sexta-feira, 9 de abril de 2010

Breve...

São duas e quarenta e cinco da manhã. Você ataca três (ou foram quatro?) pedaços de bolo. Você está tomando antibiótico, mas isso não te impede de pegar uma cerveja e mandar pra dentro. Outro detalhe é que você precisa “acordar” as sete horas e se aprontar para ir trabalhar, porque justamente amanhã-que já é hoje-, você topou trocar de horário, aliás, trabalho esse que é cansativo e chato, mas que também te salva de você mesma. Você tem vontade de se machucar por fora, ver seu próprio sangue escorrer lentamente, você se apavora quando nota uma estria a mais marcando pra sempre a mesma pele que você marca com lâminas. Você parece ter medo da velhice, no entanto, e talvez por isso, não aproveita nem um momento da sua juventude. Você lamenta o passado e ao mesmo tempo quer pedaços dele de volta. Você teme o futuro, sabe que se continuar assim, assim estará, mas ao mesmo tempo você sonha estar melhor lá na frente. Você não, eu.



quarta-feira, 7 de abril de 2010


Há dias que são melhores que os outros, isso acontece na vida de todo mundo. Ocorre que algumas pessoas, que já estão abaladas de alguma forma, nos dias mais difíceis, sucumbem, se entregam. Eu já fiz isso, já me entreguei, já desisti, ah quantas coisas boas eu perdi porque não estava em um dia bom e decidi não fazer isso ou aquilo, mas tudo bem, já passou e não vai voltar, mas novas oportunidades virão.
O que eu quero dizer é... E todas as coisas que você e eu deixamos de fazer porque estávamos nos sentindo “os monstros” ou porque nos sentíamos mal em algum outro sentido? E o pior não é isso, o pior, é aquilo que vai deixar de ser feito ainda, quando houver uma crise grande e acharmos que a luta está findando de uma forma ruim. A luta não acaba, finda apenas a tristeza, quando enfrentamos os obstáculos e conseguimos reagir.

Hoje eu não estou em um dia bom, nada terrível, nenhum sentimento extremo, apenas preferia continuar deitada na cama lendo alguma obra de ficção – ou não-, mas vou seguir, vou fazer um esforço e cumprir o que cabe a mim, porque eu preciso enfrentar o meu lado negativo, pra vencer, porque eu realmente mereço.

Abraços enormes!