terça-feira, 30 de julho de 2013

Aniversário

Well. Na última quinta-feira foi meu aniversário, uma data que deveria ser bem menos tensa do que sempre é. Quando relembro meus últimos aniversários tenho o seguinte:
2009 – Estava em casa listando tudo que se pode fazer legalmente depois dos 18, e não tinha nada da lista que eu pudesse fazer, portanto lamentei que a poderia ser presa se fizesse alguma bobagem. Minha vó morava comigo e o abraço dela foi a melhor coisa.
2010 – Domingo em casa assistindo DVD. Melhor coisa foi falar com a minha vó, que já não morava mais comigo e ter ido no teatro com minha irmã na noite anterior.
2011 – Minha mãe e eu havíamos discutido um dia antes, e no dia  ela tentou fingir. Fez isso até o começo da tarde. A coisa boa foi ir na PUC refazer a matrícula da minha faculdade e claro, receber as felicitações da minha vó. No dia seguinte fui no aniversário do meu amigo e mal avisei mamis. Voltamos a nos falar dia 27, mas só porque eu saí dia 26.
2012 – Estava em casa de atestado me curando de uma catapora e inflamação no ouvido. Faltavam 60 dias para completar um ano da morte da minha avó.


2013. Dois mil e treze. Uns dias antes do meu aniversário minha mãe começou a agir de forma estranha, como fez no último natal, e me fez um pedido semelhante ao que fez perto do natal. Pediu que eu não me trancasse no quarto com cara de quem está se perguntando “Por            que eu nasci?”... ok atendi o desejo dela, tirando o fato de ficar no quarto, isso tornou-se um hábito mais frequente do que eu gostaria. De todas as pessoas que me fazem sorrir quando me felicitam, ficaram faltando duas. Uma porque não dá a mínima pra minha pessoa e a outra porque estava de mal comigo. A melhor coisa foi receber o telefonema da “B”, minha querida irmã mais nova que mora longe muito longe.

Não tenho mais nada para falar, pois meus dias tem sido de um vazio extremo causado por mim mesma e minha falta de aptidão pra lidar com pessoas. Amigas tentam me dar sacodes, puxões de orelha, mas tem sido tudo em vão, esse é um fardo que eu preciso carregar sozinha, e preciso aprender a carregar fardos.


7 comentários:

Sandy disse...

parece que vc tá um pouco em baixo né? por isso que vc prefere ficar no seu quarto, além de se ter tornado um hábito. Mas nunca é tarde pra sair de seu quarto e fazer companhia pras pessoas que vc ama. Eu tou só falando pra te motivar a isso, porque só te faria bem. ***

Ludvika disse...

Uma descrição quase fiel de mim. Desculpe-me mas nesse caso não tenho conselhos, só posso te desejar um feliz aniversário :)

Lovely disse...

Oi Marcy!
Te entendo. Sabe que depois de 2009, não tenho mais vontade de atender o telefone no dia do meu aniversário. A minha avó era a primeira a me ligar. Como essa ligação me faz falta!

Espero que essa fase passe logo. Não sei o que dizer, porque meus dias não tem sido muito diferentes. Só quero que saiba que estou aqui para te ouvir, sempre que precisar!

Beijinhos.
Melhoras :)

A Noiva Cadáver disse...

Os fardos, parecem impossíveis de desaparecer não?
Eu te desejo um Feliz Aniversário, e de resto que sua tristeza seja menos acentuada.
Abraço sincero

M. disse...

Ainda há muito o que aprender para todas nós, Marcy. Que direi de você que é tão jovem?
...
Só com o passar do tempo e com mais experiências você conseguirá lidar com os pesos que hoje você não sabe carregar. Tenha paciência e força. A sabedoria deve vir com o passar dos anos...
Olha, desejo para você não só um feliz aniversário (atrasado, de novo), mas também que os meses subsequentes a essa data lhe sejam produtivos e preenchidos com menos vazio. Felizes por assim dizer. =) Machuque-se menos. Viva mais.
Dei uma sumida, mas continuo lendo você.
=**

Mariana

Rose Cassée disse...

Também sinto esse vazio...

Saudades Marcy <3

Borderline Transtorno de Personalidade disse...

Isso vai passar.