sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Then take me disappearin' through the smoke rings of my mind, down the foggy ruins of time, far past the frozen leaves

A primavera chegou a eu pensei que com ela chegaria o fim dos dias cinzas. Se estou certa ou não,não sei...

Você está partindo agora, e eu sei que é a hora, não estou pedindo pra você ficar porque nós sabemos que você já fez tudo que tinha para fazer aqui, tanta coisa boa, e tantas delas comigo, lembra???

Talvez alguns chamem de covardia, mas eu preferi não ir te ver nesse estado final, porque eu senti na última vez em que te vi que o final se aproximava, e lembrei de dizer que te amava, ou melhor, que te amo, e sei que você sabe isso, e não quer te ver em uma cama convalescendo e ficar olhando isso pra provar meu amor... Ah, você sabe o quanto eu te amo!

E desculpa pelos momentos difíceis, a adolescência terrível, de crises de raiva e pânico, a minha impaciência de sempre, as palavras duras e a minha ausência nos últimos três anos, mas você sabe que eu te amo, e sempre vou te amar, e guardar de você a melhor lembrança. Obrigada por cuidar de mim durante tantas manhãs, tardes e noite, obrigada por servir de exemplo pra mim. Você sempre será o máximo Vó.


domingo, 18 de setembro de 2011

Levar o mesmo soco no estômago todos os dias não quer dizer que você vá se acostumar

A minha tendência é não gostar das pessoas. Eu geralmente não gosto das pessoas, a exceção é quando eu gosto de alguém, e quando eu crio afeição por meia dúzia, é essa meia dúzia que me importa, e eu não sei por qual motivo então eu penso que conseguindo me relacionar com meia dúzia de pessoas que eu realmente amo, vou conseguir socializar com outras tantas dúzias que eu detesto. Aí eu vou lá e quebro a cara, porque eu não consigo.

E eu como sem parar, como se isso fosse preencher o vazio. E tento compensar, como se andar rápido por uma hora ou tomar meia dúzia de laxantes fosse relevar minha culpa.

Minhas perspectivas descem pelo ralo, pela descarga e pelo meu rosto, em forma de lágrimas.



Tange, que saudade.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Days Days Days


Há alguns meses atrás eu estava gostando dos dias em geral, que eram intensos e alegres, com momentos ruins. Hoje eu estou de mal com os dias em geral e vivendo alguns momentos muito bons de alegria intensa. Eu sei que vai ter valido a pena no futuro... Ganhar não tão bem no atual estágio mas adquirir experiência na minha área, e mesmo que não seja exatamente da forma que eu quero, estou fazendo aquilo que eu gosto, e que eu tanto desejei. Vai valer a pena ter me apertado financeiramente agora pra continuar na faculdade. Vai valer.



Quanto aos meus momentos bons e intensos, eles acontecem quando eu me desligo de mim e ao mesmo tempo sou eu mesma. Quando estou com os meus amigos e me sinto livre. Quando caminho pelas ruas de Porto Alegre no meio da madrugada com as pessoas que o destino acertou em cheio ao colocar na minha vida. Quando canto com eles em frente a um boteco cheio de gente e nem ligo se estão me olhando ou não. Nas vezes em que as coisas embaralham na minha cabeça no dia seguinte e eu lembro das coisas que aconteceram, mas não com tanta clareza, chego a pensar que vou me arrepender, mas que nada, não vejo a hora de chegar a próxima vez, e o que eu tenho mais próximo de arrependimento é aquilo que eu não fiz, coisas que estão relacionadas com a trava de insegurança, mas que aos poucos eu vou vencendo.


Ah, peço a Deus que me permita ter muitos desses momentos com essas pessoas que eu quero pra sempre na minha vida, e que permita que o destino se cumpra. E o que é destino? Destino é a gente pegar a vida pela mão e levar ela pra encontrar a felicidade, porque ninguém veio ao mundo pra ser infeliz. A vida dá as chances e os caminhos, nós escolhemos.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Vida Real


A gente tem a mania de volta e meia procurar um culpado para os nossos problemas, daí encontramos a culpa na sociedade, nos nossos pais, em alguém que passou pela nossa vida e cometeu algum erro, e quando nada disso serve, temos o destino aí pra carregar no ombro esse peso do qual queremos nos livrar. Por isso dói, e como dói quando a gente se dá conta de a culpa foi nossa, que racionalmente demos cada passo em direção ao que nos levou ao hoje. Dói ver o que poderia ter sido diferente. Quando é uma e outra coisa vá lá, acontece com todos às vezes, mas quando você pega um conjunto de coisas que deveriam ter sido melhor planejadas e não foram, você se pergunta porque.



Nas últimas semanas pensei, e como pensei, na minha situação, e como cheguei onde cheguei, coloquei na balança as minhas conquistas e os meus problemas. Na hora da pesagem felizmente as conquistas pesaram mais, porque há dois anos eu era uma guria obesa que ficava em casa tentando esquecer a amargura com comida. Consegui um emprego no lugar onde eu sempre quis, pra depois ver que não era tudo aquilo. Descobri o curso que queria fazer, prestei vestibular para uma universidade particular, passei e no começo desse ano lá estava eu, cursando Letras, determinada a lecionar. Só que o que fez com que o lado das minhas conquistas pesasse de verdade, humilhando o lado dos meus problemas, foram meus amigos. Fiz amigos maravilhosos e tive, aliás, continuo tendo ótimas experiências com eles. Saí em férias em junho desse ano e quando era hora de voltar, pedi demissão. Há quase um mês consegui um estágio na minha área e agora estou dando aulas de Inglês. Ótimo, posso dizer que estou começando uma carreira aos vinte anos. Só que nesse meio tempo não fiz as contas, achei que daria um jeito ou achei sei lá o que, mas agora estou com duas mensalidades da faculdade em aberto, só receberei em outubro, estou comprando itens de higiene pessoal no cartão de crédito, vou acabar usando o limite do cheque especial, estou com o celular bloqueado e creio que terei que mudar para um plano pré-pago agora.
Daí pensando nisso tudo, acho que inconscientemente eu sempre soube que seria difícil crescer, ficar adulta de verdade, assumir responsabilidades e ter consciência de que eu sou a única responsável pelos meus problemas.