quarta-feira, 29 de julho de 2015

sub-vida/sobe vida

Meu genitor finalmente sumiu.

Minha relação com a comida continua complicada.
Minha relação familiar continua complicada.
A minha vida continua complicada.

Mas eu tenho família amada demais (mesmo que seja formada por uma mãe. E uma irmã que aparece quando a coisa aperta.), ainda assim é família. Amigos que eu amo.
Sábado consegui reunir uma parte deles aqui. Foi bom conversar, rir, etc. Plus meus 24 anos.

Segunda-Feira começo a trabalhar e estou apavorada. Uma loja. "A gerente vai pedir teu uniforme no dia que tu começar." Me disse a moça do RH. E se não tiver do meu tamanho? E se me odiarem e não quiserem ficar comigo por eu ser gorda? O gerente que me entrevistou analisou meu perfil profissional mesmo, inclusive ressaltou as minhas qualidades, perguntou o motivo de eu estar voltando para o comércio (desespero?!), falou que eu posso ir mais longe e tal. Ou seja, ele foi mais didático, não analisou meu peso e minhas curvas muita acima das medidas aceitáveis.

Não estou com cabeça para perdas, rejeições e lembranças ruins. É bom eu me medicar ou não sobreviverei.
Como eu sinto falta da minha avó. E como eu tenho medo de perder a minha mãe. Mas isso não vai acontecer, porque isso eu não suportaria.


Carol Prado, bom saber que de alguma forma eu te ajudei. :)

sábado, 18 de julho de 2015

Crossing lines

Então, hoje (sábado,18/07)  meu genitor passou dos limites.
Por voltas das 11 horas o telefone toca. Atendo, bem contente sem saber que era ele.
-Alô!
- Tua mãe tá por aí?
- Tá, quer falar com ela?
- Sim, chama ela aí.
- Tá... mas só pra tu saber, eu tô bem também. Sei que tu não se interessa por mim, só pela minha mãe, mas eu tô bem. Tchau.

Ele começou a dizer algo quando alcancei o telefone pra minha mãe. Que disse que aqui estava fazendo sol e disse tchau. Boquiaberta, minha mãe parecia não acreditar no que eu (que não tenho boca pra nada) tinha dito. Ela disse que ele estava todo atrapalhado a acabou perguntando como estava o tempo aqui e disse tchau. Mas ela achou que eu fiz bem, porque ela já sacou que ele só tem interesse nela mesmo.

Por volta das 13h:30min o interfone toca. Ele é a única pessoa que aparece sem avisar. Ignoramos. A insistência continua, típica dele, já tivemos que ignorar ele duas ou três vezes, e depois ele ligou reclamando que a gente não estava em casa, sendo que quem apareceu sem avisar foi ele.
15h52min o celular da minha mãe toca, ela atende e desliga. Indignada, diz que a ligação era a cobrar!
O interfone fica quieto por mais de meia hora, e depois começa a tocar de novo.
Pouco antes das 18 horas os vizinhos vieram aqui reclamar avisar que tinha um homem lá em baixo perguntando pelas pessoas do nosso apartamento, dizendo ter coisas para pegar aqui.
Resolvemos descer. Eu com uma faca no bolso, só pra prevenir. Um sujeito disse que "um cara", lá pelas 15h30min deu esse endereço pra ele, pois estávamos dando uma TV e um roupeiro, aí ele veio pegar. Minha mãe perguntou como era a fisionomia do tal cara e ele descreveu meu genitor, e de repente fez uma cara de arrependimento. Aí ele mostrou o papel onde o cara escreveu nosso endereço. Meu brilhante genitor esqueceu que foi casado com a minha mãe, que por acaso conhece a letra dele, e além disso, outro dia ele esteve aqui e esqueceu umas anotações. Preciso dizer mais?

Como resultado dessa raiva guardada e ao mesmo tempo vontade de dizer mil e uma vezes pra minha mãe que sim, eu tinha avisado, comi 3 pães, uns 10 kiwis, entre outras coisas. Troféu Compulsão pra mim.

Falta uma semana para o meu aniversário e pela primeira vez em anos quero comemorar com amigos. Fim do inferno astral. Novo ciclo. Um ano a mais pra quem perguntar, ou em algum currículo que eu tenha que preencher, ou em qualquer ficha cadastral que eu tenha que preencher. 

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Palavras soltas...

Perdi as contas de quantas vezes tentei começar a escrever aqui.
Tudo se tornou tão... louco.

Meu genitor gera uma crise a cada vez que aparece, depois da última, onde nem me deu oi e disse "passa o telefone pra tua mãe aí", ficou combinado que ele não vem mais aqui. Aliás, não passei o telefone pra minha mãe.

Minha irmã de criação está grávida, eu vou ser tia, estou feliz pois ela está empregada, obstinada e isso acabou trazendo um pouco de cor pra vida da minha mãe, que ficou menos apavorada do que eu quando soube, mas agora pensa em costurar roupinhas de bebê.
A anemia de mamis regrediu, mas ainda é preciso suplementação e um tratamento com uma equipe de cinco especialidades de médicos, por enquanto. Na verdade, 4 médicas e 1 médico.
Ninguém sabe a causa de tudo o que aconteceu e está acontecendo, minha mãe, aparentemente, é um mistério que a medicina não desvendou, mas ao menos, manteve viva com internações, diversas transfusões de sangue, injeções de vitamina, comprimidos, etc.

Se eu não surtei é porquê tenho a minha mãe ao meu lado.
Estou no meu maior peso, fui desclassificada de algumas entrevistas de emprego por conta disso, inclusive, uma recrutadora deixou isso bem claro, dizendo que da próxima vez o currículo deveria ir com uma foto, de preferência bem clara. Fez mais duas perguntas e me deu tchau.
Também estou procurando empregos que me possibilitem ter uma vida, onde eu possa sair até às 18:00 ou então entrar depois das 15:00.

As crises ocorrem mais quando o genitor quer forçar a barra, mas também quando me preocupo demais com minha irmã, tão nova carregando um bebê, com um namorado inconsequente em termos de emprego/sustentar uma família, ou quando sinto um medo terrível de perder minha mãe que vem associado a uma saudade indescritível da minha avó. Em Setembro farão 4 anos que ela se foi. E minha mãe já apresentava sinais de que não estava bem quando a minha vó ainda estava entre nós.

No mais, posso ter novidades que eu não lembre agora, mas como finalmente finalizei essa postagem, me despeço aqui.
Minha compulsão voltou, btw.