domingo, 27 de dezembro de 2015

Presenças & Faltas


Não sei por onde começar ou o quê escrever por aqui.
Estive ausente por falta de tempo e de assunto. 
Ando deprimida, o trabalho ocupa grande parte do meu tempo, na próxima terça. dia 29/12, teremos uma reunião, provavelmente anunciando o fechamento da loja e algumas demissões, outros remanejamentos, e eu não sei qual das opções seria menos pior pra mim.
Faltam 66 dias para o show dos Rolling Stones em Porto Alegre, o qual eu vou com a Lovely (YAYYYYYYYYYYY)!!! 

Aí se eu arranjar outro emprego, estaria no contrato no dia do show, o que me impediria de negociar uma folga, aí conversei com mamis e ela disse que se eu for demitida, temos como nos manter até lá com a minha rescisão e tudo mais. Só que meu medo é o durante e o depois. A loja está fechando por causa da crise... quanto tempo levarei para conseguir outro emprego depois, com essa crise?

Certas coisas natalinas me magoaram, pra variar, outras me deixaram feliz, outras confusas. Confesso que dia 24 de tarde, no trabalho, tive que tomar um ansiolítico porque estava no início de uma crise onde não conseguia segurar o choro, junte isso à uma maquiagem com sombra verde musgo com verde claro (pinheiro), delineador, lápis e batom. Não conseguia mais controlar, o ansiolítico ajudou.

Estou pouco me lixando para o meu peso, pra ser sincera.
Dá pra acreditar que o fato de nenhum dos meus cartões de memórias aceitar arquivos por estarem "protegidos" me deixa mais louca?! E já tentei um monte de coisa... troço desgraçado.

Sinto uma falta imensa dos meus amigos. Sinto que eu não sou mais eu.


quarta-feira, 14 de outubro de 2015

"Nada Ficou no Lugar"

Estou confusa. Talvez essa postagem também fique.
Tenho necessidade de escrever. Me sinto um tanto quanto esgotada. Por um fio. Fino. O sorriso no rosto, antes quase natural, agora é visivelmente forçado. "Que olheiras são essas?", andaram me perguntando. Não sei. 

Parece que minha mente por vezes se esconde em algum lugar, e quando volta, eu começo a me dar conta de todos os erros, e tenho vontade de desistir de tudo. 

Está tudo embaralhado na minha mente. Eu só quero que as pessoas que eu amo fiquem bem, sei que para isso, em teoria, eu teria que ficar bem, se eu ficar.
E não quero influenciar jovens garotas que visitam esse blog de forma negativa.

Não sei mais quantos quilômetros dessa estrada árida consigo percorrer. 

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Fatos

Eu engordei. Eu não gosto dessas dobras no meu corpo.

Eu perdi amizades. Eu perdi sua amizade? Sinto falta das conversas.

Meu intestino não funciona, talvez o ambiente altamente estressante do trabalho contribua para isso, já que isso teve início a partir do momento que comecei a perceber onde eu tinha me metido. Tenho uma colega que não está falando comigo, mas isso não faz a mínima diferença. Me mandaram pra outra loja por uns dias, pra ajudar a estoquista, mas percebi que é para o supervisor me avaliar e ter uma opinião de outra gerente, já que a minha quer me descartar. Pedi para ficar naquela loja, estou esperando o supervisor me chamar e perguntar o motivo. Falarei. Se eu for pra rua ele saberá o que acontece lá onde eu fico.
Consequentemente, pelo uso consecutivo de laxantes e também pelo estresse, tenho dores de estômago abomináveis e estou tomando uma sorte de antiácidos. Além de ter que reservar dia e hora pra fazer cocô, que vem com fortes enjoos e dores, já que só acontece com laxante.

Minha mãe continua investigando o sangue e o cérebro. Minha irmã grávida emagreceu 2 kgs, fiquei muito preocupada, ela não. 

Não consigo mais pegar meu salário e gastar metade dele em um ingresso pra show, coisa que em 2011 eu fiz mais de uma vez, sem pestanejar.
O que é que eu faço com a minha vida? Eu deveria saber...

Não assisti esse filme, mas essa música, e aquela outra mais conhecida.... me identifico tanto....

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

SOOOOOOOOOOOOOOOOOOO

Gente que saudade de vir aquiiiiiiiiiii!

Foi tudo louco. Mais de um mês de trabalho. Está sendo fácil? Não. Já tive problemas com colegas, já peguei doença e alergia por viver no estoque empoeirado e já fui chamada pela gerente pra conversar sobre o meu "complexo de inferioridade", o fato de eu me preocupar demais com o que os outros pensam e ser paranoica.
O fato é que não foi essa gerente que me contratou, quem me contratou foi o gerente que estava substituindo as férias dela. Em 03/10 fecho 60 dias e 03/11, 90 dias não sei o quê esperar até lá mas não ficarei me preocupando e sofrendo por antecedência. Me desculpem o julgamento, mas quando uma gerente me diz pra deixas ~menas~ coisas, eu realmente tenho certeza da minha capacidade de conseguir algo melhor, mas no momento, este trabalho está sendo bem-vindo e eu não vou pedir pra sair, mesmo trabalhando com algumas colegas grossas. Já outras são tão amor que compensa.

Peso? A mesma titica.
Mamis? Investigando, fazendo exames, indo.
Sister? Muita alegria com The Baby já se mexendo. Algumas preocupações, mas normal. O namorado dela é um porco nojento.
O resto? Não sei.

Estou com saudades de vocês, daqui, meio saturada de certas coisas e doente, mas acredito que as coisas possam melhorar, quando a gente faz por onde.

Amor e luz a todas. Eu disse A TODAS.
Mais ou menos perdida e assustada.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

sub-vida/sobe vida

Meu genitor finalmente sumiu.

Minha relação com a comida continua complicada.
Minha relação familiar continua complicada.
A minha vida continua complicada.

Mas eu tenho família amada demais (mesmo que seja formada por uma mãe. E uma irmã que aparece quando a coisa aperta.), ainda assim é família. Amigos que eu amo.
Sábado consegui reunir uma parte deles aqui. Foi bom conversar, rir, etc. Plus meus 24 anos.

Segunda-Feira começo a trabalhar e estou apavorada. Uma loja. "A gerente vai pedir teu uniforme no dia que tu começar." Me disse a moça do RH. E se não tiver do meu tamanho? E se me odiarem e não quiserem ficar comigo por eu ser gorda? O gerente que me entrevistou analisou meu perfil profissional mesmo, inclusive ressaltou as minhas qualidades, perguntou o motivo de eu estar voltando para o comércio (desespero?!), falou que eu posso ir mais longe e tal. Ou seja, ele foi mais didático, não analisou meu peso e minhas curvas muita acima das medidas aceitáveis.

Não estou com cabeça para perdas, rejeições e lembranças ruins. É bom eu me medicar ou não sobreviverei.
Como eu sinto falta da minha avó. E como eu tenho medo de perder a minha mãe. Mas isso não vai acontecer, porque isso eu não suportaria.


Carol Prado, bom saber que de alguma forma eu te ajudei. :)

sábado, 18 de julho de 2015

Crossing lines

Então, hoje (sábado,18/07)  meu genitor passou dos limites.
Por voltas das 11 horas o telefone toca. Atendo, bem contente sem saber que era ele.
-Alô!
- Tua mãe tá por aí?
- Tá, quer falar com ela?
- Sim, chama ela aí.
- Tá... mas só pra tu saber, eu tô bem também. Sei que tu não se interessa por mim, só pela minha mãe, mas eu tô bem. Tchau.

Ele começou a dizer algo quando alcancei o telefone pra minha mãe. Que disse que aqui estava fazendo sol e disse tchau. Boquiaberta, minha mãe parecia não acreditar no que eu (que não tenho boca pra nada) tinha dito. Ela disse que ele estava todo atrapalhado a acabou perguntando como estava o tempo aqui e disse tchau. Mas ela achou que eu fiz bem, porque ela já sacou que ele só tem interesse nela mesmo.

Por volta das 13h:30min o interfone toca. Ele é a única pessoa que aparece sem avisar. Ignoramos. A insistência continua, típica dele, já tivemos que ignorar ele duas ou três vezes, e depois ele ligou reclamando que a gente não estava em casa, sendo que quem apareceu sem avisar foi ele.
15h52min o celular da minha mãe toca, ela atende e desliga. Indignada, diz que a ligação era a cobrar!
O interfone fica quieto por mais de meia hora, e depois começa a tocar de novo.
Pouco antes das 18 horas os vizinhos vieram aqui reclamar avisar que tinha um homem lá em baixo perguntando pelas pessoas do nosso apartamento, dizendo ter coisas para pegar aqui.
Resolvemos descer. Eu com uma faca no bolso, só pra prevenir. Um sujeito disse que "um cara", lá pelas 15h30min deu esse endereço pra ele, pois estávamos dando uma TV e um roupeiro, aí ele veio pegar. Minha mãe perguntou como era a fisionomia do tal cara e ele descreveu meu genitor, e de repente fez uma cara de arrependimento. Aí ele mostrou o papel onde o cara escreveu nosso endereço. Meu brilhante genitor esqueceu que foi casado com a minha mãe, que por acaso conhece a letra dele, e além disso, outro dia ele esteve aqui e esqueceu umas anotações. Preciso dizer mais?

Como resultado dessa raiva guardada e ao mesmo tempo vontade de dizer mil e uma vezes pra minha mãe que sim, eu tinha avisado, comi 3 pães, uns 10 kiwis, entre outras coisas. Troféu Compulsão pra mim.

Falta uma semana para o meu aniversário e pela primeira vez em anos quero comemorar com amigos. Fim do inferno astral. Novo ciclo. Um ano a mais pra quem perguntar, ou em algum currículo que eu tenha que preencher, ou em qualquer ficha cadastral que eu tenha que preencher. 

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Palavras soltas...

Perdi as contas de quantas vezes tentei começar a escrever aqui.
Tudo se tornou tão... louco.

Meu genitor gera uma crise a cada vez que aparece, depois da última, onde nem me deu oi e disse "passa o telefone pra tua mãe aí", ficou combinado que ele não vem mais aqui. Aliás, não passei o telefone pra minha mãe.

Minha irmã de criação está grávida, eu vou ser tia, estou feliz pois ela está empregada, obstinada e isso acabou trazendo um pouco de cor pra vida da minha mãe, que ficou menos apavorada do que eu quando soube, mas agora pensa em costurar roupinhas de bebê.
A anemia de mamis regrediu, mas ainda é preciso suplementação e um tratamento com uma equipe de cinco especialidades de médicos, por enquanto. Na verdade, 4 médicas e 1 médico.
Ninguém sabe a causa de tudo o que aconteceu e está acontecendo, minha mãe, aparentemente, é um mistério que a medicina não desvendou, mas ao menos, manteve viva com internações, diversas transfusões de sangue, injeções de vitamina, comprimidos, etc.

Se eu não surtei é porquê tenho a minha mãe ao meu lado.
Estou no meu maior peso, fui desclassificada de algumas entrevistas de emprego por conta disso, inclusive, uma recrutadora deixou isso bem claro, dizendo que da próxima vez o currículo deveria ir com uma foto, de preferência bem clara. Fez mais duas perguntas e me deu tchau.
Também estou procurando empregos que me possibilitem ter uma vida, onde eu possa sair até às 18:00 ou então entrar depois das 15:00.

As crises ocorrem mais quando o genitor quer forçar a barra, mas também quando me preocupo demais com minha irmã, tão nova carregando um bebê, com um namorado inconsequente em termos de emprego/sustentar uma família, ou quando sinto um medo terrível de perder minha mãe que vem associado a uma saudade indescritível da minha avó. Em Setembro farão 4 anos que ela se foi. E minha mãe já apresentava sinais de que não estava bem quando a minha vó ainda estava entre nós.

No mais, posso ter novidades que eu não lembre agora, mas como finalmente finalizei essa postagem, me despeço aqui.
Minha compulsão voltou, btw.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

How I'm feeling now


Eu pensei que seria mais fácil, não foi.
Tive dias de compulsões terríveis, tristeza absurda, perdi a vontade de sair de casa, de tomar banho, de cuidar de mim. 
A psiquiatra me receitou Lítio, pela segunda vez, uma tentativa já fracassada. Então fiquei catatônica, sem enxergar direito, com dores de cabeça, etc. Aí uma bela noite, estava andando em direção ao banheiro, ao indo para a cama, não lembro, e esqueci da parede... toda a força do meu corpo pareceu se depositar na minha testa naquela batida. Náuseas e tonturas ocorreram depois, mas agora, apenas uma dor leve na testa. Não contente, no dia seguinte, bebi meia garrafa de tequila, vomitei, pedi perdão pra minha mãe.
No meio disso, antes ou depois, não lembro, ela disse que está me vendo caminhar em direção ao suicídio.

Eu invento desculpas e mentiras pra mim mesma.
Não sei o que me tornei.
Dos surtos que eu tive, sem querer tirar o peso de mim, atribuo a maioria deles as visitas forçadas que tenho que receber do meu genitor, o cara que fez a minha mãe fugir de casa aos 7 meses de gravidez e me criar sozinha. Acreditam que ele se sente no direito de vir sem avisar? E quando liga não pergunta se pode vir tal dia, ele diz "vou aí tal dia" . Está mais interessado na minha mãe e se aproveitando do fato dela estar ok com as coisas. Concordamos em impor limites, então hoje quando ele interfonou, não atendemos. Mas ele vem quarta, e já estou irritada com isso.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

She's Lost Control (Again)

A volta do meu genitor estragou tudo. Minha mãe está muito lentamente, mas muito mesmo, se recuperando da anemia após várias transfusões de sangue e muito suplemento oral e injetável. Aí ele chega. No primeiro dia com medo, depois, passou a agir como se nada tivesse acontecido e mandou uma direta pra minha mãe que me deu nojo. Sabe o tipo de cara que anda por aí que nem louco e quer ter uma mulher em cada cidade que vai? Pois é.
Eu estava indo bem com meu corpo e meu processo de aceitação, feliz, sim, ouso dizer feliz pela melhora da minha mãe nos exames e aí ele chega. As compulsões voltaram num nível 2008, quando eu comia nata direto do pote. E isso, minhas caras e meus caros, tem começado a destruir meu processo de aceitação. Não vou detalhar aqui o que andei comendo porque é agressivo e nojento demais. Minha mãe veio dizer que estava preocupada comigo, perguntou se eu estava tentando me suicidar comendo até meu corpo não aguentar mais. Disse que não, mas pensando bem, não sei a resposta.

Comecei a assistir My Mad Fat Diary e estou prestes a assistir o último capítulo da segunda temporada. A série gira em torno de uma garota obesa, seus amigos, seus dilemas, sua mãe doida, etc. Tem horas que eu me identifico tanto com ela (quando ela faz merda) que me dá uma raiva tão grande... e tem horas que me identifico com a ~melhor amiga dela~, Chloe, tirando o fator beleza magra. Também quando ela faz besteiras... seria eu uma besteira.

E pra finalizar, olhei o celular da minha mãe.
No dia das mães desejei feliz aniversário à ela. Ela respondeu com um "obrigada".
Minha prima (que eu costumo dizer que é uma das filhas que ela nunca teve) mandou uma mensagem pra ela e ela respondeu algo do tipo "Obrigada por lembrar de mim, eu te amo.", e isso doeu mais que muita coisa tem doído ultimamente.

Já tomei Rivotril o suficiente por hoje, quisera eu ter uma droga mais pesada, me resta preparar um chá de hortelã com alecrim mesmo.


domingo, 17 de maio de 2015

Virando uma página. Ou mudando o livro?


Virar uma página não é fácil, ainda mais quando se tem que enfrentar uma crise familiar, pessoal e profissional ao mesmo tempo. Talvez esse seja o grande sinal de que está mais do que na hora de recomeçar. Eu poderia escrever recomeçar pra valer, mas isso não existe. Durante mais de dez anos fiz coisas tão horríveis com meu corpo, em busca de um padrão que me foi mostrado, pra evitar os sermões das minhas tias sobre como era feio e não-saudável ser uma guria gorda. E quanto eu me machuquei por conta disso. Me machuquei em todos os sentidos.

Machuquei todo o meu sistema digestivo com anos de laxantes e vômitos induzidos. Machuquei meu sistema nervoso tomando remédios controlados para emagrecer, que me levaram aos calmantes. Aos 13 anos, com 103kgs um médico me receitou ANFEPRAMONA, combinada com diurético e 2,5mg de Diazepam 2x por dia. Foi um médico que receitou. Tomei aquilo por meses, emagreci um monte (preciso dizer que depois engordei?).... e isso já fazem dez anos. No meio disso outros médicos me receitaram antidepressivos que desencadearam convulsões, antidepressivos que trouxeram compulsões... entre tantas coisas. É obvio que meu cérebro já está calejado com remédios e dificilmente um medicamento em dose normal vai me dar o resultado desejado. Talvez eu precise de uma desintoxicação, mas da última vez em que tentei parar com tudo, inclusive o calmante anticonvulsivo que tomo, tive duas convulsões, então tenho um medo absurdo. 
Machuquei minha pele incontáveis vezes com cortes que variam entre superficial e profundo (não o suficiente).
Machuquei todas as pessoas que me amavam/amam por me verem passar por tudo aquilo.

Cansei e não quero mais me machucar, nem machucar ninguém. Mas é uma página que está recém-virada, e às vezes um escritor não sabe como começar uma nova história, mas ele não desistirá. Eu não vou desistir. Por mim, pela minha mãe, por qualquer pessoa que goste de mim.

terça-feira, 5 de maio de 2015

"Nova Fase"


Então é isso... acabou a busca pela magreza, pelo padrão, por essa coisa toda. O blog não acabou, apenas vai continuar no sentido que vinha nos últimos tempos... coisas da vida, de sentimento, de aceitação, e a busca por essa tal aceitação.
Não tenho motivos para deixar de visitar amigas que querem e estão no seu direito de vestir manequim 38/36, que tem seus blogs voltados para dietas. Pra quê? Algumas relações que apesar de virtuais, tem anos. Outras são recentes.
Apenas, e tão somente apenas me sinto no direito de deixar frequentar blogs que usam fotos de pessoas gordas para inferiorizar as mesmas ou simplesmente para se satisfazer.
Somos livres, portanto, minhas escolhas são essas.

Se eu vou me atirar em um pote de sorvete, com calda, chantilly, salgadinhos e refrigerante sem parar? Lógico que não. Preciso de saúde para cuidar de quem eu amo e conseguir fazer minhas tarefas básicas do dia. Quero praticar exercícios, subir uma lomba sem quase morrer e quero que meus exames de sangue continuem ok, como estavam no ano passado.

Quem quiser deixar de gostar/seguir/visitar a Marcy gorda/ex-pro-isso pode deixar de fazer, e quem quiser continuar, vem nessa barca com a gente que a vida continuam, os problemas seguem e com eles cada vitória também vai vir.

Agora me digam, quando posso começar a reclamar do frio que está fazendo em Porto Alegre?!

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Resumindo:

Segundo a médica, a anemia da minha mãe piorou, mas o mielograma não acusou nada. MAS eu pesquisei na internet, aqueles resultados acusam algo como anemia megaloblástica. Estou tentando convencer ela a gastar um pouco do dinheiro que ela mal tem e consultar uma segunda opinião, e não acreditar cegamente em uma residente que trata (na pressa), centenas de pacientes por dia num hospital público (já que não temos convênio nem dinheiro para tratar isso particularmente...). Mas só uma segunda opinião pra olhar os exames não faria mal pra ninguém.

O encontro com meu pai foi tranquilo, sem grandes mágoas do passado trazidas naquele momento. Não senti uma grande ligação afetiva com ele.

Conhecer minha meia-irmã mais nova foi bem interessante, mas rever, depois de 19 anos, minha irmã mais velha foi sensacional. Sabe quando tu tem a sensação de que nunca perdeu o contato com aquela pessoa?

Enquanto isso a B, minha irmã de criação, continua tentando dar apoio e resolver a vida dela.

No meio disso eu estava estressada, ansiosa, e resolvi aceitar o convite de um cara que tinha me chamado pra sair pela terceira vez... sem saber nada dele. As pistas estavam na minha cara, acho que no fundo eu quis ignorar. Ele mentiu pra mim, claro... eu não tenho nenhum sentimento por ele, mas estou meio enojada por ter saído com um cara comprometido, por me deixar enganar só porquê eu queria fugir do stress, dos meus problemas e da minha vida por alguns momentos. Mas já passou, também...

Era isso, eu acho.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Ansiedade


Gente, que coisa, que reviravolta.
Minha mãe fez mielograma, vi  o resultado na internet, que acusou algumas coisas, mas não entendi bosta nenhuma, quarta, dia 15, ela tem consulta e vamos ficar sabendo. Estou histérica.

Domingo meu genitor (que não vejo há uns 19 anos) quer vir aqui em casa. Todo esse lance de reaproximação tá me deixando tensa e mais nervosa.

Vou ir pro interior, onde nasci, conhecer minha irmã biológica mais nova e rever a irmã biológica mais velha, que não vejo há uns 14 anos...

Minha irmã de criação, a B., fugiu do interior pra cá, e vou pra lá ajudar ela a resolver umas pendências e ver essa gente toda.


Só quero que as coisas se resolvam bem...




terça-feira, 31 de março de 2015

Medos, arrependimentos e juramentos

Eu estou com medo.
Do estado de saúde da minha mãe.
Do fato de não conseguir demonstrar todo amor que sinto por ela.
Do que será de mim se ela for embora.
Eu não quero que ela vá.
Ela tem que ficar comigo. E bem. Por pelo menos mais 20 anos.

Voltei a me cortar. Isso alivia um pouco as crises de choro, por incrível que pareça. E quanto mais eu me corto, mais sinto vontade de me cortar. E quanto mais eu penso, mais eu imagino em como seria a morte ideal, sem falhas ou prorrogações. Mas não com a minha mãe por aqui. Ela é minha esperança, meu alicerce, minha âncora e precisa de mim.
Por isso os cortes são em locais escondidos, pra ela não ver e acabar se magoando.

Acabei de comentar com um precioso amigo no Facebook que, se a minha nano-família sobreviver, serei uma pessoa melhor. Foi um juramento.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Isso é a vida?

Gurias, vocês são criaturas mágicas, com o poder de consolar um coração quebrado inundado de lágrimas que caíram de um rosto em desespero.
As lágrimas continuam caindo, o coração continua quebrado, mas o carinho de vocês e dos amigos em geral tem sido MUITO importante.

Tem dias que parece que não vai dar mais, sabe? Dó a alma, o corpo. Eu só quero que a minha mãe fique bem, que a justiça seja feita com o homem que fez mal com a minha irmã e tentou fazer comigo.
Também preciso de um emprego onde eu não me sinta um lixo, tenha horários (mais ou menos) fixos e não precise receber nem lidar com um determinado banco que quer penhorar minha alma.

O resto se tornou secundário...

É triste ver que meus parentes, assim como aqui dentro de casa, pensam que quem tem que sentir vergonha são as vítimas abusadas ou estupradas, enquanto o abusador deve ser punido apenas sendo excluído da ~família~.


sábado, 21 de março de 2015

Acontecimentos

Aconteceram tantas, mas tantas coisas, que não deve caber em um post só, mas como vivo tentando coisas que não cabem, vou tentar resumir.

Perdi a conta de quantas vezes minha mãe já foi e voltou do hospital. Hoje ela está em casa. No dia antes de anteontem (ante-anteontem?) ela fez a terceira transfusão de sangue desde Fevereiro. Anemia severa, por motivos desconhecidos. Acharam que havia um sangramento, reviraram ela por todos os lados e nada de sangramento. Agora ela vai ter que fazer um medulograma, ou seja, a biópsia da medula pra ver se existe algum problema ali. Só resta aguardar e torcer para que a hemoglobina não baixe muito outra vez nesse meio tempo entre a biópsia da medula e a consulta dia 1º (SUS, galera).

No meio disso tudo, trabalhei. Trabalhei até não sentir mais os joelhos. Trabalhei, em alguns dias, por 13 horas seguidas. Trabalhei tendo que carregar coisas super pesadas por uma escada por ser a funcionária mais ~forte~ da loja. Mas bato na tecla de que gordura não é sinal de força. Gordofobia nossa de cada dia. Até que, na semana passada, depois de trabalhar por 10 horas, minha mãe teve que ir para a emergência do hospital sozinha, passando mal, e eu só consegui ir ver ela depois do trabalho. Foi meu antepenúltimo dia lá.

Antes disso, em meados de Fevereiro, uma tia achou que deveria saber mais sobre o estado da minha mãe do que eu, e ficar mais com ela do que eu. Tivemos uma discussão por telefone, e ela se sentiu no direito de me esperar na porta do hospital, no fim do horário de visitas, para me agredir física e verbalmente. Puta, monstro, cadela no cio, tu foi cuspida não parida, tu tortura a tua mãe, sua vagabunda, vou entrar com uma ação pra te proibir de ver a tua mãe. Com os braços roxos liguei para a Camila que me acompanhou em uma delegacia, onde meus hematomas foram registrados como "arranhões" por uma policial que parecia estar com mais pressa do que vontade, mas ao menos registrei a falsa acusação de ser uma torturadora, e todo o resto.

Há duas semanas, minha irmã de criação, a B., foi embora do interior com o namorado que mora em uma cidade aqui ao lado de Porto Alegre, e ela me contou, sem que eu jamais tivesse desconfiado, uma história que aconteceu com ela, mostrando que partilhamos uma mesma experiência dolorosa.

E é assim que anda a minha vida. Venho tentando ter fé, força, essas coisas, mas não sei quando disso é uma farsa para mim mesma ou quanto disso é real.



sábado, 31 de janeiro de 2015

...

Depois da última postagem aconteceram duas coisas.

A minha mãe foi internada (os roxos mencionados no post anteriores estão relacionados com problemas de anti-coagulação sanguínea, mas não sabem a razão, a doença, seja lá o quê for...) e eu fui avisada que começo a trabalhar na Terça.

Eu tenho uma pia de louça pra lavar, uma máquina de roupas pra encher, esperar lavar e estender, uma coisa pra comprar no supermercado, um varal de roupas pra recolher e dobrar, me preparar pra ir visitar mamis às 18:00 horas (tenho que sair pelas 16:30, sendo sábado e levando-se em consideração o horário dos ônibus) e lixo pra levar, mas estou aqui escrevendo com a esperança de que o telefone toque e me chamem avisando que minha mãe teve alta e eu tenho que ir buscar ela.
Me sinto uma piada, nesse momento.

E ontem me ligaram, começo a trabalhar na terça-feira.

Então é isso. Minha mãe pediu que a internação dela não interferisse no início do meu trabalho.

Ah, comentei no blog da Isabella, após um comentarista aleatório aparecer insinuando algumas coisas, perguntando outras... no fim das contas ele cogitou a possibilidade dela ser uma guria adolescente escrevendo. Disse pra ela que eu sabia que não era, pois somos da mesma cidade e temos amigos em comum, mas que algumas pessoas, INCLUSIVE EU, escrevem, às vezes, de uma forma menos direta, como se tivéssemos uma veia para o drama, e ela se sentiu ofendida. Bem, minhas desculpas ficam registradas aqui, mas minha opinião é mantida, afinal, qualquer um pode vir aqui e achar que eu sou uma uma adolescente inventando que uma mulher adulta de 23 perdeu a linha porquê a mãe foi internada. Por mim que pensem o que quiserem. 

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Numb (?)

Talvez a pior decisão da minha vida no ano que passou (mas deixou marcas) foi ter parado o tratamento psiquiátrico, pois bem, retomo o mesmo na primeira semana de Fevereiro.
Acho que vou começar a trabalhar, também na primeira semana de Fevereiro. Tomara que o retorno ao tratamento me ajude a não jogar tudo pro alto como de costume.

A insônia tem sido uma companheira... foi árdua e impiedosa ao longo da semana passada, mas parece estar dando uma aliviada nesses últimos dois dias, apesar de eu estar escrevendo às 02h:50min.

Tive uma tontura e caí no chão semana passada, na frente da minha mãe, que por sua vez, escorregou no chão úmido e se machucou, e ficou toda roxa. A médica perguntou se ela não estava ocultando uma agressão, tamanho os roxos. Mamis afastada do trabalho novamente.

Estou meio anestesiada.


quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

"You know I love you so..."

As caminhadas tem sido OK até hoje, dentro do planejado. Aí ontem deu uma bela chuva (de tarde, eu caminho de manhã), só que meu quarto estava tão abafado que liguei um ventilador, que só atingia meus pés... acordei com dor de garganta, mas TENTAREI ir caminhar em uma hora mais ou menos. 

Às 9 tenho uma entrevista de emprego. Ontem tive uma, num lugar bem legal, daí perguntaram o número do meu manequim... menti, eu acho. Meio que entrei em pânico na hora.

Em termos de alimentação não está tudo tão ok. Dias de poucas calorias, dias de comer um xis. =/

Estou triste porquê a minha mãe não está muito legal, e isso me afeta de tal forma... =/
Queria poder expressar o quanto amo ela mas não consigo, às vezes mando um SMS chorando, e ela me retorna, e eu tento expressar, chorando, mas só consigo pedir desculpas...

Acordei tem menos de uma hora, por isso talvez essa postagem esteja tão desconexa. 
E esse blog parou de ter só fotos de thinspirations. 

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

I just don't know what to do with myself

Segunda, o grande dia, como alguém me disse.

Plano do dia: Acordar às 6 da manhã pra em seguida ir dar uma caminhada. 
Realidade: Acordei antes das 4h:30min sem sono e agitada. Passei um café, vim escrever aqui e ver se crio coragem de realmente ir caminhar daqui a pouco. Porquê normalmente vou até a metade da página, me arrumo, me calço mas na hora de passar pela porta eu entro em pânico. O mesmo tem acontecido em entrevistas de emprego, e eu PRECISO de um emprego. Stones vindo pra cá, AC/DC possivelmente, Pearl Jam... minha mãe não tem como sustentar minha paixão pelo rock'n roll. Talvez esta seja uma motivação. E também preciso de dinheiro pra mim.

Tenho oscilado entre dias difíceis ao extremo com dias "normais". Meu maior arrependimento no momento, talvez tenha sido abandonar o acompanhamento psiquiátrico em Outubro e com isso, parar de tomar o Lítio, que agora, eu percebo, controlava minhas oscilações bruscas de humor, personalidade, sentimentos, etc. Minha mãe quer marcar uma nova consulta, MAS quer ir junto, pois ela acha que precisa explicar o quê realmente acontece comigo, já que ela pensa (com razão) que eu omito coisas. Mas se ela falar do abuso dos comprimidos  estou ferrada.

No mais, é isso, como dizem no teatro, muita merda pra nós essa semana.

OBS: Mari Melo, caso queira falar comigo, pode mandar e-mail para marcyabobora@gmail.com...