sábado, 22 de maio de 2010

Uma busca, um encontro, trapalhadas...

Ando ausente, eu sei. São dois os motivos de eu não vir aqui com mais frequência postar: Medo e cansaço. Cansaço porque as vezes quero chegar em casa, dar um pulo no chuveiro e deitar sem pensar em nada, ou pensar em tudo, sei lá. Medo... Bom, isso é um pouco mais complicado. To tentando me acertar comigo, tentando viver melhor, tentando me amar, e tem horas que eu acho que finalmente atingi 100% desse objetivo, o tal do amor próprio. Aí tem momentos de depressão que quase, eu disse quase, me derrubam. Uma situação, um comentário, um medo, uma lembrança, uma roupa no provador que ficou apertada nos braços. Aliás, voltei a provar roupas, coisas que eu não fazia há, sem exagero, mais de seis anos. Então, meu medo é de vir aqui, começar a escrever e escrever sem parar- porque isso é meio compulsivo também- e acabar cavando e abrindo lugares que deveriam continuar escondidinhos e fechados. Mas meu amor por vocês é outra história, esse continua o mesmo, a saudade também é imensa.
Aqui é meu lar.

Outra coisa é que pensei em mudar o meu “nickname”, to com medo, estou me sentindo meio em perigo. Aconteceu o seguinte: Tenho twitter, um verdadeiro, com meu nome seguido de marcy, não diz minha cidade, meu estado, nem endereço de blog nem nada que faça alguém me achar, alguém conhecido. Eis que uma colega minha me achou no twitter, e lá fui eu apagar um monte de posts onde falava mal, inclusive dela. Enfim, to com medo de ser encontrada aqui. Mas me recuso a excluir ou fechar esse canto, porque ele é uma parte muito importante da minha história. Já excluí outro blog uma vez, e me arrependi.

Sobre a festa... Não fui porque eu tive um terrível ataque de asma, estava feia a coisa. Já fui no médico, estou me medicando, me rendi inclusive a um medicamento de emergência, cujas conseqüências são inchaço, enfim, mas agora to melhorando, e dia 11/06 lá vamos nós em nova festa!

Estou me esforçando muito pra melhorar, e tenho capacidade pra isso, ainda sou uma comilona safada que quer e vai emagrecer, preciso fazer certos sacrifícios, e tenho muitas qualidades. Ainda tenho meus momentos de acordar inchada, me sentir feinha, gorda e sem confiança, mas são momentos. E sabe... Vocês também, espero que consigam reconhecer tudo de bom que há em você, o quão maravilhosas são e quanta felicidade merecem, porque vocês realmente merecem.

Outra coisa que aconteceu. Me senti mal no trabalho, acho que a minha pressão baixou. Terminei meu horário e peguei um ônibus pra vir pra casa. Na hora que eu vou descer, meus joelhos simplesmente cederam, e eu rolei pela escada do ônibus até uns dois metros de distância na rua do chão. Foi uma das maiores vergonhas da minha vida. Ralei minha mão e meu joelho. Um rapaz veio me ajudar, eu disse pra ele ‘que vergonha’, ele falou ‘acontece’, me mandei dali, nunca mais pego aquele ônibus nem desço naquele lugar.

Continuo escrevendo demais não continuo?
Amo vocês.




sábado, 1 de maio de 2010

Deixa pensar. Deixa passar. Afinal eu posso. Afinal eu quero.

A vida está mais difícil e mais satisfatória ao mesmo tempo. Essa coisa de amadurecer não é fácil, perceber que você viver esses anos todo em uma redoma e que ao sair dela você está ao mesmo tempo se libertando e se expondo a riscos dos mais diversos, não, isso não é fácil.
Você quer mudar o mundo, você quer fazer a diferença, você quer voar alto, você quer ir longe, você quer sucesso e notoriedade, mas antes disso você precisa tratar do seu maior obstáculo, no caso, você mesma com todos os seus problemas e questões.
Eu inventei uma vida onde a comida era o meu maior problema, a gordura me impedia disso e daquilo, hoje eu vejo quão errada e absurda estava essa ideia. Eu me auto nomeava um lixo, uma porca, fracassada, etc. Precisei que pessoas de mau caráter e cruéis pisassem em mim, tentassem me humilhar pra eu me dar um pouco mais de valor.
Eu ainda tenho muitos problemas, mas nenhum deles vai se resolver de uma hora pra outra, tenho que admitir que sou um pouco complexa, confusa, incerta, mas eu tenho qualidades e aptidões, e é nelas que eu gostaria de focar.



Decidi não deixar de fazer a maioria das coisas-ou pelo menos as mais simples- que deixava de fazer pela desculpa de estar gorda. Então aceitei ir em uma festa com o pessoal do trabalho, obviamente meia hora depois de ter aceito fui conversar com uma colega mais chegada que organizou tudo e disse que não iria, acabei contando pra ela uma experiência que passei em uma festa que fui com minha prima quando eu tinha o que... uns doze anos, e como decidi nunca mais ir em festas assim. Acabei me emocionando mais do que deveria. Ela me disse que eu estava indo com ela, não com a minha prima, e me pediu um voto de confiança, que foi dado. Agora lá vou eu.



Beijões e abraços cheios de saudade.