quarta-feira, 29 de maio de 2013

E agora, quem poderá me ajudar? + Projeto Saboneteiras

"Somos um exército
O exército de um homem só
No difícil exercício de viver em paz"


Parei tudo. Não sei o que se passa comigo. Não aconteceu uma ou duas vezes, mas várias vezes, doze, pelas minhas contas. Fui chamada para doze entrevistas de emprego e na hora de sair de casa começo a sentir dor de cabeça, tontura, frio, calor, ânsia de vômito...

No começo associei isso à falta de vontade e empolgação com os cargos para os quais eu era chamada, mas hoje, após não ir em uma entrevista num local onde eu gostaria de trabalhar, com horário e salário bom, eu me pergunto o que é que está acontecendo comigo.

Ainda ontem iria em uma festa com algumas amigas que conheci quando estava na faculdade, e tinha chamado dois amigos mais chegados também. Começou a me dar um desespero, e no final da tarde começou a chover, e aquela foi a minha deixa. Torpedos avisando que eu não iria por causa da chuva. Qual é!  Chuva nunca foi problema pra mim, até tirava sarro de um amigo que um dia não quis sair por causa da chuva, e agora eu canto essa pra mim mesma?
A última vez que eu me senti assim foi em 2009, até que uma livraria onde eu queria muito trabalhar me chamou pra fazer uma entrevista e eu comecei a trabalhar lá. Agora nem com a perspectiva de um emprego “ok” eu consegui reagir.


Tenho relacionado tudo ao meu ganho de peso. Uma conhecida disse que pra gorda eu AINDA não sirvo, segundo ela, eu sou normal. Me olho no espelho e sinto falta das minhas “saboneteiras” aparecendo. É estranho, mas é/era a parte do corpo que mais gosto/gostava em mim, e agora não as enxergo. Procurei uma foto onde elas aparecessem para usar como inspiração, não achei nenhuma que fosse lá grande coisa. Na foto abaixo elas aparecem bem pouquinho, mas aparecem. Só que quando vejo essa foto acabo lembrando que era outro tempo, outra vida, outros sonhos... outra Marcy.

Aguardem, no próximo post trarei o Projeto Saboneteiras pra vocês verem.
Posso não conseguir socializar, mas quero minhas saboneteiras de volta.



Aliás, cortei meu cabelo, num desses momentos de crise. Estava mais comprido do que nessa foto onde ele aparece um pouquinho. Agora cortei na altura dos ombros. Cansei.


Obrigada pelo apoio de sempre.

domingo, 26 de maio de 2013

Amém



Esse gosto amargo na minha boca se chama recaída. Esse cheiro fétido ao redor, fraqueza. 
Eu não quero voltar a ser aquela gorda reclusa novamente. Eu simplesmente não conseguiria viver assim. Então eu tomo uma atitude quando vejo minhas roupas, uma a uma, ficando apertada em mim. Laxantes, controladores de apetite (que já nem tem mais o mesmo efeito), diuréticos…


“If I die before I Wake, pray The Lord my soul to take.”

Não vomitei uma única vez, apesar da vontade.
Não sei como será daqui pra frente. Olho para o céu e digo em pensamento: Que seja feita a vossa vontade!


sexta-feira, 17 de maio de 2013

A chave



O que leva um ser humano a procurar a constante destruição?
Por que diabos eu acabei de comer massa com molho às 4 da manhã?
Talvez ficar desocupada seja um problema. Agora tenho mais um problema: Toda vez que sou chamada para uma entrevista tenho um pití e não compareço. Devo estar queimada em umas duas ou três agências de emprego. Mas juro que na próxima eu vou. Nem que eu beba um martelinho pra isso. Eu juro. Me dou o prazo de dez dias a partir de hoje para conseguir um emprego e voltar a ter uma rotina que não envolva madrugadas em frente ao computador e tardes na cama.

Pra quem lia esta porcaria de blog em 2011 sabe que eu fui apaixonada por um menino e tal. Aí hoje eu me pergunto, como é que eu pude querer me apaixonar por alguém se eu não consigo me acertar sequer comigo mesma?!?!?! Talvez essa seja a chave do problema. Mas ter a chave sem saber qual porta abrir torna as coisas mais complicadas.
Me sinto presa nesse buraco que eu cavei, como se o meu quadril largo me fizesse intalar.

Parei. Não sei o que fazer.



quarta-feira, 1 de maio de 2013

Era uma garota, que como eu...



Venho postar após uma caminhada de 40 minutos. Depois de 3 semanas trancada trabalhando essa coisa de auto-piedade, culpa, auto-punição e lágrimas começo a fazer o que quis fazer desde o momento em que me demiti: Cuidar de mim. 
Pensei, pensei, pensei. Alcancei algumas conclusões que podem definitivamente mudar meu ciclo de engorda-emagrece-fica feliz-fica triste. Superei a fase onde achava uma menina de 1,75 e 40 kgs bonita.


*Não nasci pra ficar sem comer, fazer regime, passar fome. Preciso e gosto de comer de tudo, e toda a vez em que eu tento cortar algo de uma forma definitiva, ou fazer uma dieta de 400 calorias, acabo tendo uma compulsão em no máximo dois dias, onde como até ter dificuldade de andar. Isso acabou. Não me meto mais em LFs, NFs e afins.

*Exercícios me fazem muito bem, e justamente por desistir de dietas rígidas vou apostar com tudo neles.

*Minha mente é muito amiga, esperta e inteligente, porém às vezes ela é traiçoeira. Eu sei que eu não preciso comer tal coisa, mas ela diz que aquilo seria o melhor naquela hora e muitas vezes acaba me convencendo, me tirando a concentração do que quer que eu esteja fazendo até matar aquela vontade desnecessária. A técnica é esperar sempre mais cinco minutos, depois mais, cinco, e assim por diante. É o que eu tenho no momento.

Há muito que ser trabalhado ainda, mas eu vou conseguir.