sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Born To Die

Minhas despedidas são tão longas quanto minhas dietas. 
Mas esse blog não se trata mais de dietas já faz muito tempo.

Na minha despedida, eu pensei que talvez eu fosse criar coragem e me matar no meio do caminho, mas o desespero não chegou a esse ponto.
De fato, hoje estou muito mais ferida do que no dia em que me despedi de vocês.
Hoje sinto que não valho nada para ninguém, que acabei me tornando um peso morto onde quer que eu vá.

Ficar com um bebê humano de 8 meses que já demonstra carinho é bom, mas é doloroso ver alguém criar laços com você. São os laços que justamente tem me machucado tanto. E é muito cansativo também, claro. Mas é muito boa a sensação da criaturinha se esforçando pra agarrar teu rosto e te dar um beijo.
No mais, tudo triste. Minha mãe vai fazer um exame para detectar diabetes... anda confusa, cega e triste, como eu.
Qual a razão de estarmos aqui. Como acredito em Deus, gostaria que Ele me desse uma resposta, como no filme A Felicidade Não se Compra... mas a vida não é um filme.