domingo, 15 de outubro de 2017

Cerveja com Clonazepam

É o que acabei de tomar enquanto aquecia minha lasanha, antes das 10 da manhã. Para ver se algo pára essa compulsão alimentar que há dois dias vem me matando. OK, faltam cinco dias para a minha menstruação vir, eu tenho 26, pode ser TPM, mas não é só isso. É a soma de todos os problemas que venho enfrentando.

No meio dessa após me sentir usada e muito burra, peguei uma coisa qualquer laminada e me risquei, enquanto via a tinta vermelha brotar de cada risco feito. Agora um destes riscos abriu e está cheio de pus, parecendo, desculpe a comparação, uma vulva infeccionada.

Me dei conta que no último ano me comprometi com coisas que não me competem, como um bebê de uma irresponsável, mas agora é muito amor envolvido para desapegar, eu já vejo essa criança indo para a terapia se o abandono da tia que ela chama de mamarcy enquanto a mãe grita com ela, imagina se agora, perto de completar dois anos, for abandonada pela tia Marcy, a mamarcy. Mas a carga de stress que isso gera é absurda, menos pela criança, mais pela mãe dela que tem sido um embuste e mora aqui.
Ah, se eu soubesse que engordaria e viraria uma dona de casa deprimida, que mal cumpre a tarefa de cuidar da mãe adoecida, eu não teria gasto dinheiro inciando uma faculdade que não terminei, com livros que não usei e etc.


3 comentários:

Lady Serena disse...

Cuidar de criança é mto difícil.
Espero que sua relação com a mãe da criança melhore e que de td certo.

Ana disse...

Oi, Marcy!
A compulsão é cruel, porque é um círculo vicioso: sentir-se angustiada - comer - sentir-se angustiada (pelos problemas anteriores e por ter comido - comer - sentir-se angustiada... Só posso desejar que encontre uma válvula de escape para o que tem te perturbado.
Acredito que a relação com o bebê só te faz bem, já a convivência com a mãe dela nem tanto, não é? Não estou aí para conhecer os pormenores da situação, no entanto, se possível for, fale de tudo o que vem sentindo e pensando, não guarde dentro de si os sentimentos. Diga o quanto a irresponsabilidade da sua irmã te incomoda, expresse, mesmo que ache que ela não mudará de atitude (e mesmo que ela não mude), porque guardar os sentimentos faz com que, quando eles vieram à tona ( e cedo ou tarde eles vêm) venham da pior forma possível.
Não se machuque (não falo só no sentido literal, e quem dera fosse mais fácil controlar isso, né?), tente arranjar ao menos um tempinho para vir aqui escrever. Vou parecer um papagaio agora, mas se expressar com certeza vai te ajudar. Não resolve tudo, é verdade. Mas torna bem mais leve.
Você não sabe quão bom foi ler seu comentário, vir aqui e saber que você não fez nada, sabe? Estava com medo pensando que pudesse ter acontecido algo, que você não fosse voltar... :(
p.s.: você também recebeu diagnóstico de transtorno bipolar? Sobre a fluoxetina e a marca/laboratório... Eu sou meio assim com remédios, e sempre acho que os do SUS não farão efeito hahaha, mas vai saber se é coisa da nossa cabeça ou não.

Alice Alice disse...

Marcy, querida, eu espero que esteja melhor, que essa onda de compulsão tenha acabado e que vc tenha retomado o controle.

Precisando estou aqui :)