segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Pretend

Tive que acordar, mas como eu me recusava, sei lá porque, o mundo me jogou um balde de água fria em pleno inverno, e vou lhe contar, foi um choque terrível, mas agora passou, e eu prefiro me manter assim.

Joguei fora as expectativas e escondi os sonhos. Troquei a fantasia de heroína pelo manto da realidade. Assim eu me machuco menos. A alma agradece.


sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Mudar é preciso, é bom e natural

Por isso eu digo, como Raul, que prefiro ser essa metamorfose ambulante...


Não sei exatamente quando isso começou, mas sei que já não somos mais uma família, pelo menos não como antes, no sentido abstrato da coisa.
A impressão que eu tenho algumas vezes é que quando certas mães percebem que seus filhos estão crescendo e se tornando independentes, elas ficam com medo/raiva, e de alguma maneira, tentam impedir isso, e sem perceber, não aceitam coisas naturais como: Tu tem o teu dinheiro, tu trabalha, tu estuda e tu já pode fazer o que bem quiser com teu tempo e dinheiro. Aí quando notam que é um processo irreversível, tentam a boa e velha chantagem emocional, e conseguem fazer com que tu se sinta um lixo desprezível, mas daí tu para pra pensar no que tu fez, e percebe que tu não fez nada errado.
E de repente o teu projeto pra ontem é morar sozinha. Claro, isso será resolvido com calma, porque tu é adulta e já não aguenta mais ser tratada como criança, ou pior, do que como uma incompetente que só comete erros...

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Imóvel

Da coisa de ter problemas eu entendo, o que eu não entendo é como às vezes não conseguimos reagir.

E então eu me deito na cama, no sofá, ou abro o Facebook pra ficar olhando a vida dos outros, enquanto a minha vida sei lá, está estacionada ou em uma marcha muito lenta, eu sei que a única pessoa que pode mudar isso está ali ou aqui sentada sem fazer nada.

A verdade é que eu não aguento mais essa situação, mas não consigo sair dela.