segunda-feira, 23 de julho de 2012

Mooving


Eu estava conversando com uma aeromoça que estava indecisa entre alguns livros. Perguntei  o que ela estava lendo no momento, e achei a resposta dela engraçada. “Dieta Nota Dez.” Resolvi perguntar o que ela achou, já que acho livros de dieta em geral uma furada. Ela me falou sobre o livro, mas foi algo que ela disse sobre ela que me fez pensar um pouco.
“É, e eu queria emagrecer só um pouco. Como eu faço muita esteira, funcionou sem problemas.

 Desde que eu estou mais sedentária cheguei à conclusão de que movimentar-se é o segredo. Ainda não posso sair pra dar uma power caminhada porque não posso apanhar vento no meu ouvido, mas essa será a primeira coisa a ser feita assim que eu voltar com tudo. Até porque faz bem, eu pelo menos, quanto mais canso, melhor me sinto no final.  Equivale a sensação de se acabar dançando em uma festa.
Para finalizar, algumas fotos:










sábado, 21 de julho de 2012

S.O.S


E de repente eu estava lá, na sala de emergência do hospital me perguntando o que tinha sido feito da minha vida. Na hora eu estava tão mal que não sabia a resposta. Enquanto todos se questionavam como a minha imunidade foi ficar tão baixa, eu sabia ESSA resposta. Em silêncio, pedi desculpas para o meu corpo e prometi cuidar melhor dele. Talvez todas as pessoas que passam  por alguma febre alta ou dor insuportável e  pensam que vão morrer tem esse tipo de epifania. Mas eu continuo firme no meu propósito, ainda de repouso, sem sair de casa e comendo tudo que me trazem, visto que passei dois dias sem conseguir engolir inclusive água.
Junto com isso tudo, pela primeira vez na vida consegui me impor em certas situações que nunca tinha conseguido antes.
Sem discursos de mudanças que eu  vou fazer e blablabla... eu já mudei, não sei como, nem quando, ou se essa mudança é nada mais nada menos do que o que eu sempre fui. 



sábado, 7 de julho de 2012

-Olá. Aqui quem fala é mais uma parte do Passado.

Abro o Facebook. Solicitações de amizade de duas pessoas que moram na cidade onde eu nasci e da qual saí aos oito meses. Duas garotas.  Não conheço e não aceitei nem ignorei, mas achei engraçado e resolvi perguntar pra minha mãe se aquelas pessoas tinham algum parentesco conosco.
-Não, elas não tem nenhum parentesco comigo.. A primeira não sei quem é, mas a segunda tem parentesco contigo.
-Oi?
-É tua meia-irmã.
Silêncio.
-Eu sabia que no momento em que eu trocasse o “Marcy” que vinha depois do meu nome pelo meu sobrenome não iria dar certo.
-Aceita, vai ver ela tem curiosidade de te conhecer.
-Não sei...
Realmente não sei. É uma parte da minha vida que nunca existiu, além do mais, não quero contato com meu genitor. A única função que ele teve na minha vida foi me causar constrangimento na escola, quando eu me recusava a fazer cartões de dia dos pais. Mas uma meia-irmã (eis que eu tenho pelo menos duas!) não é ele, afinal, ela não tem culpa de ser filha de quem é, nem eu.
Certa manhã, em fevereiro, cheguei em casa alcoolizada, de taxi. Alguns vizinhos estavam na rua levando o lixo, cuidando do pátio ou da vida alheia, e aquilo deixou minha mãe muito irritada (o fato de os vizinhos terem me visto naquele estado, não a bebedeira em si.). Depois que eu dormi, levantei, tomei banho e as coisas voltaram ao normal, mamãe falou que aquele era o único defeito do meu genitor que ela tinha medo que eu tivesse herdado. Quero realmente contato com o lado B da minha vida? Não sei.
Não sei...