terça-feira, 16 de novembro de 2010

Coisas que realmente importam

Eu fui ao bendito casamento da minha prima, que aliás, estava perfeita. Emagreci pouco mais de 2 kgs, mas ninguém percebeu, mas estava tão triste pela minha vó que isso ou o casamento se tornaram coisas pequenas. Uns dias antes ela tinha passado mal, e não consegui ir visitá-la. Ela está com infecção urinária forte, estava com pus na urina e falta de ar. Isso acabou comigo. Mas eu fui ao casamento sem ter ido ver a minha vó, pela minha mãe. Completei um ano de empresa semana passada.
O casamento foi lindo, lindo mesmo. A noiva estava perfeita. Meu tio, quer dizer, ele foi casado com a minha falecida tia, não tenho nenhuma ligação com ele, comentou que mesmo depois de arrumar emprego eu não perco a barriga e continuo gorda, e deu uma risada alta. Minha tia com quem tive que dividir a mesa só fez passar vergonha. Na igreja tirava fotos com aquela bendita câmera digital sem tirar o flash, o que já haviam pedido para não fazerem. Chamaram um juiz para fazer o casamento civil na igreja, e quando a escrivã leu ‘comunhão parcial de bens’ ela cutucou o marido dela falando: “Eu não te disse?!” Ela quase derrubou um daqueles iluminadores dos fotógrafos. Já no salão onde ocorreu a festa, primeiro, o marido dela se jogou no buffet, sendo que as pessoas só se dirigiam ao buffet depois que os noivos passavam na mesa cumprimentando as pessoas. Assim que eles vieram na nossa mesa e ela os cumprimentou, ela e o marido -de novo- se mandaram para o buffet, quando fomos tirar a foto da nossa mesa... “Cadê a tia?” Tivemos que tirar ela da fila do buffet pra bater uma foto. Depois da foto um dos organizadores veio e disse para nos sentirmos a vontade e nos dirigirmos para o buffet, mas ela claro, já estava lá. Depois ela se engasgou. E quando vieram recolher os pratos ela foi entregando as colheres de sobremesa, mas essa ainda não havia sido servida. Ok, essa eu até entendo, afinal aquela colher estava lá parada, mas eu deixei a garçonete pegar as coisas da minha mesa, e não fui atirando tudo nas mãos dela. Para finalizar, ela e o marido levantaram a toalha de mesa pra ver de que material era feita, porque parecia ‘muito mole’.
Mas hoje eu estou tão, tão feliz, porque depois de voltar de viagem, passar 7 horas dentro de um ônibus, cheguei em casa, troquei de roupa, e benza Deus, consegui ir visitar minha vó, dar um abraço nela e conversar, e prometi, uma promessa real que vai ser cumprida, que nas minhas folgas semanais eu vou ir visitá-la. Ela está sem apetite, tem enjôos e não consegue se alimentar direito, mas eu acredito na força dela, e só quero que ela fique confortável, porque essa mulher batalhadora já enfrentou muita coisa difícil dessa vida. E é à ela e à minha mãe que dedico todos os meus sorrisos e minhas vitórias.