foda-se imbecil! O número da vez é o 34! Trate de se olhar no espelho e sentir-se o maior lixo, em seguida procure o método mais rápido de chegar ao tão sonhado 34 destruindo-se, e todos a sua volta também!”


Ao ligarmos a TV:
“Hey você aí em casa! Pare agora mesmo tudo que está fazendo e adquira já a cinta redutora que quebra as suas costelas, deixando a sua cintura fininha! E se você ligar agora mesmo para o número que está aparecendo no seu televisor, você leva grátis um gel ácido redutor de medidas e um estilete para você descontar na pele quando estiver angustiada e se der conta de que você nunca estará dentro dos padrões. Aproveite essa oportunidade, ligue já!”


terça-feira, 19 de outubro de 2010

Gritos...Impulsos...

Nos encaminhamos para a plataforma do metrô. Era a hora do rush. Pessoas e pessoas. Eu caminhava sempre um pouco atrás. Eu estava meio arrasada naquele dia. Havia tido um ataque de choro no trabalho, não pelo fato de uma colega ter reclamado da minha estupidez- que é só com ela, visto que não suporto aquela pessoa vulgar-, nem pelo fato de ter levado um puxão de orelha do chefe depois de ter urrado um palavrão ao derrubar um telefone. Amanhã mudo minha postura e isso tudo passa, mas não sei, estava meio sei lá. Fora o fato de ter perguntado pra minha gerente se ela estava com gripe, e ela, com a maior cara de brava disse que não, apenas não havia dormido na noite anterior. Ok. Não consegui finalizar meu trabalho e me mandei assim mesmo.
Voltando a plataforma do trem... O trem veio chegando, eu disse pra ele entrar que eu ia esperar a multidão se matar e entraria em seguida. Escolhemos o vagão mais vazio, não tinha multidão, fingi que ia no impulso mas não, esperei todo mundo entrar.
-SENTA AQUI DO MEU LADO, TEM LUGAR!
-NÃO!
-POR QUE? SENTA AÍ!
-MEU QUADRIL É MUITO GRANDE!
-SENTA AÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍ DE UMA VEZ!
Sentei.
-To te amassando né?
-Escuta guria, tu quem tirar essas coisas da tua cabeça.
-Se eu não to te amassando to amassando a pobre coitada aqui ao lado!
-Tá na hora de parar com essas paranóias. Mas quem sou eu pra dar conselhos? É o sujo falando pro mal lavado.

O que as pessoas querem dizer com isso tudo? Mas afinal, sentada, o metrô inteiro ficou sabendo que eu tenho problemas com meus quadris. Mas é legal ter essas pessoas malucas por perto que me fazem fazer isso.


Fora isso nada mudou desde o post passado. To afundada no mesmo monte de lixo. Eu sou o tipo de pessoa imbecil que comete os mesmos erros todos os dias, e nunca aprende. E acho que toda essa coisa de transtornos alimentares está começando a interferir no meu trabalho, já não bastasse todo o resto. Acho que seria mais digno me demitir ao invés de esperar eles fazerem isso, depois que, ah, essa parte esqueci de comentar no começo do post, troquei toda a exposição dos livros de gastronomia por livros de dieta.

domingo, 17 de outubro de 2010

Like a Storn


Gosto daquela hora que antecede um temporal, sabem? Quando esfria de um momento para o outro, começa um vento forte, o céu escurece. Parece um pouco com a minha vida, e de repente, tudo desmorona.
Eu sei que eu sou um pouco ingrata, aquela velha história de que tenho uma família, –que eu não valorizo- amigos, saúde, – da qual eu não cuido- um emprego e internet em casa. Essa última foi uma piadinha pra deixar as coisas mais leves.
Na semana passada perdi minha carteira com todos os documentos dentro, RG, CPF, título de eleitor, cartão do convênio, ticket alimentação, tudo, tudo, inclusive meu querido crachá do shopping. E mais ou menos R$8,00. Isso foi no domingo. Na quinta-feira, quando eu já tinha perdido todas as esperanças, já tinha regiatrado o BO, recebi uma ligação da administração do shopping onde eu trabalho, e lá estava minha carteira. Eu dizia pra todos: “Eu sou abençoada!” “Sorria! Você está olhando para uma pessoa de sorte!”
Dois dias depois, eu estava chorando dentro do metrô, me sentindo o mais infeliz e sujo dos seres, e não por um motivo especial. Mais tarde uma colega perguntou qual era o problema comigo, eu disse que não havia nenhum. Afinal, o vazio não é um problema, se fosse um problema, poderia ser resolvido.

sábado, 9 de outubro de 2010

Vou Seguindo Sem Parar…Nesta Louca Estrada O Meu Destino Não Tem Nada a Mais Que Uma Carona Nesse Mundo a Mil

Carona
A Gente Pega e
Não Escolhe Onde Vai Parar
Parando
às Vezes Se Aprende
O Quanto Se Pode Andar


Carona- Cidadão Quem

Estávamos no carro dele, aquela carona tinha sido muito bem vinda. O celular tocou, o dele. “Vamos pegar a minha mãe ali no centro, pode ser?” Gelei. “Ok. Eu sou meio tímida tá bom? Ainda que não pareça” A mãe e a irmã são um amor, de verdade, daquelas pessoas que te causam simpatia de cara, mas acontece que eu não consigo ter muito assunto nessas ocasiões. Chegamos em frente a minha casa. Me lembro de ter dito tchau e ter apertado a mão dele, mas eu não sei se eu olhei pra mãe e pra irmã e disse ‘tchau, foi um prazer’, como ele disse pra minha mãe. Eu quase saltei do carro. Obviamente estou me sentindo um lixo, uma palhaça caipira, e não sei quando vou, ou se vou, pegar outra carona.
Pense bem, eu não estava fazendo nada errado, eu poderia ter agido normalmente e conversado como um ser humano civilizado, ao invés de parecer uma pateta antepática e estranha.
Isso só mostra que aquela Marcy das crises de pânico que eu achei que tivesse ido embora, continua aqui.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A cada dia que passa, tudo que eu sinto ao perceber que não consigo fazer, e nem fiz o que deveria, é um vazio.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Contradição de atos, pensamentos e sentimentos

Ou seja lá o que for.

Tudo estava conforme dito no post passado, tá ruim, mas tá ok. Aí então, sou tomada por uma crise de asma terrível, faltei no trabalho e achei que ia morrer sem respirar em casa. Remédios tomados, perdi as contas de quantos tomei, tremedeira, e aquele medo de morrer, quando o ar entra pela suas narinas, mas parece que dali não passa, não chega ao seu pulmão, você respira mas não respira, não ganha ar. Só consegui chorar de desespero depois de tudo aquilo. Creio já ter comentado esse sentimento contraditório outras vezes aqui nesse blog, o fato de, dia após dia eu me destruir, me por em risco, não me cuidar, aí quando acontece algo assim o medo de morrer, sendo que tantas vezes já me submeti a riscos com lâminas e comprimidos que poderiam ter me levado a morte sim, ou a uma infecção grave em um membro mutilado por um objeto afiado e enferrujado. Enfim, o que isso tudo quer dizer?

sábado, 25 de setembro de 2010

Basta fazer planos...

...Para que eles saiam errados.

É, estava indo tudo mais ou menos em relação a comida, então eu coloquei planos de mudança e comecei a comer compulsivamente. Meus planos pra próxima semana? Adivinhem só? Não tenho plano algum.

Fora isso tudo vai bem. As vezes as coisas vão a mil por hora, as vezes, devagar, quase parando.
No trabalho tudo vai ficar diferente, agora que um dos chefes, o único neutro que não deixava-se molhar por puxa-sacos, pediu demissão, espero evoluir e pedir a minha em algum momento também.

Dá pra dizer que o ano está quase chegando ao fim? O tempo passa, corre.
Sou eu, novamente, a garota dos laxantes.




segunda-feira, 20 de setembro de 2010

♫Corra muito além da escuridão, corra, corra!♫

Ok. Já há algum tempo resolvi colocar uma pedra em certos problemas que citei aqui no passado. As primas lindas e algumas humilhações ao lado delas. Fui a almoços, conversei, e assim, por impulso, aceitei ir no casamento de uma delas em novembro. Essa em questão, não está na lista que me humilhou, mesmo que sem querer. E nesse último domingo que passou, fui em um almoço, onde a família iria se reunir pra encontrar uma prima que acabara de voltar da Espanha com sua filha, que todos ansiávamos em conhecer. Foi um dia bonito, daqueles bons mesmo. Conversa vai, conversa vem, acabamos no casamento, e nas roupas a serem usadas. Venho quebrando minha cabeça com isso. Não vou me expor e entrar em uma loja pra sair de lá me sentindo um lixo podre repleto de vermes, lembrando o que aconteceu ao tentar comprar uma roupa para a minha formatura do Ens. Médio, a qual não compareci. Minha mãe anda inspirada, e comprou uma máquina de costura, e diga-se de passagem, fez algumas peças lindas. Estou com 16 revistas de roupas e costuras. Manequim, Molde&Cia, Moda Moldes, etc. Escolhi algumas peças que ficariam bem em mim. Dessas revistas, pelo menos 8 vem com reportagens de roupas tamanho GG. Dentre todas essas reportagens, tudo que vi foram roupas que marcavam demais a mulher acima do peso, algo que seria ridículo. Felizmente há uma diversidade de peças para pessoas ‘normais’ com diversos tipos de corpo, o meu é oval.
MAS POR QUE EU TO ESCREVENDO ISSO TUDO MESMO?
Ah, é, o casamento é dia 14/11, e até lá, resolvi fechar a boca um pouco, talvez isso seja regredir, voltar a fazer besteiras, mas eu não quero me sentir humilhada, quero ao menos emagrecer um pouco.
A cor da roupa? Preta, pra disfarçar, e algo que cubra os braços
.

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Outro dia me perguntaram que raio são essas marcas no meu braço esquerdo. Disse que foi um pequeno acidente doméstico e desconversei. Depois eu fiquei pensando... Acidente, de todas as palavras do dicionário, é a que menos define isso.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Um Momento

Éramos três garotas e uma garrafa de 1,5 litro de vinho aproveitando um feriado no parque. Amigas. Colegas de trabalho. Conversa vai, conversa vem, vinho, fofoca, palavras. Já havíamos falado sobre trabalho e afins, até que entramos no assunto “nossas vidas”. Mais vinho pra embalar. Começamos a falar sobre adolescência. A garota tranqüila de bem com a vida. Aquela que teve uma fase rebelde e contou que na adolescência foi parar no pronto socorro depois de beber todas, ainda adolescente. E eu. Quando dei por mim estava falando que já tomei muitos antidepressivos que a medicina usa, que até poucos meses atrás comia e vomitava, ou então me entupia de laxantes. Em um dado momento quando estávamos quase dançando no meio do parque cheio de gente saudável fazendo suas corridas, caminhadas e tomando um chimarrão, falávamos de segredos e diários. “Eu nunca tive diários, mas desde os 13 anos escrevo em um blog.” Não, não dei o endereço do blog nem nada, nem me arrependi, foi bom falar aquilo tudo, ser verdadeira, não me sentir julgada ou analisada.

Pela segunda vez em sete dias percebi que o álcool tem uma facilidade de me deixar embalada, solta, preciso tomar cuidado com isso. Na semana passada fui em um bar com alguns colegas do trabalho, e quando um colega que me esperava na porta do banheiro perguntou se eu estava bem acabei sendo estúpida com o pobre guri. “Eu detesto quando me tratam como se eu fosse criança”, foi o que ele disse que eu falei pra ele naquele momento. Mas isso não é uma mentira, estão todos sempre me tratando assim.

Obrigada a todas vocês que permanecem comigo até hoje, e também aquelas que conheço a pouco tempo. Vocês são muito importante pra mim.

P.S- Mariana, obrigada novamente pelas palavras.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Decisões

O celular tocou, número privado, eu sabia muito bem que ligação era aquela, minha mãe havia dado o recado, eles já haviam ligado no dia anterior, mas eu estava trabalhando.
Atendi. A empresa concorrente da qual eu trabalho me chamou pra participar de um processo seletivo. Carga horária de oito horas e vinte minutos e o salário é um pouco mais que o dobro do que eu ganho na empresa onde trabalho atualmente, com carga horária de 6 horas. Ok. Eu vou. Comecei a pensar, pensar, pensar, pensar e pensar. Sim, o salário é uma beleza, e eu estou precisando de grana, mas não, eu não quero trabalhar lá, ainda não. Pretendo estudar ano que vem, e essas duas horas a menos de trabalho que eu cumpro atualmente fazem a diferença sim. Outra coisa, que eu não queria que tivesse acontecido, mas que me fez tão bem, é que acabei fazendo amigos onde estou agora, e passo momentos tão bons com eles (alguns difíceis, é verdade), não quero sair de lá agora, eu disse agora, porque em um ano talvez eu deixe meu currículo lá, na concorrente, novamente. Mas sabe, vou fazer a tal prova deles, pra ver como me saio, e pra não dar um bolo neles, até pedi folga nesse dia. Levantei as mãos e disse: “Seja o que Deus quiser.”

Acho que isso é um capítulo daquela história de tomar decisões, e saber o que é melhor pra você mesma.



sábado, 28 de agosto de 2010

Não sou uma velha Rose

Eu rezo, mas sem fazer preces. Meu coração pede e deseja paz. Ás vezes falo com Deus, acredito que ele me ouve, tem horas que me manda uma luz, e eu fico grata.
Tem coisas que acabam comigo... Essa casa, essa cidade, esse bairro, essa casa, esse Eu. A incapacidade de tomar uma atitude sem antes dar uma enlouquecida. A indecisão. O apego. A culpa. Ah, essa culpa. Eu queria deitar na cama sem a certeza de acordar amanhã, dormir em paz, quentinha na cama, como uma Rose em Titanic. Mas a vida não é um filme, talvez não, e eu ainda não sou uma velha senhora.
Queria não deixar minha mãe triste, nem ter magoado a minha vó, nem me irritar tão constantemente com a B., minha quase irmã que agora mora comigo e com a minha mãe.
Eu prometo amanhã esquecer e rir.
Até essa história de querer emagrecer e ser magra ficou em segundo plano, tem horas que até esqueço isso, só queria... ser feliz.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Os dias correm

Enquanto eu caminhava, meu amigo ria das capas das revistas que eu havia comprado... “Estresse engorda?” “Como se livrar da depressão sem remédios.” Ele disse que eu estava passando por uma fase pela qual ele passou há algum tempo atrás, e que eu deveria aproveitar até isso, porque depois passa.
Eu não quis dizer pra ele pra ele não vir com velhas histórias de se ajudar, mas eu estou nessa fase há anos, ANOS! Assim como eu sei também que só quem pode reverter isso sou eu, como quase já o fiz não tem muito tempo.

A verdade, é que talvez eu apenas tenha que descobrir uma maneira de canalizar minha ansiedade, meu estresse, meus medos e minha atual e gigantesca raiva. Mas eu disse talvez. Eu ainda tenho muita esperança, apesar de não aparentar, e de eu mesma duvidar disso em alguns momentos difíceis.


Dolce Vida e Mariana, obrigada pelos comentários. Apareçam quando quiserem.

Obrigada à todas pelo apoio de sempre.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Quando o tédio dá lugar a sobrecarga e ao cansaço

Escrito em 01/08.

Dezenove anos completados no dia 25/07. Recebi scraps, e-mails, sms, ligações(Andie, a tua ligação me deixou muito feliz, quase não sabia o que dizer). Continuo a mesma Marcy, os mesmos conflitos, o mesmo tudo e o mesmo nada. Teve uma ligação que doeu tanto, que me fez chorar, foi uma ligação que eu não recebi, a ligação da minha vó. Se Deus existe, ele sabe o tamanho do meu arrependimento pela forma como tratei ela nos últimos meses em que ela esteve aqui. Basta procurar aqui nesse blog, há mais ou menos um ano, as minhas reclamações, minhas queixas, minhas explosões. Eu não soube lidar com ela nesses últimos meses, e como eu disse, se Deus existe, ele sabe o tamanho do meu arrependimento, e da minha dor.
Não é com orgulho que digo que tenho algumas cicatrizes novas nos braços, ou que minha vontade era continuar brincando com aquele estilete no braço. Mas por isso nem choro, choro ao pensar, choro ao entrar na minha memória.

10/08
Estou cansada, morta de cansada. Nauseada, estressada, caindo pelos cantos. Demitiram duas gurias do meu setor e outra pediu demissão, e a outra já havia sido demitida, sobrou eu e outra menina fazendo o trabalho de seis pessoas, além do cansaço corporal, tem o cansaço mental, emocional ou sei lá o que. Não agüento mais ser responsável por uma quantia enorme de dinheiro até o final do expediente, sendo que qualquer problema, quem responde? Eu!
Até uns meses atrás, eu tinha certeza do que queria, jornalismo, escrever, etc e tal, hoje, sequer penso em me inscrever pro vestibular, primeiro porque não estudei, segundo porque não faço a mínima ideia do que eu quero. Também não consigo economizar dinheiro. Quem diria heim dona Marcy! Posso até pegar os e-mails que mandei pra algumas de vocês, ou talvez relembrar conversas no msn onde eu tanto condenava a minha mãe, que ganha um ótimo salário (bem mais que eu, é verdade) e sequer tem dinheiro para me pagar um cursinho! Agora cá estou eu, dia 10, me segurando de todas as formas pra não gastar os R$50,00 que ainda tenho na carteira. A verdade é que não ando com ânimo para coisa alguma. Cafeína já não resolve meus problemas de cansaço, me indicaram um tal de guaraná cerebral, mas o que me disseram é que ele dá fome também. Legal né?
Fui visitar minha vó esses dias, ela quase chorou quando me viu, eu idem. Na saída ela pediu pra que eu não me preocupasse que ela estava bem. Queria acreditar.
Eu engordei sim, é verdade, mas sinceramente...
Vou nessa.

sábado, 17 de julho de 2010

♫ Foi pouco tempo mas valeu, vivi cada segundo...♫


Vivo em altos e baixos. Minhas emoções, na maioria das vezes, oscilam com ou como o meu peso. Já tentaram definir doenças pra o que eu vivo, vários nomes surgiram: Bipolar, Borderline, depressão, stress, enfim, a verdade, é que não tem como me definir, porque eu sou muitas. Várias Marcys vivem em mim, quando elas resolvem se confrontar é que a coisa fica tensa, mas acho que é possível me acostumar e tirar o melhor de cada uma, até mesmo daquela que me coloca lá pra baixo, afinal ela já me gerou bons textos, alguns desenhos legais, assim como a Marcy animada me gerou ótimas situações, a Marcy irritada mais coragem, enfim. Sou tantas em uma só, sou o que sou.
Eu ainda tenho um longo caminho seguir, mas quer saber cara, cada dia é um novo dia, eu tenho uma nova chance sempre, e só isso faz todo dia ser uma vitória. Os vômitos, as compulsões, as lágrimas e os sorrisos se misturam, fazem parte, feliz ou infelizmente.

Quinta-feira, 15/07, fui no melhor show que já assisti na minha vida. Pouca Vogal, uma das melhores coisas que eu tenho ouvido nos últimos tempos.
Encerro esse post com a letra de uma música do Duca Leindecker- faz parte do Pouca Vogal, junto com o Humberto Gessinger-, e uma foto que eu tirei deles, no caso, só do Duca, que eu amo. A foto ali em cima eu tirei no Parcão em Porto Alegre.

O Amanhã Colorido

Olha a luz que brilha de manhã
Saiba quanto tempo estive aqui
Esperando pra te ver sorrir
Pra poder seguir
Lembre que hoje vai ter pôr do Sol
Esqueça o que falei sobre sair
Corra muito além da escuridão
E corra, corra!
Não desista de quem desistiu
Do amor que move tudo aqui
Jogue bola, cante uma canção
Aperte a minha mão
Quebre o pé, descubra um ideal
Saiba que é preciso amar você
Não esqueça que estarei aqui
E corra, corra!
Azul, vermelho
Pelo espelho
A vida vai passar
E o tempo está no pensamento
Olha a luz que brilha de manhã
Saiba quanto tempo estive aqui
Esperando pra te ver sorrir
Pra poder seguir
Lembre que hoje vai ter pôr do Sol
Esqueça o que falei sobre sair
Corra muito além da escuridão
E corra, corra!
Azul, vermelho
Pelo espelho
A vida vai passar
E o tempo está no pensamento
Duca Leindecker. Mestre.

segunda-feira, 5 de julho de 2010


Tenho ouvido que eu emagreci, isso de fato de deixa feliz, naquele momento. Ouvir de um dos meus chefes e de alguns colegas faz bem sim, mas claro que não é suficiente. Algumas calças estão ficando mais soltas, isso é tão bom, aquela calça que antes eu não usava porque não conseguia levantar a perna com ela de tão apertada que ela ficava, agora só com um cinto. Continuo gorda, mas acho que estou saindo da obesidade sufocante em que eu me encontrava. Levou sete meses pra isso acontecer, não quero que leve mais esse tempo pra eu chegar ao lado da magreza.
Para as pessoas que me conheceram a sete meses eu emagreci, para as pessoas que me conheceram agora, eu sou uma gorducha, ou gordinha, como quiserem, mas detesto esse “inha”. Eu quero emagrecer, preciso emagrecer, quero me sentir mais confiante.

Estou numa dúvida tremenda... Fazer ou não intensivo para o vestibular? Como eu não me lembro de nada, acho que não vale a pena, eu preciso mesmo é de um extensivo, então seria o intensivo um dinheiro jogado fora? Mas também, se eu não começar um intensivo, vou começar a fazer academia. Eu quero e preciso entrar pra universidade, mas acho que não seria crime utilizar esses últimos 5 meses do ano pra tentar desfazer alguns estragos do corpo e da mente.

Fora isso, vou levando, dou risada e sofro, alguns sofrimentos eu escolhi, porém outras maneiras de sofrimento me encontraram, coisas das quais fugia, coisas para as quais não estava preparada, parece que eu tenho o dom de me encontrar com o errado, com a frustração em algum momento, mas enfim, preciso pensar em assuntos práticos e possíveis agora.
Senhor quantas porradas preciso aprender pra deixar de me iludir?

domingo, 27 de junho de 2010

Da série língua solta.

Tem coisas que nós poderíamos optar por esquecer, conversas que poderíamos deletar, apertar um botão qualquer no cérebro, ou no coração.
Palavras que eu ouvi e disse, nunca deveria ter permitido, nunca deveria ter entrado naquela dieta na quarta-feira, nunca deveria ter desistido na quinta e tido aquela conversa, e nunca deveria ter permitido que ela desabafasse também, não sei se as coisas serão as mesmas novamente depois de alguns segredos terem saído de suas tumbas.


sexta-feira, 25 de junho de 2010

Eu odeio dietas tanto quanto odeio compulsões...

Desde já peço desculpas pela sinceridade do post...


As vezes eu me irrito mesmo, e como me irrito, com aquelas pessoas que dizem: “Poxa vida, fulano me disse que eu estou muito magra, mentira porque eu to gorda, uma porca. Depois mais 25 mil pessoas disseram que eu to magra demais, poxa, elas precisam de óculos, será que eles não notam que eu sou uma vaca?” Ninguém precisa vir me explicar o que é anorexia, porque eu sei que a pessoa se enxerga gorda e tal, mas não posso ficar alheia a isso. Também é um pouco de amargura, porque isso despertou quando uma colega disse: “Vamos perder esse pneuzinho na barriga dona Marcy!”
Há cerca de seis meses o que mais me importava e me ocupava era, exatamente nessa ordem, as compulsões, as dietas e a tentativa de uma vida. Agora eu estou vivendo a minha vida, e em segundo plano estão as dietas e as compulsões. Se eu quero ser magra? COMO QUERO!

Mas deixe-lhes contar... Eis que resolvi tomar diet shake com uma outra colega (que pra variar é magra), além daquela merda ser horrível, só servir pra me mostrar que eu não caso bem com esses radicalismos. Eu preciso mesmo é me alimentar, e isso não quer dizer comer pão de queijo, bolo e esse tipo de coisa gordurosa. Talvez eu deva mesmo me render a tão odiada por uns e aclamada por outros, a famosa reeducação alimentar.


Quanto mais eu penso em dietas, quanto mais eu tento dietas, quanto mais eu tenho compulsão.

Pensei em um plano, primeiro eu vou reduzir a uma vez por semana todas as porcarias que eu como diariamente, como uma fatia de torta da confeitaria maravilhosa, o pão de queijo da mesma confeitaria, batata frita então, não por um bom tempo, qualquer fritura não por um bom tempo. Agora, meu maior problema... Como me livrar da Coca-Cola? Detesto a zero, agora a normal...

Enfim, como diria Conrado, eu só me fodo nessa merda.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

YEAH!


Garotas, eu juro, tenho tanta saudade de vocês, não passa um dia sem que eu lembre deste canto tão amado, meio abandonado, mas amado.

Tenho duas boas notícias. A primeira, é que descobri que meu pavor de festas e companhias era devido ao fato de, por volta dos treze anos, ainda uma adolescente, eu ter ido numa dessas festas com a pessoa errada, com uma prima que na época era uma vadiazinha que me deixou de canto, e não com amigos. Foi muuuuuuuuito legal ter ido em uma festa com o pessoal, além de ter sido demais, o ambiente, a galera, todo mundo junto, eu consegui me soltar, e depois o pessoal que ia embora junto de táxi ficou esperando na porta do lugar a minha mãe chegar pra me buscar. Sim, afinal, eu moro em outra cidade. Depois disso, fui em outra festa, uma roubada tremenda com uma colega, o lugar era péssimo, só tinha pirralhada, mas no final nós rimos muito de tudo isso, ao final, outro trauma superado: Dormir fora de casa. Dormi na casa da minha colega, mais um passo a frente. Ter ido nessa festa com a galera foi uma das melhores coisas que eu fiz por mim nos últimos tempos, virei uma página e deixei certas paranóias lá em um capítulo distante.

Outra coisa! Lá na livraria onde trabalho nós temos uma avaliação de um cliente misterioso, é uma avaliação idiota, onde temos que oferecer coisas bizarras- normalmente as caixas não ganham porque não oferecemos as tais coisas bizarras- dessa vez, adivinhem quem ganhou? Eu! Hahahaha Apesar de ser uma avaliação tola, eu coloquei na minha cabeça que iria ganhar o tal broche dessa vez, fiquei feliz por mim, pela minha gerente e pela nossa equipe. Eu estava tão decidida que tive o dobre de segurança sobre mim mesma do que costumo ter, falei pra minha gerente: “Deixa comigo!”, e felizmente cumpri minha palavra. Agora que eu já me ambientei lá, estou mais segura, não sou mais a iniciante no primeiro emprego, criei certas ambições, quero crescer como profissional lá dentro, quero mostrar o meu melhor e ganhar o melhor. Adoro a minha gerente e meus colegas são pessoas agradáveis por demais.

Como está a alimentação? Ando dando umas bobeadas, to comendo muita besteirinha, ficando com uns cravos que antes não existiam, mas pra tudo tem um jeito. Preciso cuidar de dentro pra fora.

Abração!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Nem todos os poemas precisam de rima. A vida não precisa ser toda certinha.


Você agora é novidade para Você
Você é mudança
Metamorfose
O gosto da admiração é agridoce
Você tem receio
A confiança é uma eterna corda bamba
A alma respira novos ares
Você já se puniu
Agora merece uma chance
Você quer se conhecer melhor
Você quer Se amar
Amar
Ser amada
Um gesto, algumas palavras
Doces, gostosas
O frio
O medo
O calor
A vontade


É que eu não consigo me explicar direito...

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Mudança retroativa, um velho hábito que (re)aparece


Postei ontem de manhã, eu estava bem, estava feliz, iria ao parque com as colegas a parte da tarde, tudo seria lindo e maravilhoso. Não fosse o fato de começar a me dar um aperto, um desespero, um pavor de sair de casa, coisa que eu não sentia, digamos assim, há muito tempo. Resultado: Não fui, e o pior: Mandei sms pra pessoa que pra mim era mais importante encontrar lá, avisei que não iria e pedi desculpas. Adivinhem... O último número estava errado, mandei sms sei lá pra quem e a pessoa ficou lá. Como eu não atendi meu celular nenhuma vez que ele tocou lá, recebi a seguinte mensagem no orkut: “Como tu queria me encontrar lá se tu não atendeu o celular?????????” Pedi desculpas, ela disse que isso acontece, mas sei que vai demorar muito pra aceitar outro convite desses. Que merda. Outro pior: Como 5 torradas (ou misto quente, como é chamado na maioria dos lugares do país) isso quer dizer que comi 10 fatias de pão, 5 fatias de queijo gordo, 3 fatias de apresentado e muuuuita maionese com margarina. Uma dessas fazia tempo que eu não tinha.

Enfim, não sei porque estou assim, talvez a TPM ajude, mas e todo o resto? Que tristeza é essa? Que vazio é esse? Que medo é esse?
Engraçado o fato de eu me sentir prisioneira dentro da minha própria casa. Quando saio pra trabalhar, ok, sem medos ou pavores, agora quando saio pra me divertir, ou melhor quando planejo e não consigo sair, me dá um pavor, uma sensação de culpa, consciência pesada, como se eu estivesse fazendo algo errado, como se eu devesse ficar apenas em casa, me matando mais um pouquinho.Como se fosse errado deixar a minha mãe ou a Be aqui, enquanto eu estarei lá fora me divertindo, tomando um vinho, um chimarrão e jogando conversa fora. Estraguei o dia de todo mundo, o meu, o do pessoal aqui de casa e o da F. que ficou ligando pra saber onde nos encontrar ao certo.
Sabe aquele papo de que me sinto um lixo desprezível? Pois é...