quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Acordei

Tudo bem que foi depois de engordar uns 30kgs ou 40kgs, ou mais, me atrevo a dizer, a afirmar, engordei uns 50kgs. E agora? 
Como eu disse pra uma amiga: Eu sou a gorda que vocês usam de imagem para não engordar.

Mas aí um gatilho, outro gatilho e PAH! Tiro. Caí em mim. Deixei de seguir, no Instagram, perfis que defendem a livre gordura e percebi o quê eu realmente quero ser, e quero ser assim:


Meus gatilhos, além de me olhar bem no espelho, foram esses:


Eu tô triste por motivos pessoais que vão além do peso, e percebi que a bulimia, enquanto eu não a mantive afastada, me blindou de algumas coisas, ocupava minha mente, ao invés disso tudo que vem me atormentando. Wanna Be, era assim que chamávamos as gordas em busca de um TA da magreza. Virei Wanna Be.

Esse ano, láááá em Dezembro, o blog completa 10 anos. Mas eu tinha outro antes dele. Eu quero ser a Marcy que eu era até 2011.

6 comentários:

Ami disse...

Cuidado com os dentes.
Acho que não há nada demais em querer, o ruim é não fazer esforço.
Não uma wanna be, uma borboleta!
Só que a decisão tem que ser sua, só sua mesmo... Às vezes esses gatilhos param de funcionar e... Tudo volta ao de sempre...

Matilda disse...

Eu vivo uma confusão.
Sigo perfis que defendem a livre gordura, mas também sigo mulheres que são magras.
Fico fingindo não ligar pra aparência, ao mesmo tempo que tomo laxantes e chás diuréticos.

Espero que você fique bem.

Matilda disse...

Ps:
E em resposta a sua pergunta lá na minha página: Sim. Eu quis dizer exatamente aquilo quando falei sobre moda consciente.
Consumo peças de brechó.

Queen B disse...

10 anos de blog, uau!
É sempre difícil essa constante TA, essa inconstante na verdade.
Espero que mantenha o foco e se recupere.
Beijos, Queen.

M. disse...

Esse transtorno fode com a gente. Fode com a vida que a gente aspira ou aspirou um dia. Numa hora, parece que está tudo bem, é como se as coisas se acalmassem um pouquinho. Então, em outro momento, ele faz questão de mostrar quem é que manda. E faz isso da pior forma possível: a angústia e o ódio são tão potentes que você se corta, se queima, se soca, come compulsivamente, vomita, sei lá, se destrói de quase todas as formas possíveis e imagináveis para conseguir algum alívio, alguma libertação e, no fim, é como se não conseguisse nada. Não consegue nada mesmo. O alívio temporário que se tem com esses "escapes" é apenas paliativo. É tudo mentira. O problema real continua lá e, depois de um tempo, você percebe que retornou para as estacas iniciais da dor e desolação. Muita dor e desolação, diga-se de passagem. É o maldito círculo vicioso da autodestruição. Nesse contexto, é tenso reconhecer que, definitivamente, não é a gente quem manda, Marcy. É a maldita voz em nossa cabeça. E, se não tomarmos nunca nenhuma providência real sobre isso, esse monstro só vai se agigantar e tomar todo nosso pouco fôlego restante.
Olha, não deixa a sua vida ir embora. Não deixa essa maldita ansiedade, essa depressão e essa impulsividade - que marcam teu corpo com tantos cortes e outras cicatrizes - ditarem como sua vida deve ser vivida. Não volta para a Marcy de 2011, não, porque, se for como penso, ela é meramente ilusão. Seja uma nova Marcy. Para isso, pelo amor de Deus, procure ajuda. Não importa o quanto isso vai te expôr, o quanto isso pode ser custoso (em termos pessoais), o quanto pode demorar ou o quanto pode ser difícil. Procura ajuda médica. Se você continuar assim, daqui para frente tende a piorar. Desculpe se estou soando rude, mas estou sendo sincera. Eu estou numa fase super fodida - depois de ter passado um tempo aparentemente bem - e me identifiquei muito com suas últimas postagens. Só te digo (e reitero): busque todos os meios ao seu alcance para melhorar. Você precisa se importar consigo mesma. Se não estiver disposta a fazer isso de verdade e, até certo ponto, por conta própria, o círculo vai continuar. E esse maldito círculo esfola e mata. Então, tente romper essas correntes - e com mais força dessa vez. Somente assim haverá plenitude e alguma paz. Não falo com propriedade, porque não tenho lembranças (fora algumas na mais tenra infância) de ter estado do "lado realmente feliz e colorido" da vida, mas quero estar em algum dia. Se não "feliz e colorido", ao menos um lado da vida minimamente aceitável e menos instável e deprimido, porque, se for para continuar vivendo como eu estou, eu prefiro morrer. Então, se eu não acreditar que isso pode melhorar em algum ponto, como vou levar essa vida fodida adiante?
... Ficam a reflexão e os conselhos. Você deve prestar atenção, está bem? Trate de cuidar desse coração, desse corpo e dessa alma. Porque você merece VIVER nesse mundo e não apenas rastejar por ele (eu, particularmente, me sinto assim). Nós não somos vermes, nem somos descartáveis (ou pelo menos não deveríamos ser ou nos sentir). E foda-se o transtorno alimentar e o controle, porque não podemos ter controle sobre nada e deveríamos aceitar isso.
(Me desculpe os palavrões, o texto grande e o jeito um pouco ríspido. Estou um pouco revoltada com o tanto que sofremos. Pode apagar o comentário, caso queira).
E fique bem. De verdade. Mesmo com a distância territorial, você está no meu coração e no de um monte de meninas que te acompanham há tanto tempo por aqui. As pessoas se importam com você, eu me importo, embora, ao mesmo tempo, eu lamente o fato de não poder fazer nada mais efetivo por você (por conta da citada distância). Lembre-se disso. Sempre.

"Sticks and stones, they may break these bones
But then I'll be ready, are you ready?
It's the start of us waking up, come on
Are you ready? I'll be ready
I don't want control, I want to let go
Are you ready? I'll be ready
'Cause now it's time to let them know
We are ready"
(What About Us - P!nk)

Ceci disse...

Oi Marcy!
Sendo assim, acho que também sou wanna be.
Obrigada pelo comentário.
Volte sempre

venenosdepelucia.blogspot.com.br/