segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Decisões

O celular tocou, número privado, eu sabia muito bem que ligação era aquela, minha mãe havia dado o recado, eles já haviam ligado no dia anterior, mas eu estava trabalhando.
Atendi. A empresa concorrente da qual eu trabalho me chamou pra participar de um processo seletivo. Carga horária de oito horas e vinte minutos e o salário é um pouco mais que o dobro do que eu ganho na empresa onde trabalho atualmente, com carga horária de 6 horas. Ok. Eu vou. Comecei a pensar, pensar, pensar, pensar e pensar. Sim, o salário é uma beleza, e eu estou precisando de grana, mas não, eu não quero trabalhar lá, ainda não. Pretendo estudar ano que vem, e essas duas horas a menos de trabalho que eu cumpro atualmente fazem a diferença sim. Outra coisa, que eu não queria que tivesse acontecido, mas que me fez tão bem, é que acabei fazendo amigos onde estou agora, e passo momentos tão bons com eles (alguns difíceis, é verdade), não quero sair de lá agora, eu disse agora, porque em um ano talvez eu deixe meu currículo lá, na concorrente, novamente. Mas sabe, vou fazer a tal prova deles, pra ver como me saio, e pra não dar um bolo neles, até pedi folga nesse dia. Levantei as mãos e disse: “Seja o que Deus quiser.”

Acho que isso é um capítulo daquela história de tomar decisões, e saber o que é melhor pra você mesma.



sábado, 28 de agosto de 2010

Não sou uma velha Rose

Eu rezo, mas sem fazer preces. Meu coração pede e deseja paz. Ás vezes falo com Deus, acredito que ele me ouve, tem horas que me manda uma luz, e eu fico grata.
Tem coisas que acabam comigo... Essa casa, essa cidade, esse bairro, essa casa, esse Eu. A incapacidade de tomar uma atitude sem antes dar uma enlouquecida. A indecisão. O apego. A culpa. Ah, essa culpa. Eu queria deitar na cama sem a certeza de acordar amanhã, dormir em paz, quentinha na cama, como uma Rose em Titanic. Mas a vida não é um filme, talvez não, e eu ainda não sou uma velha senhora.
Queria não deixar minha mãe triste, nem ter magoado a minha vó, nem me irritar tão constantemente com a B., minha quase irmã que agora mora comigo e com a minha mãe.
Eu prometo amanhã esquecer e rir.
Até essa história de querer emagrecer e ser magra ficou em segundo plano, tem horas que até esqueço isso, só queria... ser feliz.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Os dias correm

Enquanto eu caminhava, meu amigo ria das capas das revistas que eu havia comprado... “Estresse engorda?” “Como se livrar da depressão sem remédios.” Ele disse que eu estava passando por uma fase pela qual ele passou há algum tempo atrás, e que eu deveria aproveitar até isso, porque depois passa.
Eu não quis dizer pra ele pra ele não vir com velhas histórias de se ajudar, mas eu estou nessa fase há anos, ANOS! Assim como eu sei também que só quem pode reverter isso sou eu, como quase já o fiz não tem muito tempo.

A verdade, é que talvez eu apenas tenha que descobrir uma maneira de canalizar minha ansiedade, meu estresse, meus medos e minha atual e gigantesca raiva. Mas eu disse talvez. Eu ainda tenho muita esperança, apesar de não aparentar, e de eu mesma duvidar disso em alguns momentos difíceis.


Dolce Vida e Mariana, obrigada pelos comentários. Apareçam quando quiserem.

Obrigada à todas pelo apoio de sempre.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Quando o tédio dá lugar a sobrecarga e ao cansaço

Escrito em 01/08.

Dezenove anos completados no dia 25/07. Recebi scraps, e-mails, sms, ligações(Andie, a tua ligação me deixou muito feliz, quase não sabia o que dizer). Continuo a mesma Marcy, os mesmos conflitos, o mesmo tudo e o mesmo nada. Teve uma ligação que doeu tanto, que me fez chorar, foi uma ligação que eu não recebi, a ligação da minha vó. Se Deus existe, ele sabe o tamanho do meu arrependimento pela forma como tratei ela nos últimos meses em que ela esteve aqui. Basta procurar aqui nesse blog, há mais ou menos um ano, as minhas reclamações, minhas queixas, minhas explosões. Eu não soube lidar com ela nesses últimos meses, e como eu disse, se Deus existe, ele sabe o tamanho do meu arrependimento, e da minha dor.
Não é com orgulho que digo que tenho algumas cicatrizes novas nos braços, ou que minha vontade era continuar brincando com aquele estilete no braço. Mas por isso nem choro, choro ao pensar, choro ao entrar na minha memória.

10/08
Estou cansada, morta de cansada. Nauseada, estressada, caindo pelos cantos. Demitiram duas gurias do meu setor e outra pediu demissão, e a outra já havia sido demitida, sobrou eu e outra menina fazendo o trabalho de seis pessoas, além do cansaço corporal, tem o cansaço mental, emocional ou sei lá o que. Não agüento mais ser responsável por uma quantia enorme de dinheiro até o final do expediente, sendo que qualquer problema, quem responde? Eu!
Até uns meses atrás, eu tinha certeza do que queria, jornalismo, escrever, etc e tal, hoje, sequer penso em me inscrever pro vestibular, primeiro porque não estudei, segundo porque não faço a mínima ideia do que eu quero. Também não consigo economizar dinheiro. Quem diria heim dona Marcy! Posso até pegar os e-mails que mandei pra algumas de vocês, ou talvez relembrar conversas no msn onde eu tanto condenava a minha mãe, que ganha um ótimo salário (bem mais que eu, é verdade) e sequer tem dinheiro para me pagar um cursinho! Agora cá estou eu, dia 10, me segurando de todas as formas pra não gastar os R$50,00 que ainda tenho na carteira. A verdade é que não ando com ânimo para coisa alguma. Cafeína já não resolve meus problemas de cansaço, me indicaram um tal de guaraná cerebral, mas o que me disseram é que ele dá fome também. Legal né?
Fui visitar minha vó esses dias, ela quase chorou quando me viu, eu idem. Na saída ela pediu pra que eu não me preocupasse que ela estava bem. Queria acreditar.
Eu engordei sim, é verdade, mas sinceramente...
Vou nessa.