sábado, 30 de novembro de 2013

Depois do último post...

Comecei a arrumar meu quarto, e por volta das dez horas encontrei minha mãe na cama dela, olhos semiabertos, banhada em suor, sem responder aos meus chamados. Liguei para minha tia e com muito custo e ajuda de um vizinho, conseguimos levar ela ao Pronto Socorro.

Eu lembro dos gritos, eu lembro daquela madrugada pavorosa ao lado dela, que mesmo de olhos abertos não me reconhecia e gritava, dos outros pacientes e familiares assustados com o estado em que ela se encontrava. Queria poder apagar isso da memória, mas não dá. Minha mãe, depois de um erro de diagnóstico e dois dias internada, foi diagnosticada com isquemia cerebral transitória, que gerou um AVC, etc. 
Felizmente foi um lance transitório.

Ela está em casa agora. “Bem”. Não se lembra de nada, esquece coisas de um dia para o outro e continua tendo picos de pressão arterial, mas está seguindo à risca o tratamento. Sal light, açúcar light, temperos para substituir o sal, tudo isso faz parte da nossa vida agora. Só agradeço a Deus e ao apoio de todos que estiveram conosco em pensamento ou pessoalmente.


Céus... eu achei que o pior iria acontecer. Mas não aconteceu. Deus provavelmente ouviu falar muito da minha mãe nos últimos dias, tipo George Bailey em A Felicidade Não se Compra.


quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Um novo caminho no meio do labirinto (???)

Os últimos dias foram de recaídas e auto-sabotagem (que se dane a nova gramática).
Mas hoje acordei melhor, apesar dos diversos pesadelos. Agora se vocês me permitem, vou voltar a fita para cerca de um ano atrás...

Tive uma criação católica. Minha avó, antes de me colocar na cama, rezava a oração pro Anjo da Guarda comigo. Minha mãe, quando estava em casa, rezava um pouco e conversava comigo até eu pegar no sono, e no dia em que eu disse que achava que odiava meu pai por todas as colegas da escola terem um, menos eu, ela me lembrou daquele trecho: “Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.” E que se ele cometeu erros que o afastaram de mim, eu não tinha o direito de julgá-lo. Ok...
Minha mãe foi para um lado mais espírita, que aliás, se assemelha muito ao catolicismo, eu, virei uma dessas pessoas que acredita em tudo, mas minha vó morreu com um terço nas mãos. E sempre dizia que rezava por mim, e no nosso último encontro, nunca vou me esquecer do que ela disse.

Tenho duas freiras na família. E minha tia tem uma amiga freira, e recebeu a visita dela há um ano mais ou menos. Fiquei encantada com as histórias. Anunciei para os meus amigos que estava pensando em ir para um convento, mas terminei bêbada demais naquela noite pra acreditar em mim mesma. Etc, etc, etc.

De volta ao presente, me sinto sem serventia aqui nessa casa. Me sinto, de alguma forma, abandonada por mim, a procura de um caminho, em um labirinto, sem saída. Eis que a minha madrinha me mandou um livro, como todo final de ano ela manda, e nele tem um folder de um grupo ou congregação de irmãs. Entrei em contato com elas, ainda não obtive resposta. Mas acho que se for pra ser, será.


O fato é que não aguento mais conviver com derrotas, com o vazio, com o nada. Vou me salvar, eu juro que vou sair dessa, porque eu me amo, e não vim aqui pra ficar a toa não. E lembrando também que mandar um e-mail para as Freiras não quer dizer de fato, que você vá entrar lá e fazer os votos de cara. Há todo um processo de conhecimento do local, dos hábitos delas, etc. É apenas uma possibilidade, nada mais do que isso.

Por outro lado, tem a minha mãe, que parece não conseguir ficar sozinha. Mas às vezes, sinceramente, penso que é a minha presença que atrapalha.

domingo, 17 de novembro de 2013

Inércia, dentes e faxina

Olá!

Coisa boa encontrar no post passado algumas fãs de Pink Floyd por aqui. É minha banda favorita!


Pois bem, tive um final de semana/feriado terrível, de TPM, tristeza e vazio. Sabe quando você não tem vontade de levantar da cama? E eu pouco levantei. Tem horas que não adianta forçar a barra e querer fazer alguma coisa, eu acho. Talvez, aliás, é bem provável que eu esteja errada nesse ponto.

Como eu tenho cólicas absurdamente fortes estou no momento bem legal com remédios para a dor e para a inflamação no meu dente. Paz na terra, irmãos. Aliás, essa inflamação do dente não passa, e a coisa que eu mais tenho pavor no mundo, pavor mesmo, é dentista. A última consulta foi em 2011, e é claro que passei mal antes de ir. Agora só vou se eu tiver um bom calmante antes. Não existe a possibilidade de eu ir de cara limpa no dentista, e como procedimentos dentários e bebida alcoólica não combinam, é melhor pedir um calmante, ir no médico e explicar, sei lá. A outra questão é que não estou tralhando, e não quero usar o dinheiro da minha mãe para arrumar um dente que eu estraguei com anos de bulimia. Então logo que eu voltar a ser alguém respeitável com um salário no fim do mês, estarei marcando médico e dentista. 
Por que o medo? Vários motivos. A área dói, uma tremida na mão do profissional (ou no corpo do paciente) e ele pode furar tua boca. Se for um louco sádico, pode te imobilizar arrancando todos os dentes e cortando a língua em seguida.

Estou tentando arrumar minha casa que está uma bagunça. Não tem mais lugar pra sentar no sofá da sala porque eu fui deixando lá todas as roupas recolhidas ao invés de guarda-las. Tem um monte de peças de roupa do passado que não servem mais, de quando eu era pré-adolescente ainda, e com certeza terão melhor uso se doadas. E tem mais um monte de coisa fora do lugar. E tem muita quinquilharia que tem que ir pro lixo mesmo. Então essa semana que está chegando será dedicada a faxina e caminhadas de uma hora todos os dias. E não esquecendo de que colocarei as correspondências da Beatrix e da Ana no Correio. 


Cumprindo esses 3 itens, eu terei uma semana proveitosa.

P.S - Lovely, dá notícias. Se alguém tiver notícias dela, me avisa. Mandei SMS pro teu número, mas disseram que eram o número errado. O.o

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

"Há um mapa dos meus passos nos pedaços que eu deixei"

Eu estava com uma vontade enorme de escrever, mas não sabia, ou não sei direito como começar, então coloquei The Dark Side of The Moon, do  Pink Floyd, e resolvi deixar ser.

Talvez eu não saiba por onde começar porque não tenho novidades concretas. 
Vendo pelo lado bom, não fiz nenhuma bobagem fora do normal, já analisando o lado ruim, eu deveria ter pelo menos UMA novidade boa para lhes contar ao meu respeito, mas não tenho feito nada. Tenho algo para postar nos Correios para a Ana e para a Beatrix, mas indo dormir antes das nove e acordando depois das dezesseis fica difícil. Preciso mudar essa inversão maldita de horários. Quero acordar e dormir cedo, quero ter uma vida de novo! Vida nova!


Ah, como eu queria afirmar que amanhã vou começar a dieta dos apóstolos no deserto, mas não consigo, uma ansiedade começa a me corroer e enfio os pés pelas mãos. Mas não sou um caso perdido! DE FORMA ALGUMA.  Comprei uma porrada de chás, a maioria com tendências “calmantes”, como camomila, erva-doce, erva-cidreira, essas bruxarias todas. Também comprei o azedinho hibisco, que DIZEM TODOS OS LUGARES, auxilia na eliminação de peso. Claro, se combinado a uma alimentação saudável. Mas não basta comprar, é preciso tomar! 


Quero agradecer a todo mundo que apoiou a luta pelas minhas calcinhas. Nós, eu e as calcinhas, agradecemos e vamos honrar a causa!

E continuo com umas ideias na cabeça, em breve compartilharei algumas maluquices com vocês. 

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Recado a um anônimo, movimento e calcinhas

Antes de qualquer coisa, quero deixar meu repúdio ao anônimo que criticou a Beatrix. 
Chamou a guria de stalker, mas quem fez uma crítica anônima dando a entender que lê todas as postagens dela e fica bisbilhotando o perfil da guria no Facebook?

Chega de perder tempo com um imbecil desses.

Por aqui as coisas estão em movimento, se definindo, caminhando pra uma nova direção.
Interrompi minhas caminhadas porque  uma parte do meu bairro alagou e as ruas estão abarrotadas de caminhões, que eu não sei que tanto fazem. Mas se no final do dia estiver desse jeito ainda, procurarei uma rota alternativa, porque a vida precisa de movimento! Eu preciso de movimento!


Estou literalmente perdendo as calcinhas devido ao ganho de peso. A minha bunda e meu quadril aumentaram tanto, que terei que recuperar as roupas íntimas, além das demais peças do armário. Porque eu tenho um bando de calcinhas que comprei há pouco tempo e não vou comprar peças maiores. Calcinhas novas só em Janeiro, e sem aumento de tamanho. Pelo resgate das calcinhas! Entre nessa corrente você também!


Por hoje é só gente linda.
Beijocas.

domingo, 10 de novembro de 2013

Concreto&Asfalto

“Tenho feito o meu caminho
Volta e meia fico só

Reconheço os meus defeitos
E o efeito dominó”

Concreto e Asfalto - Engenheiro do Hawaii


Um post maior do que os últimos...


Bem, como vocês estão cansadas de saber, nos últimos tempos mergulhei em uma rotina diferente, que começou voltando uma dedicação para coisas que eu tinha esquecido de fazer, ou acabava sempre deixando pra depois. Começou com mais de uma semana entregue a filmes de todos os tipos, coisa que eu andava deixando de fazer por estar sempre estressada demais para isso. Coisas como essa estavam sendo postergadas para eu me afundar em paranoias e depressão. Foi aí que esse termo tão lindo me veio à mente, e percebi que precisava resgatar o meu de volta: AMOR PRÓPRIO. Eu amo muitas pessoas, de várias formas. Minha nano-família, meus amigos, meus cachorros, etc. Só que nos últimos tempos eu esqueci de amar a pessoa que mais importa, no caso, eu mesma. 

Aí faço um link com um texto da Martha Medeiros que exemplifica isso com aquela história de que nos aviões, em caso de despressurização, quando as máscaras caírem você tem que, antes de mais nada, colocar a sua, porque se você não receber o oxigênio da máscara, não vai conseguir ajudar ninguém. E isso tem tudo a ver com amor próprio. Não que eu não vá conseguir ajudar ninguém se eu estiver na pior, mas o “rendimento” certamente não será o mesmo. E que amigos gostam de ter uma pessoa baixo astral sempre por perto? Eu, sempre que lembro de rezar/orar/falar com Deus/meditar, agradeço pelos amigos que eu tenho. Os melhores, mas isso me fez lembrar o episódio em que deixei o Facebook.

Apenas duas amigas pensaram “ah, ela cansou do Facebook”, os demais amigos todos ficaram preocupados, alguns até demais, com medo que  eu tivesse excluído minha conta para em seguida pular de uma ponte. Exagero deles? NÃO! Eu é que vinha passando uma imagem de pessoa deprimida, sem rumo e sem motivos para viver. Não é com orgulho que eu me lembro da noite em que virei não sei quantos comprimidos de nem lembro o quê. Como esperar que as pessoas que realmente me conhecem não ficassem encucadas? Mas essa não sou eu. Tenho meu lado dark, como qualquer ser humano, e também sei que precisarei enfrentar muitos momentos tensos ainda, mas ajudaria se eu reagisse de uma maneira diferente da qual venho reagindo ultimamente.
Acho que vou deixar a modéstia de lado e dizer que isso se chama amadurecimento. Sinto que esse tempo meio afastada, entregue a coisas boas (filmes, leituras, reflexões, música,seriados, etc) e coisas ruins (comida em excesso, falta do que fazer) me fez crescer um pouco, e mais do que isso, me fez relembrar quem eu sou. Sem os rótulos que eu mesma tentei colocar em mim ultimamente. Descolada, traumatizada, pessimista. Não sou assim, mas isso foi o que eu tentei passar nos últimos tempos, e foi o que eu vivi, me agarrei a isso. 

Esqueci da pessoa que eu realmente sou. Otimista, que pula de alegria em público quando recebe um SMS com notícia boa, que gosta de cinema independentemente de ter ou não com quem ir, que ri das coisas, que grita “UHUUUUUUU” quando se empolga, que tem esperanças de um futuro melhor e vai atrás.

Vou recomeçar, porque é isso que eu faço quando preciso. Essa sou eu, não essa guria que se entregou a um monte de comida e tristeza. Ainda não decidi quando ou por onde começar. Mas se eu me sentir preparada na semana que vem, eu vou. Se eu decidir que a melhor coisa a se fazer no momento é atender clientes do Mc Donalds é exatamente o que eu vou fazer, sem pedir opiniões de terceiros. Se eu achar que devo esperar algo “melhor”, assim será.

Obrigada a todas que estão sempre por aqui comentando, dando força. E obrigada as gurias lindas que fazem postagens simplesmente inspiradoras, que são humanas, que mostram que a união faz a força sim, e que é sempre possível levantar de um tombo. 


sábado, 9 de novembro de 2013

Fatos (pseudo)históricos

Atenção, algo histórico aconteceu comigo na última semana!
Que rufem os tambores....

Fui pra academia. Pesos, esteira, aparelhos de musculação e  elíptico! Só que fui em um único dia e não voltei mais. Até curti, principalmente as horas depois, é uma sensação boa, porém, no dia seguinte cada músculo, terminação nervosa, gordura localizada e cada tendão gritava comigo. Prefiro colocar meus fones e sair pela rua do que ficar na esteira de uma academia ouvindo putz putz. Quem sabe no futuro eu tente repetir isso, mas no momento não dá.

E depois da minha desventura na academia, me perdi e mais uma vez, saí do rumo nos exercício e principalmente na alimentação, mas ó, a próxima postagem vai estar melhor nesse sentido.


Tenho feito uns planos bem malucos também.

Vamos terminar o post com a thinspo Kelly Osbourne que disse que não fez dieta rígida nem usou medicação pra emagrecer. Tá linda e poderosa Kelly, mas nessa conversa eu não acredito, e eu "te conheço" desde A Família Osbourne, da MTV.


terça-feira, 5 de novembro de 2013

Uma recuperação, um desenho e uma lembrança


Primeiramente, a cadelinha parece estar se recuperando milagrosamente. Não tenho do que reclamar. Aliás, obrigada por todas as palavras positivas que foram deixadas aqui.

Venho engatando o presente em marcha lenta, mas volta e meia, como agora, me lembro de momentos agradáveis do passado. Gosto de usar apelidos que combinem com as pessoas que eu cito.  E foi me arrependendo de ter jogado um desenho fora há alguns meses que recordei do Futuro Psicólogo, o único cara que não se assustou com meu... conjunto peculiar.  Desabafei com ele por cerca de duas horas e meia (absolutamente sobrea), sentada em um balcão. No fim fiz uma observação sobre o tempo que fiquei falando, para ele dizer que afinal de contas, eu era uma pessoa normal pra ele. Na semana seguinte, na mesma droga de balcão, ele disse que estava afim de desenhar um animal e perguntou qual eu gostaria de ganhar. Pedi um unicórnio. Depois de desenhar um unicórnio e me entregar, ele pediu o papel novamente, e quando me entregou, tinha desenhado o zoológico inteiro, como se unicórnios existissem. Dã, que bobagem, né? Marcamos de sair um tempo depois, mas eu desisti de ir. Desde então, falei com ele por SMS no último ano novo, e só. Triste né, como as pessoas vem, vão, somem e nunca mais sabemos delas. Gostaria de poder dividir um balcão novamente com o Futuro Psicólogo, mas acho bem difícil, até porque não se vive de passado. Mas quando não se tem muita perspectiva futura, recordar esses momentos causa uma mistura de sensações boas e ruins.