sábado, 31 de dezembro de 2011

Caminhando e cantando e COMPONDO a canção

Dois mil e onze entra para a história da minha vida como o ano mais agitado que já vivi, e quer saber? Que 2012 tenha o dobro de agito. Momentos difíceis, vitórias, lágrimas, sofrimentos... o que importa, é independente do calendário, continuar andando, só assim as coisas se movem, se arrumam até acharem seu devido lugar. Pra variar, eu vou sem promessas ou resoluções, apenas vida e movimento. Desejo à todas vocês o mesmo.


Janeiro -  Comecei o ano dizendo que queria sair, beber e aproveitar a vida. Eu estava mais magra do que em 2010 e pretendia seguir dessa forma. Dia 16 saí para beber com aquele que sem eu perceber se tornou meu melhor amigo e uma outra colega, descobri que gosto disso.

Fevereiro- Ansiedade. Faltava um mês para o meu ingresso na universidade. O sonho se realizando. Foi a última vez em que eu comemorei o aniversário da minha vó. Passei mal por conta da bulimia.


Março- Faculdade. O sonho realizado, encontrei meu lugar nesse mundo e descobri que aquele curso realmente é o que eu amo. Dia 30 o mês de março é encerrado com o grande show do Ozzy Osbourne, e eu estava lá, esquecida, fora do meu mundo obsessivo, me divertindo.

Abril-  Estressada com o trabalho.

Maio- Dia 13 saí para beber com meus amigos e foi o máximo. Dia 20 novamente, e nesse dia bebi, como nunca antes e como nunca mais. Vinho, gim e cerveja. Desmaiei, vomitei, bati a cabeça e gritei no meio da rua. Meu melhor amigo e seu irmão estavam lá comigo e chamaram minha mãe. ¬¬

Junho- Entro em férias no trabalho, consigo um estágio e peço demissão. Vou em uma das festas mais legais da minha vida. Jogo pôquer.

Julho- Peço demissão do estágio. Completo vinte anos. Meu melhor amigo faz aniversário um dia depois de mim e vamos em uma festa onde eu, acompanhada somente por garotos, esqueço os problemas da vida e me divirto.

Agosto- Vou para um estágio na minha área e me apaixono por aquilo tudo. Estou sofrendo por uma paixão imbecil de adolescente. Me desespero, me sinto desprezada e infeliz. Vou em uma festa com uma guria doida e acabo chamando meu amigo para me socorrer. Chego a conclusão que sair com garotos é mais legal do que com garotas.

Setembro- Saio para beber e canto Mutantes e Pink Floyd no meio da rua de madrugada. Dia 24 perdi uma das pessoas mais importantes e especiais da minha vida, de quem eu tanto falei neste blog. Nunca esquecerei da minha vó.

Outubro- Fui a um bar com meus amigos, começamos a cantar uma música, e de repente todos naquele boteco estavam cantando junto, como em um musical. Estou mal na faculdade.

Novembro- Assisto o melhor show da minha vida. Pearl Jam em Porto Alegre. Me senti tão viva! Problemas em casa. Conversas com uma colega da faculdade que tem problemas semelhantes aos meus.  O 

Dezembro- Recebo o convite para passar o natal com meus amigos e a família deles. Aceito. Tomo um porre sozinha no meu quarto em uma noite. Dias 24 e 25 tenho o melhor natal da minha vida. 



quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Reflexões




Se você olhar os arquivos deste blog vai ver uma pessoa que ignorou, se deprimiu ou teve crises de fobia no natal.  Agora foi diferente, venho aqui escrever que em 2011 tive o melhor natal da minha vida. Aquela família maravilhosa me recebeu de braços abertos, pessoas divertidas, carinhosas, receptivas, boas. Nunca vou esquecer o que fizeram por mim, e espero um dia poder retribuir o momento, de alguma forma.
Agora cá entre nós, eu sou um problema ambulante. Amei aquelas pessoas, amo meus amigos, mas tenho um problema comigo mesma. Sou tímida como uma pedra, insegura como uma pena na ventania, e talvez às vezes eu passe uma imagem fria, distante, desinteressada ou antipática. Como corrigir isso? Terapia? Acho difícil. Remédio? Já encarei essa. Bebendo? Funciona, mas não quero essa vida. Encarando os fatos da vida de frente? Acho que tenho tentado fazer isso aos poucos.
Mas voltando ao tópico natal e família... surgiu a questão inevitável: Terei uma família grande e linda que nem aquela que me acolheu um dia? Conseguirei manter meus amigos? Conseguirei consolidar uma família? Tenho muito medo de acabar sozinha, como sempre foi. =/
Esse ano fiz uma retrospectiva, como a que a Andie costumava fazer no blog dela todo final de ano. Foi surpreendente ir escrevendo aquilo, relembrando as pessoas que passaram pela minha vida, os acontecimentos bons, ruins, novos, loucos... Sexta ou sábado posto aqui no blog.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Um pouco de magia



Marcy - Eu não gosto de natal, essa é a pior época do ano pra mim.
E (irmão do meu melhor amigo) - Eu também não, mas faz parte.

Marcy - Sei lá, já estou escolhendo o filme de terror que vou assistir no dia 24 de noite.
E - Nossa, mas por que?
Marcy - Quando você tem uma mãe que trabalha na enfermagem seus natais são sozinhos. Mas eu consigo me sair bem, mas confesso que às vezes dá uma dorzinha na alma.
Melhor Amigo - Vou fazer assim Marcy, te ligo 00:01.
Marcy - ha ha ha

Minutos depois eu fui ao banheiro e eles foram comprar cerveja. Voltei, eles ainda não tinham voltado, mas logo depois apareceram.

Ambos - Marcy, chega aqui.
Melhor Amigo - Temos um convite pra te fazer.
Marcy - Xiii
E - Olha, só pra tu saber, não é porque nós bebemos um pouquinho, é sério. Eu pensei nisso quando tu me falou, aí fui comentar com meu irmão e ele disse que já tinha pensado nisso há um tempo atrás, então fechou.
Marcy - Mas o que foi?!
Melhor Amigo - Que ir passar o natal com a gente e nossa família no interior?

Ali, naquele momento, eu deixei de lado as máscaras, abaixei a cabeça e chorei, depois demos um abraço triplo. Eu aceitei desde que eles confirmassem o pedido quando não tivessem bebido. Uns dias depois recebo um sms: 
"Oi Marcy. Já falei com todo mundo lá em casa, agora tu está oficialmente convidada para passar o natal com a gente."
Aceitei e lá vou eu, sábado que vem, passar o natal com esses dois caras que eu tive o prazer de conhecer e que se tornaram parte fundamental da minha vida, e curiosamente estão lá, em 98% dos melhores momentos que tive nos últimos tempos. Amizade pura com esse guri mesmo, sem maldade ou segundas intenções. 
Tratei de procurar aqui no blog a primeira vez em que o mencionei, mesmo antes de saber que ele se tornaria meu melhor amigo. Eis o que acho:

http://apenasmarcy.blogspot.com/2010/10/uma-personalidade-confusa.html




sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Procura-se um rumo

É como se eu estivesse assistindo minha regressão. Não consigo mais reagir. Não correspondo de forma algumas às expectativas criadas pela minha mãe, e não consigo compensar isso. Vejo a menininha que eu vi crescer, que eu adotei como minha irmã, tendo atitudes que eu sempre repudiei. Mas afinal, quem aqui está farta de falsas expectativas? Bebi demais, mesmo. Na última vez, sozinha no meu quarto com uma garrafa de cachaça, caí, me cortei e fiquei com hematomas roxos. Não, realmente não é essa vida que eu quero. E é isso que me tira do sério, a sucessão de erros repetidos, dia após dia, os mesmos erros, um errar consciente. Comilanças se repetindo na minha vida novamente. Excesso de laxantes. Falta de remédios controlados. Preciso jogar algumas coisas fora, definitivamente.


sábado, 3 de dezembro de 2011

Apesar

Eu sou uma sucessão de coisas bagunçadas. Sentimentos incertos e avassaladores, decisões indecisas, lágrimas de alegria, risos de desespero. Eu sei lá.

Em um momento estava me odiando, e junto comigo tudo ao meu redor. Noite passada eu estava chorando depois de receber uma proposta do meu melhor amigo e do irmão dele. Nunca vou esquecer aquele convite e a sensação de me sentir contemplada simplesmente por ter amigos como aqueles. Minha mãe me perguntou se diante de tal proposta eu não me sentia animada a começar um regime novamente. A balança tem me deixado triste, mas ontem, que já era hoje, naquele momento, eu esqueci esse detalhe. E a minha mãe, como eu a amo, mas as nossas semelhanças tornam a convivência difícil.

No estágio começaram os problemas. Há uma parte boa, muito boa aliás, no momento em que eu estou em uma sala fazendo aquilo que gosto, quase compensa os problemas com uma chefia imatura e ignorante. É hora de procurar coisas novas. A balança me deixa mais insegura ainda com relação ao meu futuro.

Em casa os problemas só aumentam, e o fato de eu não conseguir me controlar com a comida só me faz sentir pior.

Apesar de tudo isso, hoje vou deitar na cama e agradecer pela minha família desestruturada e pelos meus amigos, aqueles com quem eu estava ontem e aqueles com quem eu estou aqui e agora.


quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Antes do que quer que seja...

Mamãe chegou na cozinha. Pegou um pacote de cookies, tirou um, colocou-o inteiro na boca, mastigou duas vezes e engoliu. Uma pena não ter conseguido engolir suas mágoas junto, mas ela continua tentando, e sua filinha tem feito igual.

Eu odeio esse governo, eu odeio esse país, eu odeio compulsão, mas antes de qualquer coisa, odeio eu mesma.