terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Bye!


Mais um final de ano, e mais uma postagem dia 31. Acho que 2012 foi o único ano em que não postei nesse dia. Não sei bem o que dizer, ou melhor, até sei, mas não sei como organizar as palavras.
Abri o Word para escrever o texto, e me preocupou ver que tenho aberto a Paciência Spider com mais frequência do que o editor de texto!

Aquele balanço básico...
Lá por Setembro, eu pensava em como 2013 tinha sido e estava sendo uma bela bosta de ano, aquele onde a maioria das coisas dá errado. Hoje realmente vi que não foi bem assim. Algumas coisas deram errado. Eu realmente engordei, não consegui trabalhar depois de abril entre outras coisas menores. PORÉM, eu vi a minha mãe voltar à vida depois de ficar dois dias em um estado quase vegetativo, e depois disso, vi a reunião da minha família acontecer novamente. Todas aquelas pessoas que não falavam com a minha mãe por motivos bobos (política, a falta de aptidão social da minha mãe em alguns momentos, etc) vieram ver ela, e de repente, até tivemos um almoço de natal em família, e eu tinha me esquecido que isso era legal com a minha família. Brinquei de boneca com uma prima de seis anos e assim como Amélie Poulain, vivi o prazer das pequenas coisas.
Sem planos para específicos para 2014... quem sabe do futuro? “Eu quero ter um milhão de amigos e bem mais forte poder cantar...


Um feliz ano novo para todas vocês que estiveram por aqui em 2013, o ano em que, lá na finaleira, pela primeira vez em muito tempo, meu transtorno alimentar se tornou coadjuvante e não protagonista da minha vida.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Um coração com buraquinhos

Tá, estou meio pra baixo. Acho que isso envolve o fato de que a minha mãe está viajando, eu estou no meu período menstrual e tenho algumas pendências pra resolver.
Acho que está na hora de encontrar o meu caminho, redescobrir o que eu quero, do que eu gosto, pra onde ir.

Às vezes eu confio nas pessoas erradas, nos momentos errados, mas infelizmente eu sei que nunca vou aprender. Volta e meia isso me acontece. Fico ferida, mas depois cometo o mesmo erro. Não perco a fé nas pessoas, mas acredito que tudo que você faz é uma semente, e depois você colhe. Esse foi apenas um desabafo aleatório mesmo, coisas da Marcy.



terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Dias e Dez Fatos Sobre Mim


Na verdade não há o que contar. Mamis segue se recuperando. Vai passar uns dias no interior com minhas tias, o que vai me dar cerca de seis dias em casa sozinha, entregue à mim. Como quase tudo na vida, isso vai ter dois lados. O positivo vai ser poder assistir uns 5 DVDs por dia sem hora pra nada e poder montar uma árvore de natal de surpresa pra quando ela voltar (se eu achar a velha árvore entre mil caixas empoeiradas). O negativo vai ser a preocupação com a minha mãe junto com minhas tias chatas... e cerca de sete horas de viagem, né mole não. Mas por que tu não vai junto Marcy? No segundo dia eu estaria com cara de bunda... acabaria atrapalhando. Além do mais, minha mãe não vai sozinha e nem vai ficar sozinha lá, ela também disse que fica mais tranquila com alguém em casa.
Minha alimentação? Só sei que engordei. Mas estou mais preocupada com a questão da saúde do que com a estética, pela primeira vez na vida.

Agora o meme que a Ayu me indicou. 10 FATOS SOBRE MIM

1 – Sou apaixonada por séries. Acompanho várias. Mas a série da minha vida sem dúvida é F.R.I.E.N.D.S. Vivo comparando momentos da minha vida com situações vividas pelas personagens da série. Essa comparação acontece também com New Girl e Seinfield.


2 – O melhor final de semana da minha vida foi em 2006 quando fiz uma oficina de teatro com um baita diretor. Sempre quis fazer teatro e um dia farei de novo uma oficina.


3 – Sempre gostei de ler, mas aos 13 anos encontrei com meu autor preferido, Sidney Sheldon. Sou uma fã. (pseudo)cults debocham.

4 – Uma das grandes dúvidas da minha vida é quem é meu ator preferido... De Niro ou Tom Hanks?!

5 – Se eu gosto de um filme, não tenho problema em assistir ele 837837873 vezes.

6 – Falando em filmes, troco qualquer festa por um bom filme.

7 – Tenho pavor de dentista. Não é medo não. É horror. Fobia. Pânico.

8 – Sou apaixonada pela série Diário de um Banana.


9 – Tenho muita vontade de cantar Menina Veneno no karaokê.

10 – Acreditei em Papai Noel até os 10 anos.


 *Indico esse meme pra quem quiser, quem vier.

sábado, 30 de novembro de 2013

Depois do último post...

Comecei a arrumar meu quarto, e por volta das dez horas encontrei minha mãe na cama dela, olhos semiabertos, banhada em suor, sem responder aos meus chamados. Liguei para minha tia e com muito custo e ajuda de um vizinho, conseguimos levar ela ao Pronto Socorro.

Eu lembro dos gritos, eu lembro daquela madrugada pavorosa ao lado dela, que mesmo de olhos abertos não me reconhecia e gritava, dos outros pacientes e familiares assustados com o estado em que ela se encontrava. Queria poder apagar isso da memória, mas não dá. Minha mãe, depois de um erro de diagnóstico e dois dias internada, foi diagnosticada com isquemia cerebral transitória, que gerou um AVC, etc. 
Felizmente foi um lance transitório.

Ela está em casa agora. “Bem”. Não se lembra de nada, esquece coisas de um dia para o outro e continua tendo picos de pressão arterial, mas está seguindo à risca o tratamento. Sal light, açúcar light, temperos para substituir o sal, tudo isso faz parte da nossa vida agora. Só agradeço a Deus e ao apoio de todos que estiveram conosco em pensamento ou pessoalmente.


Céus... eu achei que o pior iria acontecer. Mas não aconteceu. Deus provavelmente ouviu falar muito da minha mãe nos últimos dias, tipo George Bailey em A Felicidade Não se Compra.


quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Um novo caminho no meio do labirinto (???)

Os últimos dias foram de recaídas e auto-sabotagem (que se dane a nova gramática).
Mas hoje acordei melhor, apesar dos diversos pesadelos. Agora se vocês me permitem, vou voltar a fita para cerca de um ano atrás...

Tive uma criação católica. Minha avó, antes de me colocar na cama, rezava a oração pro Anjo da Guarda comigo. Minha mãe, quando estava em casa, rezava um pouco e conversava comigo até eu pegar no sono, e no dia em que eu disse que achava que odiava meu pai por todas as colegas da escola terem um, menos eu, ela me lembrou daquele trecho: “Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.” E que se ele cometeu erros que o afastaram de mim, eu não tinha o direito de julgá-lo. Ok...
Minha mãe foi para um lado mais espírita, que aliás, se assemelha muito ao catolicismo, eu, virei uma dessas pessoas que acredita em tudo, mas minha vó morreu com um terço nas mãos. E sempre dizia que rezava por mim, e no nosso último encontro, nunca vou me esquecer do que ela disse.

Tenho duas freiras na família. E minha tia tem uma amiga freira, e recebeu a visita dela há um ano mais ou menos. Fiquei encantada com as histórias. Anunciei para os meus amigos que estava pensando em ir para um convento, mas terminei bêbada demais naquela noite pra acreditar em mim mesma. Etc, etc, etc.

De volta ao presente, me sinto sem serventia aqui nessa casa. Me sinto, de alguma forma, abandonada por mim, a procura de um caminho, em um labirinto, sem saída. Eis que a minha madrinha me mandou um livro, como todo final de ano ela manda, e nele tem um folder de um grupo ou congregação de irmãs. Entrei em contato com elas, ainda não obtive resposta. Mas acho que se for pra ser, será.


O fato é que não aguento mais conviver com derrotas, com o vazio, com o nada. Vou me salvar, eu juro que vou sair dessa, porque eu me amo, e não vim aqui pra ficar a toa não. E lembrando também que mandar um e-mail para as Freiras não quer dizer de fato, que você vá entrar lá e fazer os votos de cara. Há todo um processo de conhecimento do local, dos hábitos delas, etc. É apenas uma possibilidade, nada mais do que isso.

Por outro lado, tem a minha mãe, que parece não conseguir ficar sozinha. Mas às vezes, sinceramente, penso que é a minha presença que atrapalha.

domingo, 17 de novembro de 2013

Inércia, dentes e faxina

Olá!

Coisa boa encontrar no post passado algumas fãs de Pink Floyd por aqui. É minha banda favorita!


Pois bem, tive um final de semana/feriado terrível, de TPM, tristeza e vazio. Sabe quando você não tem vontade de levantar da cama? E eu pouco levantei. Tem horas que não adianta forçar a barra e querer fazer alguma coisa, eu acho. Talvez, aliás, é bem provável que eu esteja errada nesse ponto.

Como eu tenho cólicas absurdamente fortes estou no momento bem legal com remédios para a dor e para a inflamação no meu dente. Paz na terra, irmãos. Aliás, essa inflamação do dente não passa, e a coisa que eu mais tenho pavor no mundo, pavor mesmo, é dentista. A última consulta foi em 2011, e é claro que passei mal antes de ir. Agora só vou se eu tiver um bom calmante antes. Não existe a possibilidade de eu ir de cara limpa no dentista, e como procedimentos dentários e bebida alcoólica não combinam, é melhor pedir um calmante, ir no médico e explicar, sei lá. A outra questão é que não estou tralhando, e não quero usar o dinheiro da minha mãe para arrumar um dente que eu estraguei com anos de bulimia. Então logo que eu voltar a ser alguém respeitável com um salário no fim do mês, estarei marcando médico e dentista. 
Por que o medo? Vários motivos. A área dói, uma tremida na mão do profissional (ou no corpo do paciente) e ele pode furar tua boca. Se for um louco sádico, pode te imobilizar arrancando todos os dentes e cortando a língua em seguida.

Estou tentando arrumar minha casa que está uma bagunça. Não tem mais lugar pra sentar no sofá da sala porque eu fui deixando lá todas as roupas recolhidas ao invés de guarda-las. Tem um monte de peças de roupa do passado que não servem mais, de quando eu era pré-adolescente ainda, e com certeza terão melhor uso se doadas. E tem mais um monte de coisa fora do lugar. E tem muita quinquilharia que tem que ir pro lixo mesmo. Então essa semana que está chegando será dedicada a faxina e caminhadas de uma hora todos os dias. E não esquecendo de que colocarei as correspondências da Beatrix e da Ana no Correio. 


Cumprindo esses 3 itens, eu terei uma semana proveitosa.

P.S - Lovely, dá notícias. Se alguém tiver notícias dela, me avisa. Mandei SMS pro teu número, mas disseram que eram o número errado. O.o

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

"Há um mapa dos meus passos nos pedaços que eu deixei"

Eu estava com uma vontade enorme de escrever, mas não sabia, ou não sei direito como começar, então coloquei The Dark Side of The Moon, do  Pink Floyd, e resolvi deixar ser.

Talvez eu não saiba por onde começar porque não tenho novidades concretas. 
Vendo pelo lado bom, não fiz nenhuma bobagem fora do normal, já analisando o lado ruim, eu deveria ter pelo menos UMA novidade boa para lhes contar ao meu respeito, mas não tenho feito nada. Tenho algo para postar nos Correios para a Ana e para a Beatrix, mas indo dormir antes das nove e acordando depois das dezesseis fica difícil. Preciso mudar essa inversão maldita de horários. Quero acordar e dormir cedo, quero ter uma vida de novo! Vida nova!


Ah, como eu queria afirmar que amanhã vou começar a dieta dos apóstolos no deserto, mas não consigo, uma ansiedade começa a me corroer e enfio os pés pelas mãos. Mas não sou um caso perdido! DE FORMA ALGUMA.  Comprei uma porrada de chás, a maioria com tendências “calmantes”, como camomila, erva-doce, erva-cidreira, essas bruxarias todas. Também comprei o azedinho hibisco, que DIZEM TODOS OS LUGARES, auxilia na eliminação de peso. Claro, se combinado a uma alimentação saudável. Mas não basta comprar, é preciso tomar! 


Quero agradecer a todo mundo que apoiou a luta pelas minhas calcinhas. Nós, eu e as calcinhas, agradecemos e vamos honrar a causa!

E continuo com umas ideias na cabeça, em breve compartilharei algumas maluquices com vocês. 

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Recado a um anônimo, movimento e calcinhas

Antes de qualquer coisa, quero deixar meu repúdio ao anônimo que criticou a Beatrix. 
Chamou a guria de stalker, mas quem fez uma crítica anônima dando a entender que lê todas as postagens dela e fica bisbilhotando o perfil da guria no Facebook?

Chega de perder tempo com um imbecil desses.

Por aqui as coisas estão em movimento, se definindo, caminhando pra uma nova direção.
Interrompi minhas caminhadas porque  uma parte do meu bairro alagou e as ruas estão abarrotadas de caminhões, que eu não sei que tanto fazem. Mas se no final do dia estiver desse jeito ainda, procurarei uma rota alternativa, porque a vida precisa de movimento! Eu preciso de movimento!


Estou literalmente perdendo as calcinhas devido ao ganho de peso. A minha bunda e meu quadril aumentaram tanto, que terei que recuperar as roupas íntimas, além das demais peças do armário. Porque eu tenho um bando de calcinhas que comprei há pouco tempo e não vou comprar peças maiores. Calcinhas novas só em Janeiro, e sem aumento de tamanho. Pelo resgate das calcinhas! Entre nessa corrente você também!


Por hoje é só gente linda.
Beijocas.

domingo, 10 de novembro de 2013

Concreto&Asfalto

“Tenho feito o meu caminho
Volta e meia fico só

Reconheço os meus defeitos
E o efeito dominó”

Concreto e Asfalto - Engenheiro do Hawaii


Um post maior do que os últimos...


Bem, como vocês estão cansadas de saber, nos últimos tempos mergulhei em uma rotina diferente, que começou voltando uma dedicação para coisas que eu tinha esquecido de fazer, ou acabava sempre deixando pra depois. Começou com mais de uma semana entregue a filmes de todos os tipos, coisa que eu andava deixando de fazer por estar sempre estressada demais para isso. Coisas como essa estavam sendo postergadas para eu me afundar em paranoias e depressão. Foi aí que esse termo tão lindo me veio à mente, e percebi que precisava resgatar o meu de volta: AMOR PRÓPRIO. Eu amo muitas pessoas, de várias formas. Minha nano-família, meus amigos, meus cachorros, etc. Só que nos últimos tempos eu esqueci de amar a pessoa que mais importa, no caso, eu mesma. 

Aí faço um link com um texto da Martha Medeiros que exemplifica isso com aquela história de que nos aviões, em caso de despressurização, quando as máscaras caírem você tem que, antes de mais nada, colocar a sua, porque se você não receber o oxigênio da máscara, não vai conseguir ajudar ninguém. E isso tem tudo a ver com amor próprio. Não que eu não vá conseguir ajudar ninguém se eu estiver na pior, mas o “rendimento” certamente não será o mesmo. E que amigos gostam de ter uma pessoa baixo astral sempre por perto? Eu, sempre que lembro de rezar/orar/falar com Deus/meditar, agradeço pelos amigos que eu tenho. Os melhores, mas isso me fez lembrar o episódio em que deixei o Facebook.

Apenas duas amigas pensaram “ah, ela cansou do Facebook”, os demais amigos todos ficaram preocupados, alguns até demais, com medo que  eu tivesse excluído minha conta para em seguida pular de uma ponte. Exagero deles? NÃO! Eu é que vinha passando uma imagem de pessoa deprimida, sem rumo e sem motivos para viver. Não é com orgulho que eu me lembro da noite em que virei não sei quantos comprimidos de nem lembro o quê. Como esperar que as pessoas que realmente me conhecem não ficassem encucadas? Mas essa não sou eu. Tenho meu lado dark, como qualquer ser humano, e também sei que precisarei enfrentar muitos momentos tensos ainda, mas ajudaria se eu reagisse de uma maneira diferente da qual venho reagindo ultimamente.
Acho que vou deixar a modéstia de lado e dizer que isso se chama amadurecimento. Sinto que esse tempo meio afastada, entregue a coisas boas (filmes, leituras, reflexões, música,seriados, etc) e coisas ruins (comida em excesso, falta do que fazer) me fez crescer um pouco, e mais do que isso, me fez relembrar quem eu sou. Sem os rótulos que eu mesma tentei colocar em mim ultimamente. Descolada, traumatizada, pessimista. Não sou assim, mas isso foi o que eu tentei passar nos últimos tempos, e foi o que eu vivi, me agarrei a isso. 

Esqueci da pessoa que eu realmente sou. Otimista, que pula de alegria em público quando recebe um SMS com notícia boa, que gosta de cinema independentemente de ter ou não com quem ir, que ri das coisas, que grita “UHUUUUUUU” quando se empolga, que tem esperanças de um futuro melhor e vai atrás.

Vou recomeçar, porque é isso que eu faço quando preciso. Essa sou eu, não essa guria que se entregou a um monte de comida e tristeza. Ainda não decidi quando ou por onde começar. Mas se eu me sentir preparada na semana que vem, eu vou. Se eu decidir que a melhor coisa a se fazer no momento é atender clientes do Mc Donalds é exatamente o que eu vou fazer, sem pedir opiniões de terceiros. Se eu achar que devo esperar algo “melhor”, assim será.

Obrigada a todas que estão sempre por aqui comentando, dando força. E obrigada as gurias lindas que fazem postagens simplesmente inspiradoras, que são humanas, que mostram que a união faz a força sim, e que é sempre possível levantar de um tombo. 


sábado, 9 de novembro de 2013

Fatos (pseudo)históricos

Atenção, algo histórico aconteceu comigo na última semana!
Que rufem os tambores....

Fui pra academia. Pesos, esteira, aparelhos de musculação e  elíptico! Só que fui em um único dia e não voltei mais. Até curti, principalmente as horas depois, é uma sensação boa, porém, no dia seguinte cada músculo, terminação nervosa, gordura localizada e cada tendão gritava comigo. Prefiro colocar meus fones e sair pela rua do que ficar na esteira de uma academia ouvindo putz putz. Quem sabe no futuro eu tente repetir isso, mas no momento não dá.

E depois da minha desventura na academia, me perdi e mais uma vez, saí do rumo nos exercício e principalmente na alimentação, mas ó, a próxima postagem vai estar melhor nesse sentido.


Tenho feito uns planos bem malucos também.

Vamos terminar o post com a thinspo Kelly Osbourne que disse que não fez dieta rígida nem usou medicação pra emagrecer. Tá linda e poderosa Kelly, mas nessa conversa eu não acredito, e eu "te conheço" desde A Família Osbourne, da MTV.


terça-feira, 5 de novembro de 2013

Uma recuperação, um desenho e uma lembrança


Primeiramente, a cadelinha parece estar se recuperando milagrosamente. Não tenho do que reclamar. Aliás, obrigada por todas as palavras positivas que foram deixadas aqui.

Venho engatando o presente em marcha lenta, mas volta e meia, como agora, me lembro de momentos agradáveis do passado. Gosto de usar apelidos que combinem com as pessoas que eu cito.  E foi me arrependendo de ter jogado um desenho fora há alguns meses que recordei do Futuro Psicólogo, o único cara que não se assustou com meu... conjunto peculiar.  Desabafei com ele por cerca de duas horas e meia (absolutamente sobrea), sentada em um balcão. No fim fiz uma observação sobre o tempo que fiquei falando, para ele dizer que afinal de contas, eu era uma pessoa normal pra ele. Na semana seguinte, na mesma droga de balcão, ele disse que estava afim de desenhar um animal e perguntou qual eu gostaria de ganhar. Pedi um unicórnio. Depois de desenhar um unicórnio e me entregar, ele pediu o papel novamente, e quando me entregou, tinha desenhado o zoológico inteiro, como se unicórnios existissem. Dã, que bobagem, né? Marcamos de sair um tempo depois, mas eu desisti de ir. Desde então, falei com ele por SMS no último ano novo, e só. Triste né, como as pessoas vem, vão, somem e nunca mais sabemos delas. Gostaria de poder dividir um balcão novamente com o Futuro Psicólogo, mas acho bem difícil, até porque não se vive de passado. Mas quando não se tem muita perspectiva futura, recordar esses momentos causa uma mistura de sensações boas e ruins.


quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Estrada, bolhas e cães

Na segunda-feira levantei cedo, calcei o tênis de caminhar/correr o e fui fazer minha caminhada, cerca de 6 kms em ritmo moderado. Pude perceber que meu corpo está muito enferrujado. Cheguei em casa me sentindo como uma senhora reumática e com três bolhas em dois pés, mesmo tendo calçado tênis de caminhada...  se eu tivesse saído de All Star isso não teria acontecido. Na terça repeti a dose, só que de forma  mais leve e pegando outro percurso. Uma das bolhas estourou no trajeto e cheguei em casa quase rastejando. Hoje também caminhei, com curativos nos pés. Meu pé está em carne viva e amanhã vou colocar All Star, além da atadura e meias bem grossas..

Tenho comido normalmente, como uma pessoa que não se preocupa e não exagera. Da mesma forma que abandonei as restrições, abandonei as compulsões.

O que vou dizer agora pode ser interpretado como chatice se você for chato(a), ou talvez você entenda. O fato é que preciso desabafar.
Adotei uma filhote linda em Agosto, ela tem 4 meses e está doente. Primeiro não sabiam o que era, depois acharam que era sarna, mas nunca nenhum cachorro meu teve sarna, e os outros dois estão perfeitamente bem da pele. E agora os sintomas de parvovirose. Já perdi uma cadelinha por conta dessa doença em 2003 ou 2004, mesmo com os cuidados veterinários seguidos a risca, e aprendi a não ter esperanças em relação à sinomose e parvovirose. Hoje ela teve diarreia com sangue, mas está bem, ainda brinca, abana o rabo, mas está severamente magra. Me sinto de mãos atadas e tomei a decisão de nunca mais adotar um filhote, ou um animal de qualquer idade. “Ah, mas é só um cachorro...” Foda-se quem pensa assim.
EDIT:
Vanessa Betterfly me pediu ajuda pra divulgar o desafio dela, então é só clicar AQUI que tem todas as instruções pra participar.

domingo, 27 de outubro de 2013

Hello Fellas! (Com sotaque britânico, por favor!)


Impressão minha ou meu nível de drama aumentou consideravelmente nos últimos tempos?
Tive a ideia (que no momento pareceu brilhante) de apagar esse blog, como fiz com o meu antigo blog do Weblogger em 2007, mas desisti por várias razões, entre elas o fato de que posso escrever o que quiser aqui sem ter meu rosto associado ao dramalhão todo, tem um registro de quase seis anos, eu disse SEIS ANOS de idas e vindas com transtornos alimentares, histórias felizes, histórias tristes e reler o que eu escrevi nesse tempo foi fundamental no que eu chamo de capítulo superando traumas da minha vida.
Em tom não tão dramático:


Parabéns pra mim, que mesmo se emagrecer 10 kgs, voltarei ao que eu estava pesando em JUNHO. Isso mesmo. Em menos de 5 meses engordei 10 quilogramas.
Abandonei (agora, now, nesse instante) todo o tipo de restrição alimentar, pois foi isso que eu tentei fazer nesse tempo. Dane-se. Ou eu aprendo a conviver e controlar essa coisa obsessiva-destrutiva relacionada com corpo e com a comida, ou ela acabará me matando, e baby, eu ainda tenho muita estrada pela frente, com muito mais sorrisos do que lágrimas.

No momento, cansei de dietas, mas isso não quer dizer que vou me enterrar em um pote de açúcar. Quer dizer apenas que cansei e que não pensarei mais "hoje vou comer só uma maçã", porque eu vou comer mais que uma maçã.

See ya. ;)

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Days


Bem, não tenho feito muita coisa. Meus dias tem sido de filmes, um pouco de leitura, reflexões sobre a vida, música e sono de má qualidade. Tirando a última parte, acho que todo resto tem me feito bem. Fazia um bom tempo que eu não parava para assistir um bom filme, porque estava sempre hiperativa demais, nervosa demais, com medo demais. A perspectiva de nada para fazer me deu a chance de fazer coisas como esta sem me preocupar com o que vem depois.

No meio das minhas reflexões, concluí algo triste, porém reversível. E talvez qualquer um, menos eu, já tenha percebido isso. Eu não tenho respeito algum pelo meu corpo. Me alimento com porcarias, em excesso. Não tenho me exercitado, ainda que o meu corpo pareça implorar por isso, aquele medo de colocar o pé pra fora tem sido maior, mas isso está em manutenção já. Além disso, pensei diversas vezes em me machucar, e pela primeira vez, consegui controlar a vontade de fazer isso. 

E como faz tempo que eu não encerro uma postagem com uma foto inspiração, vou terminar a de hoje com o before/after da crazy girl do momento.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

I don't know who I am.


A Anne Darkness comentou que lendo meus posts, parece que não sou mais a Marcy de outrora, e olha, essa guria conviveu madrugadas e tardes adentro comigo, quando ambas ainda frequentávamos a escola. Tempos de MSN. Momentos alegres, momentos doloridos, momentos de só falar bobagem. A verdade é que esse comentário me fez reler o blog. Lendo de 2008 até a metade de 2009 senti uma espécie de vergonha. Eu era fã da saga (de livros) Crepúsculo, fui na estreia do filme, tinha os textos um tanto quanto incoerentes (como se os de hoje fossem a coerência pura) e ideias de uma adolescente um tanto quanto confusa. 2010 foi um ano legal, 2011 sentimental demais.
Conversei com a Darkness no bate-papo do Facebook, expus algumas possibilidades e fiquei de mimimi por um bom tempo com ela, que como sempre, aturou aquele momento.


Mas a verdade? Vou falar a verdade. Palavra repetida demais? Verdade... a verdade é que eu me perdi completamente! Não sei mais quem sou, não tenho ideia de qual rumo seguir. O que eu quero? Não sei! Ao invés de correr, de tentar me encontrar, não tenho feito nada. I have became comfortably numb.
Sou uma decepção ambulante, carrego uma culpa, um trauma, um peso, uma vergonha, e queria poder virar essa página, cara, eu sou forte, mas é como se ficar aqui, parada, sem me entregar ao esforço de uma mudança, de uma verdadeira virada de página, fosse mais confortável. I have became comfortably numb.
Só que eu não quero viver no/do passado, não quero ser a pessoa traumatizada, quero seguir a minha vida, sem ser motivo de caras tristes diante de uma história mal sucedida, ou malsucedida como sugeriu o editor de textos. Eu quero viver e ser apenas presente, mas o presente está vazio, não sei como preencher isso, mas posso afirmar que não é com comida.
Enfim, já divaguei demais.


quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Degringolando


Não sei como iniciar este post. Já comecei a escrever e apaguei algumas vezes, nada parece fazer sentido, em todos os âmbitos da minha vida. Eu sei que provavelmente é mais um momento, como muitos que virão.

No quesito alimentação degringolei total. Em uma semana devo ter engordado uns 2 kgs, mas perdi a coragem de subir na balança, porque da última vez houve um exagero na ingestão de remédios por minha parte.
No quesito estupidez, uma tia minha veio aqui em casa falar com a minha mãe por uma coisa que eu escrevi no MEU MURAL do Facebook. A brincadeira perdeu a graça. A minha mãe estava dormindo ferrada e não acordou, eu tomei todo cuidado para não fazer qualquer barulho, pois sabia que ela tinha vindo falar com a minha mãe por minha causa, já que ela me deixou uma mensagem na rede social.
No quesito trabalho não deu. Tive um faniquito e não fui mais. Por sorte, não chegaram a assinar minha carteira. No dia seguinte outra empresa me chamou para uma entrevista (quem tem experiência no comércio fica sem trabalhar só se quiser). Cheguei na porta e comecei a me sentir mal, então saí de lá e voltei pra casa, me sentindo completamente derrotada.  Isso estaria ligado ao fato de que eu estou ficando sem remédios? Não sei. Não quero ser uma viciada para o resto da vida...


Me sinto desprezível e desprezada, antes por mim do que por qualquer outra pessoa.

sábado, 12 de outubro de 2013

Sangue, Suor & Som

Não sou a pessoa que melhor relata fatos da vida nesse mundo, mas vamos tentar, e lembrando o post onde estava afim de desistir do show, lhes digo: Meu feeling funciona.

Chegamos na fila por volta das 13h:30min, acredito eu, um pouco depois quem sabe. Um sol de rachar. Esta que vos escreve, na intenção de pegar um atestado para seu mais novo e detestável emprego (and heaven knows I’m miserable now...) foi doar sangue de manhã. Atestado ganho, menos sangue no corpo. Foi uma tarde inteira sob um sol escaldante, com conversas malucas, três Gatorades e alguns goles de água. Cada pouco eu brincava que literalmente dei  meu sangue para assistir o show. OK. A noite chegou.

Banda regional de abertura. Empolgação zero, aplauso para os caras no final. Minutos depois Megadeth sobe ao palco e a loucura começa. Eu não sou muuuuuuuuito fã da banda, então não pulei, não enlouqueci, apenas me movi um pouco com a onda feita pela multidão. O show acabou e DE REPENTE aquela voz inconfundível do Ozzy dizendo: “OLÊ OLÊ OLÊ OLÊ” Pronto, comecei a enlouquecer. Quando eles subiram naquele palco esqueci o cansaço, as dores, o sangue doado e pulei com a galera como se eu tivesse em forma pra isso. O tiozão que provavelmente beirava os 50 (se é que já não os tinha passado) estava melhor que eu. Mas fui. Vi que continuava ao lado de uma amiga e um amigo, ou melhor, atrás de uma amiga e na frente ou do lado de um amigo.  
Quando eles começaram a tocar End Of The Beginning e eu parei quieta percebi que algo não estava bem, mas essas coisas passam.  Aí começou Fairies Wear Boots, mas minha cabeça já não ficava mais em pé e minhas pernas falharam. Em resumo, assisti mais da metade do show, o resto, ouvi sentada no ambulatório, com mais algumas pessoas no meu estado e um cara que entrou em coma alcoólico.  Um amigo que me acompanhou até o ambulatório teve que encontrar o resto do pessoal andando lá do fundão, porque não deixaram ele voltar por onde ele saiu, e isso deixou minha consciência pesada, mas um dia, quem sabe, eu possa retribuir o favor ou algo que o valha.

Resumos&Lições

*Nunca doe sangue em dia de show para pegar atestado. É estupidez. Você vai precisar daquele volume no teu corpo.

*Beba muuuuuuuuuuuito líquido, água, isotônico, água, suco, água, não importa se você tem uma bexiga que enche, o que você sua durante o show provavelmente pode ser colocado em uma garrafinha, daí tanta necessidade de líquidos.

*Pule, mas se estiver fora de forma, nem tanto.

*Não faça LFs antes de um grande show.

*Não reclame da sua cara gorda nas fotos, ao menos você tem história.

*Se nos dois dias seguintes sentir fome e sede como um leão em jejum, SE ALIMENTE e beba muito líquido, você precisa.


*Depois que passar, ria e recomece sua busca por um corpo melhor.

Foto que peguei de uma amiga. Sem pedir. Não posso dizer "ó publiquei no meu blog, este é o endereço" porque seria mais um sermão...

Abraço pra quem é de abraço, beijo pra quem é de beijo e aceno de mão pra quem é de acenar.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Aquele momento em que tu não sabe um título pra colocar aqui....

Sim, essa foto de novo

A força fugiu de mim como se ela fosse uma detenta e eu a penitenciária. Me arrasto pelos pequenos cômodos desta casa tão cheia de energias ruins. Penso em ler um livro, mas não consigo me concentrar.

Estou conseguindo fazer uma dieta bem reduzida, por pura falta de vontade, mas não consigo me exercitar, então os resultados serão mais lentos. Estabeleci a seguinte rotina: Me pesarei toda sexta-feira, e toda sexta terá uma meta, se a meta não for atingida, LF radical no final de semana e pesagem no domingo. Mas acredito que as metas serão atingidas todas as sextas, porque são bem ponderáveis.

Depois desse bendito show do Black Sabbath vou ter que dar um jeito na vida. Arrumar um emprego, fazer uma viagem, procurar um médico, estudar... qualquer coisa. 

Perdida, triste e desesperada

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Essa coisa que sai dos olhos


Dormi chorando, acordei chorando, nem  eu mesma sei porquê. Sabe quando as coisas saem erradas todas de uma vez? Não é como se você tivesse uma vida normal e surgisse um problema do nada. É você tendo uma droga de vida com alguns momentos bons do nada.

Eu tinha uma entrevista hoje à tarde, mas com o rosto nesse estado, não há condições. Uma coisa é você derramar lágrimas por quinze minutos, outra coisa é você pegar no sono depois de muito tempo chorando, acordar, sentir que tudo está igual, e chorar por mais de uma hora.
Ah, mas você tem dois braços, duas pernas, nenhum problema, pode ser feliz. Pense nas pessoas paralíticas, com pernas amputadas que se superam.
Pois é, mas essas pessoas não são eu.

Essa semana a dieta será baseada em salada, frutas, legumes  e grãos em pequenas quantidades.


Encerro este post dizendo que a frieza das pessoas me assusta tanto quanto doenças terminais, mas que a bondade de algumas outras me faz ter um tantinho de fé ainda.

domingo, 29 de setembro de 2013

(in)decisões


Contradizendo tudo que eu disse na semana passada, minha vida está completamente pífia e sem rumo, e parece que o único jeito de conseguir mudar isso é sair da cama, tirar o pijama e ir trabalhar.
Estava conversando com a Lovely sobre emprego, responsabilidades e essas coisas, e nos lembramos no filme Beleza Americana, onde o protagonista larga seu belo, estável e respeitável emprego para trabalhar em uma rede de fast food porque ele simplesmente cansou de responsabilidades. Talvez eu vá por esse caminho no momento, já que não quero me envolver em algo que precise dedicação, empenho, amor pela empresa, etc.


Se alguém entrasse na minha cabeça encontraria algo tão confuso, seria como se perder na terra de ninguém. Várias ideias, planos opostos, contradições, letras de músicas, cenas de filmes, tabelas calóricas...
Falando em tabela calórica, não quero nem lembrar quantas calorias tem uma lata de cerveja, porque depois de comer minha salada no jantar, não sei a quantidade de cerveja que bebi.
Acabei contando pra meia dúzia de pessoas traumas de infância que eu não deveria ter contado. Uma delas já sabia, a outra é confiável o suficiente pra saber, quanto às outras, são ótimas pessoas, mas não precisavam saber disso.
Acontece que esses traumas sempre estiveram escondidos, e nunca me espetaram dessa forma porque nunca tive situações envolvendo coisas relacionadas com a situação traumática, agora cheguei em um momento da vida em que coisas acontecem, mas esses traumas parecem me travar demais.

Não aguento mais aquele olhar de reprovação da minha mãe, que diz que tudo que eu faço está errado. Afinal, bobagem por bobagem, ela estava engravidando na minha idade, ao menos eu estou apenas... sendo imbecil.

Foto da menina antes e depois. Inspiradoras, como de costume. 

sábado, 28 de setembro de 2013

Três Pontinhos

Meu sábado está sendo uma bosta.
A única coisa boa até agora foi ter comprado um batom vermelho, e claro, ver as fotos das thinspos mais inspiradoras que existem. Acho muito mais estimulante uma thinspo before/after do que a menina magrinha por natureza.


Ontem saí da dieta, mas emagreci 2 kgs em 4 dias. Agora vou incluir um carboidrato porque me senti muito mal. Então será incluída meia fatia de pão no café da manhã, e um grão (ervilha, milho, arroz, feijão, soja) no almoço. No mais, salada e maça mesmo. Quem sabe uma laranja vez ou outra pra diversificar.

Besos.