terça-feira, 24 de setembro de 2013

Mudando o rumo da prosa


Me pesei. Entrei em desespero. Um desespero que eu nunca tinha sentido antes, sentei no chão e chorei. 
Hoje aliás, completam-se dois anos da morte da minha avó amada.

Tomei uma porrada de remédios que eu mantinha para serem usados aos poucos se necessários. Tomei basicamente tudo de uma vez. Deixei um bilhete pra minha mãe, tentei ser o mais alegre possível. 

Não foi suficiente (o número de remédios) e acordei com a minha mãe me colocando sentada na cama. Ela perguntou mil vezes se tinha acontecido alguma coisa. Disse que não. Então ela disse que tinha algo horrível para me contar. Perguntei se ela havia sido demitida. Ela disse que não. Respirou fundo e falou que a Joyce tinha morrido. Joyce pra quem não sabe, é a vira-lata de 5  anos que eu vi nascer, e que vinha sentindo um comportamento estranho nos últimos dias. Isolada, brava, triste.

Fui ver o corpinho dele, já gelado, frio, com saliva nos cantos da boca. Ela deve ter sofrido. Tomei mais remédios e dormi.


Não estou com forças para passar em vossos blogs agora, pois tomei mais alguns remédios, mas amanhã eu passo. Tomara que tenha passado também a dor.

6 comentários:

Beatrix disse...

Eu, faz um ano, decidi que não terei bichos de estimação. Sei que me apego demais a todas as criaturas vivas, sofreria demais. O ruim de relacionamentos de amizade virtual é isso... Querer estar junto pra dar um ombro, uma força, coisas que só sentimos quando o amigo está presente, e não poder... Sinto muitíssimo amiga, gostaria de estar aí. Logo logo vai doer menos, e cada vez menos, não só a perda dela, mas tudo mais...

Qualquer coisa te passo meu celular por face, podemos trocar sms a qualquer hora! Um beijo...

Lovely disse...

Marcy!
Imaginei que você não estava bem quando vi o twitter hoje a tarde. Eu queria tanto estar aí perto para te ajudar :,( Nem se fosse só pra gente tomar umas cervas e falar um monte de bobagem.
Não consigo imaginar a aflição que está sentindo com tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo. Fico pensando no que eu faria nessa situação, numa tentativa de te ajudar de alguma forma, mas eu também ficaria sem ações. A não ser se... Não sei se te agrada essa opção, mas você já tentou procurar o caps aí onde você mora? Muita gente não gosta (talvez seja o seu caso), mas eu acho muito reconfortante quando estou em crise. Me sinto segura e parece que saio do mundo por uns tempos. O difícil é conseguir uma vaga de imediato. Mas, de repente, vale a tentativa.

De coração, melhoras.
Beijinhos.

Isabella disse...

Poxa que foda...
Não vou dizer aquelas coisas clichês pq não vai adiantar porra nenhuma =/
É uma merda tudo isso.
Também perdi meu avô que era super importante pra mim e sei q muitas de nós provavelmente tbm perderam um ente muito querido e importante do qual sentem uma falta coloridíssima e tbm já perderam seus animais de estimação - eu perdi a Mila que ganhei qdo eu tinha 4 anos de idade e ficou comigo por 19 anos, foi péssimo. Fato é que a morte é certeira, cedo ou tarde temos que lidar com ela, as idas das pessoas que acabam saindo da nossa vida, amigos que se afastam, pessoas que se mudam, são ensaios para essas idas definitivas...
Pense nisso como um ensinamento, aprenda algo positivo, não fique se amortecendo com remédio - tenha um ato de bravura! Dor ensina, é ruim, mas ela existe por um motivo.
Muita força!!
Conta comigo!
Mudei meu endereço do blog pq o antigo não sei pq esta dando algum problema nas postagens, então estou retomando as postagens(após um hiato involuntário - tudo se explica por lá) em um outro endereço e já to te seguindo.
Bjokonas
:***

Anita Perfeita disse...

Oi Marcy!

Querida o que foi isso descrito aqui?

Pensando bem, o efeito dos remédios mais cedo ou mais tarde vai passar, mas a saudade da Joyce não passará,a dor da perda é algo que nos acostumamos em conviver pq infelizmente não tem outra solução.

Sei exatamente como é perder animais de estimação porque tenho alguns enterrados no quintal e outros tantos que morreram por aí envenenados,em julho a minha gata Nicole "sumiu" e em agosto o último filhote dela Kitério "sumiu" também estão mortos,o pai Kanzeon e o irmão Kanzinho estão enterrados no quintal eu fiz dois posts nas respectivas épocas "ADEUS KANZEON!" e "ADEUS KANZINHO!".

Há cinco anos perdi dois gatos Tigrão e Brian,e antes disso envenenaram a cachorrinha Polly dentro da minha casa.E antes de eu vir morar aqui mataram dezenas de outros bichos do meu marido,perdi as contas.
Enfim nem preciso dizer que estou cercada de inimigos né?
Além da dor da perda eu tenho de conviver com a maldade alheia,não me lembro de ter perdido um bicho por morte natural.

Agora só tenho dois gatos: Boris que peguei na rua há anos,todo amarelo,pelo longo,olhos amarelos e Patrick siamês,pelo curto,olhos azuis(estrábico),ambos castrados e presos dentro de casa a sete chaves.

Claro que tenho saudade de todos os meus animais,mas prefiro me lembrar dos momentos de carinho que tive com eles.

E digo Marcy que tente lembrar somente dos bons momentos que vc teve com a Joyce,a lembrança daqueles que amamos é tudo que realmente tem valor nesta vida.

1 abraço ^^

Sarah Kaeda disse...

Oh, Marcy!
Mas que barra tudo isso. Sinto muito pela sua avó e pela Joyce, junte as lembranças boas delas para se dar um motivo para viver. Espero sinceramente que supere isso e de a volta por cima, você é muito forte e capaz e sabe disso.
bjOus

Ludvika disse...

Perder um animal de estimação dói tanto quanto perder uma pessoa amada... Vivi momentos parecidos quando no início do ano mataram meu gato, inclusive há postagens no blog. Cuidado com esses remédios, por favor. Espero que fiques bem <3