segunda-feira, 22 de março de 2010

Decisões, escolhas, reflexão, amizade e presentes.


Eu ando sumida, realmente. Não tenho grandes novidades. Parei com a sibutramina porque fui parar na emergência de um hospital, ela afetou meu psicológico e meu sistema hormonal também (ou o correto é sistema endócrino?) Enfim, me afetou o corpo e a mente.

O fato de eu estar sumida não quer dizer de forma alguma que eu tenha esquecido de vocês, pelo contrário, todos os dias, em alguma situação, eu lembro de nós todas, ou de uma em especial, só que esse é um momento de decisão e reflexão pra mim. Eu falei que eu ia postar mais atitudes e menos planos, e como eu ainda estou decidindo que rumo tomar, não tem sentido vir colocar planos que eu ainda nem tenho aqui, desse jeito, acabarei postando um plano diferente a cada três dias. Mas eu garanto pra vocês que estou amadurecendo, e tentando achar o melhor caminho pra mim, só que nem isso é fácil, decidir o que e como. Assim que eu tiver notícias volto aqui. Estarei sempre passando pelo canto de vocês.

Amor.




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Mais uma coisa:

Ganhei selinhos da Lia e da Tange.

Obrigada gurias, é muito bom receber o carinho de vocês!
















Os três primeiros dedico à todas vocês que estão na luta todos os dias, que acordam e enfrentam os desafios de todos os dias, mesmo que o desafio seja apenas continuar e respirar, ou aquelas que enfrentam turbilhões, famílias, ruas e pessoas. Peço a todas que acreditem em si, saibam que merecem nada menos do que felicidade.



Este último dedico para algumas gurias em especial. Anne Darkness, Srta Vihh, Andie, Exahmia, Andy, Anna Bunny, Ana Paula e minha querida LadyPinkDandelion.


P.S-Andy, não tens mais blog?

Até!

quinta-feira, 4 de março de 2010

Causos

Ando meio instável, demais mesmo. Dou risada, choro, fico deprimida e contente em um curtíssimo intervalo de tempo. Penso em como a vida é boa e no dia em que eu terei filhos, e imagino meu corpo morto e uma maneira de findar a vida que não seja suja. E depois penso em ajudar o mundo. Mas vamos a alguns fatos.




CAUSOS...



Foi na terça-feira. Eu estava sentada lá com o pessoal, de repente ouço alguém chegando. Brincadeiras, risos, eu não vi quem era, eu estava de costas, mas quando ele apareceu do meu lado vi quem era.. Apertou a mão dos caras, quando fui dar um abraço formal como sempre nele, recebi um beijo úmido e forte na bochecha. (Não gostei daquela sensação, e do fato de não poder passar a mão pra retirar a umidade, mas ao mesmo tempo gostei.) Ele sabe que de fato me conquistou, não que eu tenha ficado como uma adolescente apaixonada, conquistou meu carinho sincero, um que raramente sinto por pessoas com quem convivo. Em menos de 4 meses, nos momentos mais engraçados e mais tensos ele estava lá. Foi a primeira pessoa a me oferecer ajuda e usar um ar mais descontraído comigo. Quando ele comprou meu presente escondido eu desconfiei, porque ele não costumava se esconder, e esperou eu me afastar pra comprar. Me ajudou a escapar de um cliente assanhado com o triplo da minha idade, dizendo pro cara que eu não era muito de falar, quando eu não respondi mais os comentários do cara. Dizia que eu era desconfiada demais, e quando falou que eu ficava bem de rosa me deixou meio sem jeito. Teve um ataque de riso por minha causa em um telefonema sério. Fazia meu trabalho às vezes (o que fez com que até hoje eu não tenha aprendido a fazer certos processos burocráticos, porque ele sempre fazia pra mim. Erro feio, mas e daí?) Foi a única pessoa que eu não xinguei depois de um apertão. Eu gostei quando ele pousou as mãos nos meus ombros e apertou-os levemente. Pro resto, um olhar feio ou um xingão verbal mesmo. Ficou me atrapalhando enquanto eu falava sobre um importante livro, até que o chefe disse que na próxima ia pedir pra ele se retirar. Foi me socorrer quando eu estava perdida.. Quando eu disse que ia fumar pra aliviar a tensão ele disse que então eu fumasse maconha de uma vez , porque se é pra avacalhar, avacalha-se de uma vez. E foi um exemplo de conquista. Não sei quantas vezes ainda o verei, mas essa será uma daquelas lembranças maravilhosas da vida. Alguém ainda está lendo aqui? Acreditam que eu estava com dificuldade pra escrever no começo? Não sabia direito por onde começar... É por isso que as pessoas que me conhecem, naquele primeiro momento tem a impressão que eu sou uma pessoa calma, tímida, que falo pouco, até me conhecerem de verdade, como diz a minha mãe, às vezes parece que renovo a pilha. Poderia falar mil coisas dele, mas a principal é que ele está seguindo o caminho dele agora, aquilo que ele sempre sonhou. Nada impede que nos reencontremos um dia, eu realmente queria conviver mais com ele, mas não é uma saudade do tipo ‘ai que tristeza, não agüento.’... Não mesmo, é uma saudade daquelas que me faz grata a Deus por ter me proporcionado esses momentos tão bons, que nunca irei esquecer. Não acredito que você agüentou até aqui esse papo todo, poxa, valeu.

Hoje escrevi um desses posts que valem pelo mês inteiro, mas como provavelmente até o final dessa semana muitas coisas vão se passar, na minha vida, coisas concretas, e na minha mente confusa, virei aqui em poucos dias discorrer mais sobre minhas loucuras e minhas filosofias, e meus medos, e minhas alegrias, e minhas angústias, e o fato de que não deveria ter usados tantos ‘e’ (s)? antes dos meus e minhas. Vamos esquecer essa história do e, ou dos e(s),e vamos ficar só na mente e na vida, na vida e na mente.

Ahhh! Vocês querem saber da Sibutramina e tal?
Não vejo grandes efeitos não... Não perdi o apetite, continuo tendo fome depois de trabalhar e as minhas calças ainda não voltaram a passar deslizando pelo meu quadril. Mas vai que é questão de tempo... (Ta bom! Hahaha)

Abraços a todas vocês, lutadoras, vencedoras e especiais.


segunda-feira, 1 de março de 2010

Um toque de que?

-Oi, prazer, eu sou a Marcy.
-Oi, F.

É incrível como certas pessoas nos causam simpatia. Ela tinha qualquer coisa que me fazia sentir bem, aquela coisa de pessoa ‘legal’ no olhar.

Uma ou duas semanas depois...

F.- Agora que eu vou surtar todos os dias tu vai me agüentar?
Marcy- Claro que sim guria! Mas porque diz isso?
F.- Vou voltar a morar com a minha mãe, é a única escolha que eu tenho pra poder estudar e trabalhar. Vou voltar a tomar antidepressivos também.

Talvez o fato de que no dia em que nos conhecemos eu estava em surto, quase chorando e caindo pelos cantos, tenha dado essa abertatura. No terceiro ou quarto dia depois de nos conhecermos ela disse: 'Eu não te vi bem nenhum dia.' Mas enfim...

A partir desse momento de nervosismo tivemos uma conversa, um desabafo de ambos os lados, fazia tempo que eu não falava abertamente sobre meus problemas sem ser através de um teclado. Enchemos os olhos d’água, falamos sobre as crises dela, as minhas crises, nossas mães, nossas famílias, nossos amores, nossos problemas.Problemas diferentes, sensações tão parecidas.

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Minha vida não está nada ruim, mas não posso dizer que estou bem, tão pouco feliz, porque isso não é verdade. O que eu preciso pra mudar provavelmente não é algo que dinheiro compre, ou que esteja a um palmo de alcance ou que necessite apenas de uma mudança de atitude pra ser/acontecer, tão pouco algo que essas pílulas quase inúteis possam ajudar. É esse o grande problema, é algo que nem eu sei o que é. Contudo, eu tenho consciência de que poderia estar pior, e me sinto agradecida por aqueles que eu amo.