terça-feira, 28 de setembro de 2010

Contradição de atos, pensamentos e sentimentos

Ou seja lá o que for.

Tudo estava conforme dito no post passado, tá ruim, mas tá ok. Aí então, sou tomada por uma crise de asma terrível, faltei no trabalho e achei que ia morrer sem respirar em casa. Remédios tomados, perdi as contas de quantos tomei, tremedeira, e aquele medo de morrer, quando o ar entra pela suas narinas, mas parece que dali não passa, não chega ao seu pulmão, você respira mas não respira, não ganha ar. Só consegui chorar de desespero depois de tudo aquilo. Creio já ter comentado esse sentimento contraditório outras vezes aqui nesse blog, o fato de, dia após dia eu me destruir, me por em risco, não me cuidar, aí quando acontece algo assim o medo de morrer, sendo que tantas vezes já me submeti a riscos com lâminas e comprimidos que poderiam ter me levado a morte sim, ou a uma infecção grave em um membro mutilado por um objeto afiado e enferrujado. Enfim, o que isso tudo quer dizer?

sábado, 25 de setembro de 2010

Basta fazer planos...

...Para que eles saiam errados.

É, estava indo tudo mais ou menos em relação a comida, então eu coloquei planos de mudança e comecei a comer compulsivamente. Meus planos pra próxima semana? Adivinhem só? Não tenho plano algum.

Fora isso tudo vai bem. As vezes as coisas vão a mil por hora, as vezes, devagar, quase parando.
No trabalho tudo vai ficar diferente, agora que um dos chefes, o único neutro que não deixava-se molhar por puxa-sacos, pediu demissão, espero evoluir e pedir a minha em algum momento também.

Dá pra dizer que o ano está quase chegando ao fim? O tempo passa, corre.
Sou eu, novamente, a garota dos laxantes.




segunda-feira, 20 de setembro de 2010

♫Corra muito além da escuridão, corra, corra!♫

Ok. Já há algum tempo resolvi colocar uma pedra em certos problemas que citei aqui no passado. As primas lindas e algumas humilhações ao lado delas. Fui a almoços, conversei, e assim, por impulso, aceitei ir no casamento de uma delas em novembro. Essa em questão, não está na lista que me humilhou, mesmo que sem querer. E nesse último domingo que passou, fui em um almoço, onde a família iria se reunir pra encontrar uma prima que acabara de voltar da Espanha com sua filha, que todos ansiávamos em conhecer. Foi um dia bonito, daqueles bons mesmo. Conversa vai, conversa vem, acabamos no casamento, e nas roupas a serem usadas. Venho quebrando minha cabeça com isso. Não vou me expor e entrar em uma loja pra sair de lá me sentindo um lixo podre repleto de vermes, lembrando o que aconteceu ao tentar comprar uma roupa para a minha formatura do Ens. Médio, a qual não compareci. Minha mãe anda inspirada, e comprou uma máquina de costura, e diga-se de passagem, fez algumas peças lindas. Estou com 16 revistas de roupas e costuras. Manequim, Molde&Cia, Moda Moldes, etc. Escolhi algumas peças que ficariam bem em mim. Dessas revistas, pelo menos 8 vem com reportagens de roupas tamanho GG. Dentre todas essas reportagens, tudo que vi foram roupas que marcavam demais a mulher acima do peso, algo que seria ridículo. Felizmente há uma diversidade de peças para pessoas ‘normais’ com diversos tipos de corpo, o meu é oval.
MAS POR QUE EU TO ESCREVENDO ISSO TUDO MESMO?
Ah, é, o casamento é dia 14/11, e até lá, resolvi fechar a boca um pouco, talvez isso seja regredir, voltar a fazer besteiras, mas eu não quero me sentir humilhada, quero ao menos emagrecer um pouco.
A cor da roupa? Preta, pra disfarçar, e algo que cubra os braços
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Outro dia me perguntaram que raio são essas marcas no meu braço esquerdo. Disse que foi um pequeno acidente doméstico e desconversei. Depois eu fiquei pensando... Acidente, de todas as palavras do dicionário, é a que menos define isso.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Um Momento

Éramos três garotas e uma garrafa de 1,5 litro de vinho aproveitando um feriado no parque. Amigas. Colegas de trabalho. Conversa vai, conversa vem, vinho, fofoca, palavras. Já havíamos falado sobre trabalho e afins, até que entramos no assunto “nossas vidas”. Mais vinho pra embalar. Começamos a falar sobre adolescência. A garota tranqüila de bem com a vida. Aquela que teve uma fase rebelde e contou que na adolescência foi parar no pronto socorro depois de beber todas, ainda adolescente. E eu. Quando dei por mim estava falando que já tomei muitos antidepressivos que a medicina usa, que até poucos meses atrás comia e vomitava, ou então me entupia de laxantes. Em um dado momento quando estávamos quase dançando no meio do parque cheio de gente saudável fazendo suas corridas, caminhadas e tomando um chimarrão, falávamos de segredos e diários. “Eu nunca tive diários, mas desde os 13 anos escrevo em um blog.” Não, não dei o endereço do blog nem nada, nem me arrependi, foi bom falar aquilo tudo, ser verdadeira, não me sentir julgada ou analisada.

Pela segunda vez em sete dias percebi que o álcool tem uma facilidade de me deixar embalada, solta, preciso tomar cuidado com isso. Na semana passada fui em um bar com alguns colegas do trabalho, e quando um colega que me esperava na porta do banheiro perguntou se eu estava bem acabei sendo estúpida com o pobre guri. “Eu detesto quando me tratam como se eu fosse criança”, foi o que ele disse que eu falei pra ele naquele momento. Mas isso não é uma mentira, estão todos sempre me tratando assim.

Obrigada a todas vocês que permanecem comigo até hoje, e também aquelas que conheço a pouco tempo. Vocês são muito importante pra mim.

P.S- Mariana, obrigada novamente pelas palavras.