quarta-feira, 11 de abril de 2012

Saída de emergência

Dá um desespero sabe, e de repente aquela coisa parece que te domina. Você engordou, bastante! Também pudera... madrugadas regadas a brigadeiro de panela, batata frita e doce de leite. Lá no fundo você sabe que se entregou bonito, caiu fundo por escolha, por falta de vontade. Uma calça apertada. Duas. Três. Pronto, agora você tem duas calças que servem, as demais ficam apertadas ou sequer fecham. Você já protagonizou este mesmo filme antes e não quer reprise. Você está pensando nas alternativas, mas tudo que sabe é que assim não dá para continuar.

Queria uma opinião de quem já tomou o ECA. Tira a fome mesmo? Dá ânimo? E os efeitos colaterais? Dor de cabeça? Dor de estômago? Náuseas? Irritação?
O ECA parece ser a alternativa mais viável no momento, apenas por alguns dias, duas semanas quem sabe, só para sair da linha de emergência, mas como toda a minha família tem histórico de pressão alta morro de medo, já que a efedrina pode aumentar a pressão arterial. Enfim, preciso achar a saída de emergência desta sala de gordices onde me encontro no meio de um incêndio. 




segunda-feira, 9 de abril de 2012

Máscaras



Sexta-feira santa chego no trabalho cantando uma música do David Bowie.  Depois que fiz minha pequena performance para dois colegas ouço o seguinte:
-Ela está animada hoje... aliás, quando ela não está, né?


Em meio a toneladas de frustrações descobri que de nada adianta andar por aí se lamentando. Eu estava trabalhando de mau humor devido aos problemas em casa, chegava em casa de mau humor por causa do trabalho, e obviamente, chegou o momento em que não deu mais. 
Passo o dia dando risada com meus colegas, realmente me divirto com eles, depois chego em casa e tenho conversas animadíssimas com a minha mãe, ou faço ligações cheias de risos e planos para um ou outro amigo. Ninguém precisa saber que estou morrendo por dentro,exceto aqui, onde me sinto à vontade para falar sobre aquilo que me corrói.

Os acontecimentos dos últimos meses realmente me destruíram, me desestruturaram e tiraram meu chão, mas acho que é chegado o momento de levantar e juntar os pedaços, e de uma forma ou outra comecei a fazer isso, aos poucos, bem aos poucos. Ando por aí anestesiada, usando todo o poder da minha mente fantasiosa para esquecer a dor. Mas sim, há momentos em que me encontro sozinha com eles. A dor, as lágrimas, as lembranças, os arrependimentos, os medos... mas eles sempre estarão aí, e é assim que estou lidando com eles no momento. Tranquei a Marcy mais frágil, aquela que estava destruída e sem forças em algum lugar aqui dentro, talvez para ela se recuperar, e coloquei no lugar essa Marcy que tenho representado, que na maior parte do tempo consegue dominar as Marcys sombrias que tentam fazer mal para aquela Marcy que está trancada, ganhando forças para enfrentar os monstros.
Não sei se é a forma certa de agir, mas é a que tem me mantido em pé.