quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Ch-ch-ch-ch-changeees

"Turn and face the stange"
Changes - David Bowie

Algo mudou em mim, e eu achei que tivesse sido de uma hora pra outra, mas relembrando os últimos meses, desde os meus ataques de sinceridade, passando pelo meu isolamento e pelo problema da minha mãe, vi que foi uma mudança que aconteceu aos poucos, e cada acontecimento, cada situação, cada reflexão contribuiu para que isso acontecesse.


Abandonei um lado tímido que me dominava por completo, o problema é que agora talvez esteja tão afoita que me soltei demais. Sabe quando você fala o que dá na telha e depois se pergunta o motivo? Pois é.

Voltei com as minhas amadas caminhadas. Entre 40 e 50 minutos por dia. Vamos desfazer os estragos das festas de final de ano e sentir as calças ficando largas.
A relação com a comida anda tranquila.


Quero agradecer a querida Beatrix por tantos conselhos que tem me dado, tantos momentos em que tem me ouvido, me ajudado, e por estar acompanhando essa mudança em mim tão pacientemente. Você é maravilhosa e merece ser triplamente feliz!!!! ^_^


sábado, 18 de janeiro de 2014

"A minha vida, eu preciso mudar todo dia"

(...)
"Eu quero sempre maaaaaaaaaaaais"

2014 começou com cara de ano novo, porque finalmente resolvi encarar e tratar os velhos problemas.


Algumas surpresas começaram a aparecer.
Quem acompanha esse blog há teeempo sabe da B., minha irmã emprestada, que foi embora daqui no começo de 2012, blablabla. Eis que passarei a primeira semana de Fevereiro com ela no interior. Descansando, me divertindo, esquecendo os problemas. Minha mãe, que está melhor, gostou bastante da ideia e me deu todo apoio, e os vizinhos vão ficar de olho caso algo estranho aconteça.
Assim que voltar de lá, pretendo me inserir novamente no mercado de trabalho. Não vou me jogar em qualquer coisa, nem procurar algo perfeito. Provavelmente pararei no comércio, mas se isso me ajudar a pagar as minhas contas e a chegar no final de 2014 com o nome limpo, beleza!


Tenho outros planos em mente, mas acho que é melhor fazer uma coisa de cada vez.


A minha relação com a comida está mais calma, constante, sem compulsões exageradas.



segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Saída de emergência / Página rabiscada



Não percebi como aos poucos uma coisa pode tomar tamanha proporção. 
Eu estava em casa, sem sair há muito muito muito tempo. Perdi a vontade de tomar banho, tirar o pijama, fazer compras, sair com amigos, dormir...


Sabe aquela cena de O Clube da Luta onde o protagonista diz que quem tem insônia nunca dorme, mas também nunca acorda? Pois era o meu retrato dos dias que se passaram.
Fiz besteiras, meu cachorro velho morreu, enquanto isso, tudo em mim é motivo de preocupação. Olheiras que segundo a minha mãe, parecem desenhadas com maquiagem roxa ou azul em baixo dos meus olhos. meu cansaço, minha sonolência, minhas gengivas que sangram, meu bruxismo, etc.

Hora de voltar a fazer o tratamento. Antidepressivos, ansiolíticos quem sabe. Terapia? Não. Com todo o respeito as meninas daqui que cursam psicologia, acho que a terapia só é válida quando o "paciente" está disposto, e eu, NO MOMENTO, não estou. Quem sabe, em alguns meses, eu marque uma hora com algum psicanalista, analista, psicologo, psicoterapeuta, terapeuta, etc.

No momento vou sim preferir tratar os sintomas ao invés da causa, porque só assim terei ânimo e disposição para quem sabe um dia, tratar a causa. Pelo menos sei que os traumas de infância envolvendo homens malvados foram superados com muita conversa nos 3 últimos meses do ano que passou. Sei que é preciso achar a grande causa disso tudo, mas no momento não me sinto preparada.


segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

"Eu nem sei pra onde vou, pode até não dar em nada"

"Minha vida segue o sol
No horizonte dessa estrada"




Leandro&Leonardo? Sim! Queria os jovens mais jovens que eu soubessem que houve um tempo, na década de 90, em que o sertanejo era uma música melhor, bem diferente do tchetcherere tche tche que ouvimos hoje em dia. Eu gostava de Leandro e Leonardo, e chorei aos 6 anos, quando o Leandro morreu.


Apesar do título fazer parte da música Um Sonhador, ele é condizente  com a minha situação atual. Não sei pra onde vou, vou seguindo o sol. Talvez meu problema seja estar evitando o sol, dormindo em horários invertidos, fugindo de qualquer socialização e consequentemente, comendo mais do que gostaria. A dificuldade tem sido grande para sair de casa. Talvez se eu procurasse um psiquiatra e explicasse isso sairia de lá com uma receita e uma reconsulta, e resolveria o meu problema de maneira prática. Mas não ando com disposição para contar meus problemas para um cara de jaleco, mesmo sabendo que a receita azul providenciada por ele me ajudaria a voltar a sentir essa coisa tão linda chamada alegria de viver.
Talvez eu vá fazendo uma coreografia alternativa para a Dança da Manivela até o carnaval e queime umas calorias com isso.
Dito isso, não tenho mais o que dizer
Até breve.