sábado, 18 de junho de 2011

Na trave


Às vezes parece que uma parte de mim carrega tudo aquilo de ruim que eu já deveria ter superado. Coisas que começaram lá na infância, e já deveriam ter sido apagadas, ou ao menos arquivadas em alguma sala do meu eu que ficasse esquecida. Mas nos momentos em que eu deveria superar momentos traumáticos e me dar o direito de ter qualquer coisa que eu quisesse ter, eu travo, viro as costas, fico sem ação, sou fria e impulsiva.
Esse ritmo frenético de fim de semestre no fundo, no fundo, me ajuda, porque quando eu estou lá na biblioteca com a cara afundada no meu material de Linguística, eu consigo não pensar nisso. Quando estou preparando meu trabalho de Estudos Literários não tenho tempo pra pensar no “e se...” ou no “será que vai?”. Mas enquanto estou em casa, tudo que posso fazer é tentar fugir de mim mesma entrando em alguma história qualquer de um livro que chame mais a minha atenção do que essas minhas questões todas.


5 comentários:

Cielo que queria ser LATINI disse...

Sumiste flor! Não fique assim, tem coisas que nunca iremos esquecer, o que temos que fazer é não deixa-las nos assombrar pelo resto de nossas vidas!!!Força linda, fique bem!

Anna Mia 4ever disse...

Oi amiga!
A correria também me ajuda a esquecer certos momentos mas eles sempre voltam, essa imaguem dos cigarros é exatamente o que eu faço, só fumo na intençao de sertos sentimentos mas saiba que estou sempre aqui!Força !

camila, camila disse...

Nossa, como me identifiquei com essas palavras! Acredito que enquanto não aprendermos as lidas com certas coisas que incomodam (e que não dá pra mudar), o tempo livre sozinhas com nós mesmas será um fardo! Mas a gente pode... tudo! ;)

disse...

Eu preciso de ajuda. Você não sabe como é triste pesar 74 kg.

Não é Ana ... disse...

Não sei o que é pior , pouco tempo ou tempo livre . Estás indo bem . FORÇA E CONTROLE .